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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

23/12/2014 11:32

Trabalhadores fazem fila para receber R$ 32 mi e passar Natal em casa

Caroline Maldonado
Ex-funcionários formam fila gigantesca para receber pagamento (Foto: Perfil News)Ex-funcionários formam fila gigantesca para receber pagamento (Foto: Perfil News)

As vésperas do Natal, ex-funcionários da UFN 3 (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados) fazem fila em agências da Caixa Econômica, em Três Lagoas, a 338 quilômetros de Campo Grande. O pagamento de R$ 32 milhões está liberado à 2.891 trabalhadores que atuavam na obra da indústria. A maioria dos funcionários, que já fizeram até protestos para receber a rescisão, é da região Nordeste do país e só está na cidade ainda por conta do acerto.

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A fila na agência da Caixa, na Rua Paranaíba, região central tem mais de 150 pessoas e dobra a esquina, na manhã desta terça-feira (23), segundo o jornal Perfil News.

O consórcio UFN 3 e a Petrobras repassaram o valor à Justiça do Trabalho, na sexta-feira (19). Há duas semanas, a Petrobras rescindiu o contrato com o consórcio formado pelas empresas Galvão Engenharia S/A e Sinopec Petroleum do Brasil LTDA, após centenas de trabalhadores e fornecedores alegarem o não recebimento.

A obra, iniciada em 2012, agora está parada mas tem aproximadamente 700 funcionários ainda contratados, segundo o o presidente do Sintiespav (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil Pesada), Nivaldo da Silva Moreira. De acordo com ele, o sindicato acompanhará a situação para saber se os salários serão pagos em dia e se as condições de moradia serão garantidas.

As obras de construção da UFN 3 encontram-se 82% concluídas e a Petrobras informou que já está refazendo o cronograma com fim de garantir a conclusão do empreendimento o quanto antes. A unidade produzirá anualmente 1,2 milhão de toneladas de ureia e 70 mil de toneladas de amônia. A unidade atenderá, em especial, os mercados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e Paraná.

Já as dívidas da unidade com os fornecedores continuam pendentes. Eles também já fizeram protesto em frente a fábrica, na semana passada, cobrando dívida que totaliza R$ 12 milhões.




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