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15/10/2015 08:41

Visita de MPF e Funai à fazenda incomoda e proprietária procura polícia

Caroline Maldonado
Fazendas Barra e Fronteira foram retomadas por proprietários (Foto: Marcos Ermínio)Fazendas Barra e Fronteira foram retomadas por proprietários (Foto: Marcos Ermínio)

Proprietários ficaram surpresos e incomodados com visita de procuradores do MPF (Ministério Público Federal) e um agente da Funai (Fundação Nacional do Índio) à Fazenda Barra, em Antônio João, a 279 quilômetros de Campo Grande. A propriedade é uma das cinco que foram ocupadas por indígenas Guarani Kaiowá, em agosto deste ano. Essa, no entanto, é uma das duas que foram retomadas pelos fazendeiros dias depois.

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Após a visita dos procuradores, ontem (14) as 17h, a proprietária, Roseli Maria Ruiz, registrou boletim de ocorrência como preservação de direito, ou seja, se resguardando de qualquer evento futuro que possa prejudicá-la. Ela conta que os homens demoraram cerca de 50 minutos no local, observando e fazendo fotografias.

Conforme o registro, o esposo de Roseli, Pio Queiroz Silva, identificou os procuradores federais como Marco Antônio Delfino, que atua em Dourados e Pael, fazendo referência a Ricardo Pael Ardenghi, do MPF em Ponta Porã. Conforme a proprietária, os procuradores informaram que estavam ali apenas para verificar se houve algum dano na fazenda e levantar o valor de possíveis prejuízos causados pelos índios para uma futura indenização. O caso gerou incomodo porque a visita não foi informada, segundo Roseli.

Disputa – As fazendas Barra, Fronteira Pequiri, Cedro e Primavera foram ocupadas por indígenas em agosto, mas duas delas foram retomadas pelos fazendeiros, a Barra e a Fronteira. Neste confronto morreu o índio Semião Fernandes Vilhalva, 24 anos. Ele foi baleado na cabeça e enterrado próximo a moradia do caseiro da fazenda Fronteira.

Os índios permanecem em três propriedades, mas a Justiça já autorizou o despejo das famílias. Ontem (14), o presidente do TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), desembargador federal Fábio Prieto, manteve a liminar concedida pela 1ª Vara Federal de Ponta Porã, que determinou a desocupação das propriedades. Ele ignorou argumento da Funai (Fundação Nacional do Índio) de que os índios não estão dispostos a sair e garantem que permanecerão no local até a morte.

A Justiça Federal de Ponta Porã concedeu liminarmente a reintegração de posse das fazendas por entender que ao ocupar mais de 300 hectares em Antônio João, os índios descumpriram acordo judicial feito em 2006, que estabeleceu a permanência na área de 30 hectares que já ocupavam.




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