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29/10/2013 12:54

Vizinhos de fazendas invadidas se sentem ameaçados e denunciam roubo de gado

Bruno Chaves
Ao todo, são 79 fazendas invadidas em MS (Foto: Divulgação/Famasul)Ao todo, são 79 fazendas invadidas em MS (Foto: Divulgação/Famasul)

Proprietários rurais vizinhos de fazendas invadidas em Mato Grosso do Sul estão temerosos quanto às ações indígenas no interior do Estado e se queixam de coação, ameaça e até roubo de gado.

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Segundo informações da Famasul (Federação da Agricultura e Agropecuária de Mato Grosso do Sul), um dos casos acontece na Fazenda Campo Flor, localizada em Iguatemi, próxima à fazenda Cambará, invadida em agosto de 2011. O administrador da propriedade, Domingos Borges Sorgatto, afirma que, desde a invasão, vários bovinos desapareceram do local.

Para Sorgatto, o fato de a Campo Flor ficar próxima a aldeia e a área invadida facilita o tumulto causado pelos indígenas, que dificultam o manejo, quebram cercas e fazem ameaças.

"Eu fico inseguro de exercer o meu trabalho. Eles entram gritando com os animais até eles pularem a cerca, agem em bando e circulam o tempo todo dentro da propriedade", afirma.

O administrador lembrou que boletins de ocorrências foram realizados na Polícia Civil relatando o desaparecimento de quatro cabeças de gado. O mesmo procedimento será feito na Polícia Federal.

Paulo Schemberger, dono da Fazenda Campo Flor da Lagoa, que também fica próxima a Fazenda Cambará, se diz intimidado com a presença dos indígenas. "Quando preciso passar pelo caminho próximo à área invadida e os encontro reunidos, fico receoso com a abordagem. Além disso, eles têm o costume de jogar pedras nos veículos", ressalta.

Em reunião entre produtores e dirigentes da Famasul, a proprietária da Fazenda Quitandinha, Dalva Malaquias Ferreira, de Dois Irmãos de Buriti, fez um relato das constantes ameaças, furtos e intimidações dos indígenas em sua propriedade.

"Eu não tenho sossego. Os indígenas capturam meu gado, dão tiro, carneiam e levam meus animais. Já acionei a Força Nacional por duas vezes e a recomendação que tive era para levar os animais para outra área e tomar cuidado. Ou seja, eu não tenho para quem pedir ajuda", desabafou.

Invasões do Estado – Dados da Famasul apontam que, atualmente, existem 79 propriedades invadidas em Mato Grosso do Sul.

Ainda de acordo com a federação, das 79 fazendas, 21 foram invadidas apor acordo firmado entre produtores e indígenas com o Ministério da Justiça, oportunidade em que os índios se comprometeram em não promover mais ocupações.

Os produtores rurais se queixam da morosidade do Governo Federal na resolução dos impasses fundiários e fixaram o prazo de 30 de novembro para que seja apresentada uma proposta de ação concreta para os litígios de terra no Estado.

A partir desta data, a categoria afirma que serão retomadas as ações e medidas para o cumprimento das decisões judiciais, além de informar que vai se retirar da mesa de negociação.

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Será que não tem nenhum partido político colocando pilha nesses coitados ????? deve ter né ???
 
Juraci Pavão em 30/10/2013 16:51:43
DEMOCRACIA.....ei-la, como o povo queria.....ÓTIMO, pena que para muitos, ela veio à jatos e baldes quando deveria ser à conta-gotas e o PT para Piorar Tudo difundiu a política do vai com tudo e quebra-quebra, hoje o que se vê é atraso, descontinuidade, baderna, desrespeito, falta de cidadania , duvido que mesmo o EB queira o poder novamente, eles entregaram o país redondinho e olha só agora como está.
 
Pedro de Turvo em 30/10/2013 16:43:47
Saudades do tempo do Verde-Oliva, quando existia o respeito pela ordem pública e quando bandidos e vândalos eram afastados da sociedade e o trabalhador era valorizado e o direito à propriedade era respeitado..
 
jose antonio busato em 30/10/2013 10:54:53
Este é o Brasil administrado pelos comunistas petistas, amigos de Hugo Chaves, Fidel Castro e toda corja de mensaleiros que estão por aí, ainda impunes. A norma do art. 1.228 do Novo Código Civil, para eles consiste em letras mortas. Acorda Brasil!!!! Devagar, devagarinho estamos aceitando tudo o que esses petistas colocam à nossa frente. Vamos fazer uma virada de tudo isto, e exigir o cumprimento da lei.
 
ademir gomes em 30/10/2013 09:34:48
Isso tudo é um absurdo!!!! Pagamos impostos, trabalhamos para adquirir o que precisamos e ainda temos que engolir esses absurdos!!! Pessoas que não tem comprometimento nenhum com a nação, não tem deveres e obrigações, no entanto direitos eles possuem e muito!!! Se os agropecuaristas que trazem alimento para nossas mesas se unissem conseguiriam reverter tal situação.... mas é uma classe muito desunida, basta ver quem hoje comanda o comércio de carne no país - praticamente um único - JBS!!!! Unam-se e resolvam, não deixem pelo governo, que hoje nada é muito mais do que ele!!!! VAMOS BRASIL QUE TRÁS TUDO PARA NOSSA MESA!!!!!!
 
Leila Almeida em 30/10/2013 08:30:04
O Governo Federal apareceu na mídia Nacional, como grande solucionador deste infeliz episódio ocorrido no MS. Veio acompanhado das TVs nacionais e internacionais, disse que faria, pediu um prazo, combinou com os índios para não invadirem mais propriedades,(o que não está sendo cumprido), com os produtores que mandaria avaliar e compraria as terras,e que estes não poderiam pleitear a sua reintegração de posse. Pois é, passado algum tempo, vemos:índios acampados nas fazendas e churrasqueando, produtores sem terra, sem gado, e sem saber o valor das terras; sem dinheiro na mão, e com a promessa do TDA por vir, que tem valor reputação duvidosa...tudo certo e nada resolvido, até a próxima morte.... Infelizmente "Tragédia anunciada".
 
Eduardo de Barros em 29/10/2013 18:14:17
Nos tempos dos "Coronéis", há mais de 70 anos atrás, a situação eram inversa: invadiam as terras ocupadas pelos índios, com certeza aqueles que ficavam na frente eram mortos. Os que fugiam para o mato, acreditava que era melhor fugir do que morrer. Agora...fazer o quê??!
 
Jorge Junior em 29/10/2013 16:04:23
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