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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

30/08/2011 06:58

Vereador e coordenador de Prefeitura estão entre os presos na Aldeia Buriti

Francisco Júnior

Polícia Federal realizou operação na tarde ontem

O coordenador de Políticas para a Comunidade Indígena da Prefeitura de Dois Irmãos do Buriti, Arildo Alcântara, e o vereador Percedino Rodrigues (PT), estão entre os sete presos transferidos ontem para Campo Grande pela Polícia Federal após operação na aldeia Buriti, em Sidrolãndia.

Eles são suspeitos de envolvimento em crimes de sequestro, cárcere privado, porte e uso de armas de fogo. Entres os presos estão também líderes indígenas. Quatro revólveres, calibres 38 e 22, e três espingardas foram apreendidas durante ação da Polícia Federal na aldeia Buriti, em Sidrolândia, na manhã de ontem.

Operação - Durante a operação foram presos seis líderes. Eles foram encaminhados, primeiro, para a sede da PF em Campo Grande e, depois, para o Presídio de Trânsito da Capital. A prisão temporária é válida por cinco dias. Segundo a Polícia foi instaurado inquérito para apurar crimes de ameaça, cárcere privado, posse e porte ilegal de arma de fogo.

Segundo a PF, as prisões são decorrência de crimes que teriam acontecido durante a retomada da fazenda 3R e vão consolidar mais provas contra as lideranças. A PF vai ainda elaborar ofício para o sistema presidiário do Estado porque a Polícia não tem custódia para manter os indígenas.

Retomada - Os índios da região são de etnia terena e avançaram na retomada da fazenda 3R em maio deste ano. Somente durante este episódio de retomada, os indígenas mantiveram refém o coordenador regional da Funai, Edson Fagundes e ainda o chefe do Meio Ambiente, Ricardo Araújo.

Desde então, mais de 2 mil indígenas ocupam a região.

Os terena lutam pela demarcação da terra indígena Buriti, correspondente a 17,2 mil hectares, reivindicada há décadas, mas que só foi identificada pela Funai em agosto de 2001.

Após a publicação do relatório de identificação, fazendeiros da região pediram na Justiça que fosse declarada a nulidade da identificação antropológica.

Depois de nove anos de espera, com a decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, de São Paulo, reconhecendo os direitos territoriais dos terena, foi publicada a portaria declaratória pelo Ministério da Justiça, com os limites da terra indígena Buriti.

De lá para cá, foram diversas movimentações do povo terena pedindo rapidez no julgamento dos processos e a conclusão das demarcações. Em Outubro de 2009, houve uma grande mobilização de retomada de terras, em que os terena acabaram sendo violentamente expulsos por ação da Polícia Militar do Estado em conjunto com fazendeiros, sem que houvesse ordem judicial para isso.

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Olha,infelismente a justiça é assim mesmo. Os Indios sempre vão pagar a conta da falta de uma politica indigenista de retomar a quem tem direito suas terras que foram tomadas.Antigamente os indios não tinham a conciência que tem hoje que é um direito universal que é lutar pelo seus direitos. A Luta pela terra é universal e os indios tem toda a legitimidade para lutar por suas terras que foram tomadas pelos brancos. A justiça é morosa quando é para defender o direito do pobre,do negro do homosexual,da mulher,dos sem terra,dos sem moradia,mas quando é para defender interesses dos fazendeiros é rapida e ainda usa o aparato do estado ( Força Policial). Os assassinatos de lideranças indigenas e de trabalhadores Rurais como ficam? A justiça é para todos e não para poucos.
 
marcos vinicio Marin em 30/08/2011 10:06:23
OLHA CONHEÇO BEM A ALDEIA BURITI,E SEI QUE ELES REEVINDICDAM SOMENTE TERRAS QUE LHES PERTENCIAM,HOJE VIVEM AMONTOADOS COMO FAVELADOS,SEM TERRAS PRA PLANTIO E QUANDO AS TEM É DE PÉSSIMA QUALIDADE...SÓ NAO SEI A QUEM INTERESSAM ESTAS PRISÕES.LAMENTAVEL MESMO,TRISTE,HUMILHANTE,.....DESCASO TOTAL.
 
EVANDRO JORGE DUARTE em 30/08/2011 09:34:20
Quanta hipocrisia!!!
Prendem os índios por estarem armados, vereador, etc..
Mas e os fazendeiros? Também não estão armados?? Alguém já viu algum fazendeiro neste estado ser preso por agredir índios??? Mas morreram os professores Rolindo e Jenivaldo Vera, Julite Lopes, Ortiz Lopes, etc, etc... e até agora NADA!!
Em nosso estado, a cada dia mais, ao invés dos Governos resolverem o problema e trazer paz e harmonia para os conflitos, alimenta cada vez mais o ódio e a discórdia de ambas as partes.
É muito triste tamanha desigualdade nestas relações...
 
Viviane Lucardi em 30/08/2011 07:30:22
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