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31/12/2014 11:07

Tornado, acidentes trágicos, queda de avião e naufrágios marcaram o ano

Luciana Brazil
Acidente entre ônibus e caminhão matou cinco pessoas. (Foto: Sidnei Bronka)Acidente entre ônibus e caminhão matou cinco pessoas. (Foto: Sidnei Bronka)

Apesar da expectativa por boas notícias, em 2014 as tragédias estiveram mais uma vez em pauta. Acidentes graves, naufrágios, queda de avião e até tornado mancharam a esperança de um ano melhor em Mato Grosso do Sul, além de selarem a única certeza que temos: quando chega a hora não há o que ser feito.

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Quarta-feira, 24 de setembro. Será difícil esquecer a tragédia que atingiu Porto Murtinho, a 431 quilômetros de Campo Grande, na tarde daquele dia. Moradores e turistas que passavam pela cidade conheceram a fúria de um tornado. Os ventos atingiram 93 quilômetros por hora e afundaram no Rio Paraguai a embarcação com 27 pessoas, 14 delas morreram nas águas.

Imóveis foram destelhados, mais de 100 árvores caíram e o prefeito decretou estado de emergência. A temperatura despencou 16 graus em poucas horas, saindo de 38°C para 22°C.

No barco-hotel Sueño del Pantanal, de bandeira Paraguai, viajavam 16 turistas de Alvorada do Sul, município do Paraná e 11 tripulantes paraguaios. A embarcação estava a 300 metros da margem quando foi atingida pelo tornado e afundou.

Durante 15 dias, equipes de resgate do Paraguai, da Marinha do Brasil e do Corpo de Bombeiros fizeram buscas nas águas para encontrar os desaparecidos. O último corpo a ser resgatado, do dono do barco, Luiz Penayo, só aconteceu no dia 9 de outubro.

 

Tornado em Porto Murtinho afundou embarcação e 14 pessoas morreram. (Foto: Marcelo Calazans)Tornado em Porto Murtinho afundou embarcação e 14 pessoas morreram. (Foto: Marcelo Calazans)
Advogado morre na queda de avião em Jaraguari. (Foto: Lucimar Couto)Advogado morre na queda de avião em Jaraguari. (Foto: Lucimar Couto)

Pouco mais de 24 horas antes, no dia 23 de setembro, uma embarcação boliviana afundou no Rio Paraná, na região de Porto Morrinho, em Corumbá, a 419 quilômetros da Capital, matando duas pessoas.

Com 29 pessoas a bordo, o navio da Armada Boliviana, um rebocador do modelo TRN-12, fazia uma viagem de treinamento militar. Morreram a jornalista Liliam Ortega, apresentadora do programa de televisão Aeronotícias do Canal 4 RTP, de La Paz, e o cadete da Marinha, Jesús Rubén Quispe Churata .

Da água para o ar, os acidentes continuaram e desta vez causou comoção na Capital. A queda de uma aeronave no dia 6 de dezembro, em Jaraguari, a 25 quilômetros de Campo Grande, matou duas pessoas, uma delas advogado de Campo Grande Marco Túlio Murano Garcia, 44 anos. O piloto Gênesis Pereira da Silva também faleceu no acidente.

As fatalidades seguiram pelas estradas do interior do Estado e muita gente perdeu a vida nas rodovias. Um acidente grave entre um ônibus da empresa Eucatur e um caminhão, no dia 30 de julho, na BR-163, na região de Douradina, a 196 quilômetros de Campo Grande, matou cinco pessoas- os dois motoristas e três mulheres passageiras do coletivo.

 

Carro capota e bate de frente com caminhão na BR-267. Cinco pessoas morreram no acidente. (Foto: Tiago Apolinário/Da Hora Bataguassu)Carro capota e bate de frente com caminhão na BR-267. Cinco pessoas morreram no acidente. (Foto: Tiago Apolinário/Da Hora Bataguassu)

O ônibus seguia de Porto Alegre para Alta Floresta, Mato Grosso. Testemunhas disseram que o condutor do caminhão seguia pela rodovia em zigue-zague.

No dia 7 de dezembro, um acidente grave vitimou cinco pessoas, uma delas uma criança de 5 anos. O acidente foi entre um carro e um caminhão, na BR-267, no lago Usina Sergio Mota, em Bataguassu, a 335 quilômetros de Campo Grande. Uma das vítimas, uma mulher de 19 anos, foi lançada para fora do carro e caiu no lago da Usina e só foi encontrada horas depois da batida.

Segundo testemunhas, o Fiat Uno, onde viajavam seis pessoas, seguia de Presidente Epitácio (SP) para Bataguassu quando o condutor perdeu o controle do veículo e bateu em um caminhão.

Em outro drama, duas crianças e três mulheres morrem em um acidente na BR-262, em Miranda, a 201 quilômetros de Campo Grande. O carro Renault Sandero, com placa de Belo Horizonte, saiu da pista, caiu em uma ribanceira e bateu em uma árvore. As vítimas, todas da mesma família, morreram na hora.




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