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Campo Grande, Domingo, 11 de Dezembro de 2016

10/12/2012 10:29

Sem senadores de MS, comitiva do Congresso ouve índios e fazendeiros

Com cinco deputados e dois senadores, comissão já está no Estado

Aline dos Santos
Em comboio, parlamentares vão vistoriar acampamento em Iguatemi. (Foto: Divulgação)Em comboio, parlamentares vão vistoriar acampamento em Iguatemi. (Foto: Divulgação)

Sem os senadores de Mato Grosso do Sul, uma comissão do Congresso Nacional veio ao Estado hoje para apurar denúncias dos índios guarani-caiuá. Com a participação prevista na comitiva, os senadores Delcídio Amaral (PT) e Waldemir Moka (PMDB) não vieram. Conforme a assessoria de imprensa de Moka, ele se pronunciou na última quinta-feira. Na ocasião, antecipou que não integraria a comitiva por discordar dos encaminhamentos. A comissão não acolheu nenhuma sugestão de reunião realizada sobre a questão indígena em Campo Grande.

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A comitiva – com cinco deputados e dois senadores - desembarcou no começo da manhã desta segunda-feira no Aeroporto de Dourados e seguiu de ônibus para Iguatemi. À tarde, na Câmara Municipal de Dourados, será realizada uma audiência pública para ouvir os produtores rurais. Os parlamentares retornam hoje a Brasília.


A situação dos índios em Iguatemi ganhou repercussão mundial em outubro deste ano, com a divulgação de uma carta em que os indígenas prometiam resistir até a morte contra um despejo determinado pela Justiça Federal de Naviraí.
Eles ocupam 2 hectares da fazenda Cambará, que possui 762 hectares, desde novembro do ano passado. Conforme o MPF (Ministério Público Federal), em agosto de 2011 pistoleiros destruíram o acampamento montado às margens de uma estrada vicinal.


No dia 30 de outubro, o TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) reverteu a decisão da Justiça Federal e determinou a manutenção dos indígenas da aldeia Pyelito Kue na área. A situação fundiária em Mato Grosso do Sul foi discutida em audiência pública no Distrito Federal.

Hoje, os parlamentares vão ouvir os índios acampados na fazenda Cambará, os dois procuradores do MPF que atuam no caso: Marco Antonio Delfim (Dourados) e Pedro Gabriel Gonçalves (Ponta Porã); o proprietário da fazenda Cambará; representante da Funai (Fundação Nacional do Índio) de Ponta Porã; o juiz federal Sergio Luiz Bonachella, que determinou a reintegração de posse; e representante do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).


A comitiva é formada pelos senadores Randolfo Rodrigues (Psol/AP) e João Capiberibe (PSB/AP), além dos deputados federais Penna (PV/SP), Gerado Resende, Sarney Filho (PV/MA) e Janete Capiberibe (PSB/AP).
Após a viagem, a comissão se reunirá com representantes do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, em Brasília, para expor os resultados.




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