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Campo Grande, Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

28/11/2012 11:59

Líder do tráfico de drogas é preso em operação da PF

Ele mandava cocaína para RS. O pai, mesmo na cadeia, comandava o crime

Nadyenka Castro
Entorpecente da quadrilha apreendido pela PF. (Foto: Divulgação)Entorpecente da quadrilha apreendido pela PF. (Foto: Divulgação)

Duas pessoas foram presas na manhã desta quarta-feira em Aral Moreira, a 364 quilômetros de Campo Grande, apontadas como integrantes de quadrilha que mandava cocaína para o Rio Grande do Sul. Um deles é Jonathan Soligo, filho de Irineu Soligo, o Pingo, que é presidiário.

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Também foram cumpridos no município de fronteira com o Paraguai cinco mandados de busca e apreensão: em três fazendas e duas residências.

As prisões e apreensões fazem parte da operação Grumatã, realizada pela PF (Polícia Federal) do Rio Grande do Sul naquele Estado, em Mato Grosso do Sul e no Paraná.

Desde o início do ano a PF investiga o envio de cocaína de Aral Moreira para o Brasil, principalmente para a região Sul. Durante a apuração, foi verificado que o tráfico era comandado por Pingo, de dentro da cadeia.

No dia 8 de agosto a PF apreendeu 16 quilos de cocaína do bando em Santo Antônio da Patrulha. O entorpecente distribuído por pai e filho tem como característica o alto grau de pureza e é muitas vezes identificado por uma cabeça de cavalo gravada em relevo diretamente na droga no momento da prensagem.

Entre janeiro e agosto de 2012, foram realizados cinco flagrantes no âmbito da operação Grumatã, que resultaram na prisão de nove pessoas, apreensão de 108 quilos de cocaína, armas, veículos e mais de R$ 110 mil em dinheiro.

Uma destas apreensões foi em Campo Grande, no dia 14 de janeiro. A PF suspeita que os 63 quilos de cocaína recolhidos sejam do bando.

Ao todo, a operação Grumatã cumpriu nesta quarta-feira sete mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão. Foram apreendidos quatro veículos e uma arma de fogo. A PF pediu sequestro dos bens da quadrilha, entre eles as três fazendas em Aral Moreira. Pelo menos duas delas pertencem aos chefes: Irineu Soligo e filho.

Irineu está recolhido à Penitenciária Agrícola de Piraquara, no Parané, para cumprimento de penas que somam mais de 40 anos de prisão. Ele e o filho serão encaminhados à Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Catanduvas, no Paraná.



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