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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

29/12/2014 15:04

Três meses após fuga em massa, cinco adolescentes ainda estão evadidos da Unei

Liana Feitosa
Cinco menores que conseguiram escapar ainda não foram recapturados pela polícia. (Foto: Adriano Moretto/ Dourados News)Cinco menores que conseguiram escapar ainda não foram recapturados pela polícia. (Foto: Adriano Moretto/ Dourados News)

Depois de quase três meses desde que adolescentes da Unei (Unidade Educacional de Internação) masculina Laranja Doce, cinco menores continuam evadidos. No dia 8 de outubro, 20 menores conseguiram fugir do local, e 15 foram reencaminhados, até ontem (28), à unidade, que fica na cidade de Dourados, a 233 quilômetros de Campo Grande.

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Inicialmente construída para abrigar 24 adolescentes, o local foi reformado para atender 45 menores, número atual de ocupantes, segundo o jornal Dourados News.

Dos 15 menores evadidos que já retornaram à unidade, alguns se apresentaram voluntariamente à direção da Unei ou à Vara da Infância e Juventude. Outros foram apreendidos cometendo novos crimes.

Fuga - Ainda de acordo com o Dourados News, os menores depredaram uma cama e utilizaram uma barra de ferro para estourar os cadeados de quatro celas. Depois, esperaram os agentes irem até o alojamento para recolher as marmitas da janta. Nesse momento, abriram violentamente as celas e "atropelarem" os três servidores que estavam no plantão.

Na época, o próprio diretor da unidade, José Marcondes, admitiu que não havia como impedir a fuga pelo fato dos menores estarem em maioria.

Superlotação - Para os agentes educacionais, um dos fatores que determinaram a fuga em massa são os rotineiros problemas de superlotação da unidade. Para eles, de acordo com o jornal, o problema poderia ter acontecido antes.

Dias após a fuga, o superintendente das Uneis no Estado, Rubens Grandini, visitou a unidade Laranja Doce e admitiu os problemas. No entanto, ele declarou ao Dourados News, na época, que não haveria reforço no efetivo de agentes e, sim, uma reformulação no sistema de trabalho dentro da unidade.

Ainda de acordo com o jornal, a unidade de Dourados está impedida de receber novos internos como medida emergencial para conter os problemas relacionados à superlotação.

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