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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

01/02/2012 16:57

Sindicato vai pedir indenização para vítimas de acidente em curtume

Nadyenka Castro

Advogado diz que vai ingressar na Justiça com ação coletiva. Ele declara ainda que as vítimas não estavam usando máscaras

Bombeiros e profissionais da Cetesb estiveram no Marfrig nesta manhã. (Foto: Marlon Ganassin)Bombeiros e profissionais da Cetesb estiveram no Marfrig nesta manhã. (Foto: Marlon Ganassin)

O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Couro, Pele e Artefatos em Couro irá pedir indenização para todas as vítimas do acidente ocorrido na manhã dessa terça-feira no curtume do frigorífico Marfrig, em Bataguassu, a 335 quilômetros de Campo Grande.

Advogado do Sindicato, Wender Rodrigues Santos explica que na próxima semana irá estar com cópias do inquérito em mãos e então irá ingressar com ação coletiva pedindo indenização.

O Sindicato foi informado pelo Marfrig que o funeral e o enterro dos quatro trabalhadores que morreram foram pagos pelo seguro da empresa.

De acordo com Wender, a categoria descarta greve e qualquer outra forma de protesto em relação ao acidente e pede que a Polícia Civil analise a política de proteção coletiva e individual dos funcionários.

O advogado afirma que os funcionários que morreram não estavam usando máscaras. “Se tivessem usando não teriam morrido”, diz. Segundo ele, a não utilização de equipamentos de segurança é problema em quase todas as empresas. “A gente está tentando resolver o problema”, afirma.

O acidente químico no curtume do frigorífico aconteceu quando um caminhão descarregava o ácido coramin - usado para retirar pelos de couro - em um tanque.

Houve reação química entre o coramin e outro produto que havia no recipiente e um gás tóxico foi exalado, matando os quatro trabalhadores e intoxicando outras 24, destas, 21 já tiveram alta e três continuam internadas em Presidente Prudente, interior de São Paulo.

A Prefeitura de Bataguassu decretou luto oficial por três dias. A PMA (Polícia Militar Ambiental) aplicou multa de R$ 1 milhão à empresa.




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