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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

19/09/2014 12:24

Trabalhadores de indústria da celulose avaliam ir à justiça por reajuste

Caroline Maldonado
Sindicalistas fizeram manifestação em frente a Fibria na segunda-feira, dia 15 (Foto: Divulgação/Sititrel)Sindicalistas fizeram manifestação em frente a Fibria na segunda-feira, dia 15 (Foto: Divulgação/Sititrel)

Sindicalistas da indústria de celulose em Três Lagoas, a 338 quilômetros de Campo Grande, que esperavam até hoje (19) uma resposta das empresas Fibria, Eldorado e International Paper frente a proposta de reajuste salarial de 2%, recolhem votos até terça-feira (30) para saber se os funcionários querem levar o caso à justiça. Nas negociações que se estendem desde julho, as empresas ofereceram aumento de apenas 0,63%, segundo o Sititrel (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Papel e Celulose).

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O Sititrel já ameaçou greve mas, segundo o presidente da entidade Almir Morgão, a paralisação ocorrerá em último caso. “O melhor caminho é levarmos à justiça, porque há casos de outras categorias da indústria de celulose aqui de Três Lagoas que foram à justiça e conseguiram o acordo coletivo com reajuste de 2%, pelo menos”, disse. Nessa semana, sindicalistas e funcionários fizeram manifestação em frente as empresas, provocando a retomada das negociações, mas nenhuma delas se manifestou segundo Alimir. 

Hoje e segunda-feira (22), os representantes do sindicato recolhem os votos e devem decidir na terça-feira os próximos passo, segundo Almir. “Estamos indo na porta das empresas e até terça-feira vamos ver o que os trabalhadores querem e se a maioria preferir não aceitar a proposta das empresas vamos ao judiciário”, afirmou.

De acordo com Almir, pelo Sititrel são representados aproximadamente 1500 trabalhadores das indústrias de papel e de celulose, dentre eles eletricistas, mecânico, operadores de caldeira, operadores de branqueamento, operadores de secagem, entre outros.

Estamos sendo bem taxativos, explicando para o pessoal a necessidade de lutar por isso, porque o índice da proposta das empresas é muito baixo. Espero que neguem nas urnas, porque se for para a Justiça tenho certeza que vamos conseguir decisão favorável do juiz”, destacou Almir.

Na terça-feira (16), a Eldorado Brasil informou ao Campo Grande News que mantém diálogo aberto com o Sititrel e “não comenta os assuntos que estão em negociação”. No mesmo dia, a International Paper garantiu que está negociando com o sindicato, mas não sinalizou uma contraproposta. A Fibria também confirmou que está em processo de negociação coletiva com o Sititrel, mas assegurou ter apresentado no dia 29 de agosto a proposta final e disse que aguarda a realização de assembleia do sindicato para que a proposta seja apreciada e votada pelos empregados.




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