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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

24/11/2016 17:25

Um ano após morte de policial, situação em delegacia continua precária

Luana Rodrigues
Quando foi morto, Anderson Garcia da Costa de 37 anos, estava prestes completar um ano de carreira na Polícia Civil (Foto: Arquivo Pessoal)Quando foi morto, Anderson Garcia da Costa de 37 anos, estava prestes completar um ano de carreira na Polícia Civil (Foto: Arquivo Pessoal)

Um ano após o policial Anderson Garcia da Costa, 37 anos, morrer ao apanhar até a morte de um preso com problemas psiquiátricos, a situação na delegacia de Pedro Gomes – distante 309 quilômetros de Campo Grande, continua precária. A denúncia é do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul), que reclama das “más condições de trabalho em todas as delegacias do Estado”. 

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Segundo o presidente do Sinpol, muitos direitos da categoria não estão sendo cumpridos. “Há vários anos o sindicato luta contra essa situação, denunciando as más condições de trabalho a que os policiais civis são submetidos todos os dias ao exercerem suas funções. É uma luta pelos direitos e interesses da sociedade em geral porque todos nós queremos uma segurança pública de qualidade, queremos justiça, queremos paz”, comenta Giancarlo Miranda, presidente do Sinpol/MS.

O presidente do sindicato que representa os policiais também reclamam que há desvio de funções, ausência de materiais e condições de trabalho.

Ainda segundo o Sinpol, no ano passado, na época em que Anderson foi morto, o governo do Estado prometeu apresentar um cronograma para a retirada e transferência dos presos das delegacias, mas até hoje, um ano após o trágico episódio, nada mudou. “Todas as delegacias da Polícia Civil continuam lotadas, sem a estrutura necessária para a custódia de presos, que hoje são obrigados a ficarem em ambientes insalubres”, afirma o presidente.

O Campo Grande News entrou em contato com o secretário de Justiça e Segurança Pública do Estado, José Carlos Barbosa, para esclarecer os fatos, mas as ligações não foram atendidas.

Agressões - Segundo informações do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul), Anderson estava retirando um preso da cela na delegacia, quando foi agredido na cabeça e no abdômen. O agressor apresentava distúrbios psicológicos.

Os golpes só pararam depois que o investigador atirou na perna do preso, que foi levado para atendimento médico na própria cidade.

O policial teve afundamento de crânio, foi encaminhado para o hospital em Coxim, porém, devido a gravidade dos ferimentos, estava sendo encaminhado para a Santa Casa, mas morreu dentro da ambulância.

Promissor - Natural de Cuiabá, no Mato Grosso, Anderson estava prestes completar um ano de carreira na Polícia Civil, quando foi morto. O investigador tinhavindo morar em Pedro Gomes em dezembro de 2014, para desenvolver a função para a qual prestou concurso.

Casado há cinco anos, ele morava sozinho em Pedro Gomes, mas viajava com frequência para o estado vizinho para visitar a esposa, que atualmente morava em Rondonópolis. Eles não tinham filhos.

"Era uma excelente pessoa, um excelente profissional, comunicativo e estava 24 horas alegre. Todos nós sentimos muito", contou na época, o investigador Maurício Apolinário, colega de trabalho de Anderson.

No dia do crime, na delegacia de Pedro Gomes, trabalhavam três policiais, um por plantão, para atender ao público e as ocorrências que surgirem e cuidar de cinco presos em uma cela - já que as outras três existentes na delegacia estão interditadas.




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