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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

17/10/2011 12:29

Tiro que atingiu cabeça de comandante não partiu da arma de acusado

Ângela Kempfer
Tenente (a esquerda) no dia 9 de setembro, quando assumiu comando em Cassilândia. (Foto: A Trinuna News)Tenente (a esquerda) no dia 9 de setembro, quando assumiu comando em Cassilândia. (Foto: A Trinuna News)

O tiro que atingiu a cabeça do comandante da Polícia Militar, tenente Mário José Eufrásio da Silva, de 49 anos, é de calibre diferente ao da arma do soldado Adriano Paulo da Silva, de 34 anos, acusado do assassinato.

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Eufrásio morreu no sábado, em Cassilândia, após ser chamado para resolver uma ocorrência na casa de Adriano, conhecido como Paulão.

O comandante foi atingido por 3 tiros. Da arma do suspeito partiram 2 balas calibre 38, que atingiram o abdome de Eufrásio.

Da cabeça, foi retirada munição calibre .40, a mesma utilizada pelos dois soldados que no dia do crime estavam em serviço e também foram até a casa de Paulão, depois que a esposa dele procurou o quartel da PM para denunciar violência doméstica.

Em depoimento, um dos soldados admitiu ter disparado, na tentativa de imobilizar Paulão, que atirava contra o comandante. “Eles estavam muito chocados e, inclusive, choraram durante o depoimento”, conta o delegado Rodrigo de Freitas.

Ele já ouviu os 4 PMs que estavam na casa no momento do crime. Os soldados que atenderam primeiro a ocorrência disseram que Paulão estava alterado e aparentando embriaguez.

O acusado não autorizou exame de alcoolemia e preferiu ficar calado, sem prestar qualquer esclarecimento ao delegado. No mesmo dia foi transferido para o Presídio de Trânsito, em Campo Grande.

Outro que já prestou depoimento foi o sargento chamado pelo próprio Paulão para ir até a residência do casal, para cuidar do filho de 1 ano, já que é amigo da família.

O sargento e o comandante estavam de férias, por isso ambos não tinham armas. A esposa de Paulão, que não estava na casa quando o assassinato ocorreu, ainda não prestou depoimento.

Um dos pontos que ainda precisam ser esclarecidos é como foi a discussão entre Paulão e o comandante que antecedeu os disparos.

Caso os laudos confirmem que a bala que matou o tenente partiu de um dos soldados da equipe em serviço, Paulão pode responder apenas por tentativa de homicídio. Na arma dele haviam 7 balas, seis foram deflagradas.

Os exames de balística serão feitos em Campo Grande e os resultados devem ficar prontos em uma semana.

A ACS (Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul) divulgou nota de pesar pelo falecimento do tenente Eufrásio.

Policial militar desde 1983, o comandante – natural de Uberlândia (MG), era casado, tinha três filhos e três netos. Ele foi transferido há menos de 40 dias para Cassilândia, no dia 9 de setembro. Antes, trabalhava em Chapadão do Sul.

“É com profunda dor que lamentamos esse momento trágico não só para a instituição, mas para toda a sociedade sul-mato-grossense. Rogamos para que Deus conforte seus entes queridos”, lamentou Edmar Soares, presidente da ACS.




São os labirintos de uma profissão que não é valorizada como deveria. O Tenente Eufrázio, estava prestes a se aposentar e com certeza já imaginava brincando com seus netos em uma praia, deixando para traz a vida atribulada de Policial Militar. Com certeza esse pai, avô, esposo e amigo, mirava no último dia de serviço policial. Infelizmente o destino escreveu uma outra história com um triste fim.
 
VALTER ANTUNES em 18/10/2011 11:25:02
Não o conheci pessoalmente, só de ouvir falar, segundo os comentários era excelente comandante.
Temos que esperar a conclusão das investigações para termos certeza do que realmente aconteceu naquele dia.
Tenho certeza, que não era intenção de nenhuma das partes envolvidas, que acontecesse essa tragédia.
O perdão cura a alma.
Fica os meus cumprimentos aos familiares.
 
thania regina de jesus correa em 18/10/2011 11:15:59
resumindo queima de arquivo que envolvem todos inclusive a mulher de paulão por simulação justiça neles.
 
fabio ferreira de soouza em 18/10/2011 07:44:02
lamento muito este ocorrido pois o tenente foi cumprir uma função de comando e perdeu a vida,, tem que apurar e punir com rigor o culpado ou os culpados,, mais me parece que tem mosquito nesse angu.. a conferir..
 
carlos borges em 17/10/2011 09:23:50
Faço a pergunta como o Artemio Silva.e se não foi isso,a culpa agora é da guarnição e não de quem começou a ocorrência,esse tal de Paulão que pelo nome já quer impor medo.
 
LUIZ CARLOS em 17/10/2011 08:22:35
ainda deve-se investigar o dito cujo "paulao", é só puxar a capivara dele que vão encontrar um monte de transgressoes disciplinares, inqueritos policiais, dentre outros, pq ele foi parar em uma cidade do interior, é bem do feitio dos comandados que tem comandantes nas maos serem trasnferidos para o interior para abaixar a poeira, cabe ao pessoal da charlie investigar com todo rigor. fica a dica!
 
jose carlos em 17/10/2011 05:35:39
É com muito pesar e tristeza que faço este comentário, agora que a estamos tão bem, sendo valorizados, com um Cmdo Geral competente, lutando pela classe, conheci o Ten Eufrásio quando era Sargento, hoje já era 1º Ten, com 28 anos de serviço, preste a se aposentar. Fica a pergunta, porque não agiram com o dever de ofício, diante do primeiro disparo, sabendo que a vítima estava sem ter como reagir?
 
Jorge Mariano em 17/10/2011 04:58:05
Eufrásio era meu irmão eu preciso saber: qual a distância entre o disparo e a vítima para que o tiro seja considerado a queima -roupa? Na têmpora esquerda tinha o sinal da bala e as queimaduras; meu irmão tinha 1,68m, Paulão cerca de 1,80m, quem atirou de tão curta distância era cego?
 
Maria Aparecida Eufrásia da Silva em 17/10/2011 02:08:07
Fica a dúvida, pelo menos para mim o tenente teria sido levado para uma emboscada?
 
Artemio Silva em 17/10/2011 02:05:41
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