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23/05/2013 10:54

Servidora que liderou esquema de venda de terras da União é demitida

Aline dos Santos
Grupo vendia áreas na estrada da Codrasa. (Foto: Diário Online)Grupo vendia áreas na estrada da Codrasa. (Foto: Diário Online)

Acusada de liderar um esquema de venda de terras da União, incluindo uma ilha no Pantanal, a servidora federal Gisley Duarte Quiantareto Marinho de Carvalho foi demitida. A decisão da ministra de Planejamento,
Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, foi publicada hoje no Diário Oficial da União. Ela respondia a processo administrativo desde 2009.

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A decisão foi for falta de zelo na gestão dos bens públicos e pela prática de ato de improbidade administrativa. A servidora se valeu do cargo de chefe do posto avançado de apoio da então Gerência Regional do Patrimônio da União em Corumbá, para intermediar, de forma ilegal, a transferência de terras públicas.

Conforme o relatório final, a transação ocorria mediante recebimento indevido de vantagem financeira. A gerência em Corumbá não existe mais. A servidora ocupou o posto entre 2001 e 2009.

Os terrenos ficam na região da estrada Codrasa, em Ladário, e no distrito de Albuquerque, em Corumbá. As terras públicas da União eram comercializadas por valores que iam de R$ 1.200 até mais de R$ 30 mil reais. Conforme o MPF, os terrenos eram distribuídos pela planície pantaneira, muitos às margens do rio Paraguai, em área de preservação permanente, que não pode ser ocupada. Também foi vendida uma ilha, situada na Baía de Albuquerque, em Corumbá.

Gyslei de Carvalho e mais três pessoas foram denunciados pelos crimes de falsa identidade, concussão, corrupção passiva, usurpação de função pública, coação no curso do processo, formação de quadrilha e crimes ambientais. O processo tramita desde 2009 na Justiça Federal.

A Procuradoria da República em Corumbá iniciou as investigações, que foram aprofundadas pela Polícia Federal na Operação Veredas. O local, com bela paisagem, recebeu tanto famílias ribeirinhas, que teve a posse regularizada, quanto imóveis de luxo.

Histórico - A região da Codrasa abrigou projeto agrícola experimental agropecuário de Ladário, implementado pela Sudeco (Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste) a partir de 1970. Em 1976, foi iniciada a construção da estrada que margeia o rio Paraguai, para dar acesso à região. O projeto foi abandonado em 1979, quando faltavam 900 metros para o término da estrada. Em 1990, a Sudeco foi extinta e a área foi incorporada ao patrimônio da União.




agora é so pegar as áreas de volta, os corruptores que fiquem com o prejuizo e que respondam perante a justiça.
 
Marcos Barbosa em 23/05/2013 13:13:20
Muitos, mas muitos fazendeiros que hoje reclamam terem "suas terras" invadidas as "compraram" destas maneiras escusas, com a convência de donos de cartórios nos rincões deste nosso Brasil.
 
Alexandro Timbonini em 23/05/2013 12:56:23
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