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Campo Grande, Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017

04/11/2016 16:23

Membros do MST em MS são suspeitos de integrar quadrilha criminosa

Luana Rodrigues
Policiais em cumprimento de mandados no PR. (Foto: Divulgação/ PC)Policiais em cumprimento de mandados no PR. (Foto: Divulgação/ PC)

A Polícia Civil do Paraná deflagrou nesta sexta-feira (4) operação para prender integrantes da MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) suspeitos de participarem de uma organização criminosa. A operação, denominada “Castra” - expressão que significa levantar acampamento - ocorre em três estados – Paraná, São Paulo e Mato Grosso do sul.

Segundo a polícia do Paraná, a organização é investigada por furto e dano qualificado, roubo, invasão de propriedade, incêndio criminoso, cárcere privado, entre outros crimes. Não há informações sobre qual a cidade em Mato Grosso do Sul onde mandados estão sendo cumpridos.

A investigação que levou à ação desta sexta-feira começou em março, após invasão da Fazenda Dona Hilda, em Quedas do Iguaçu (PR), quando integrantes do MST teriam mantido os empregados da propriedade em cárcere privado, sob a mira de armas de fogo, por várias horas.

O dono da fazenda também relatou o sumiço de 1,3 mil cabeças de gado e prejuízo de R$ 5 milhões. De acordo com a polícia, os bois eram transportados com documentação irregular e a investigação apontou que uma parte destes animais foi vendida pelos integrantes do MST.

O grupo ainda é investigado por suspeita de cobrança de taxa – que podia chegar a R$ 35 mil ou em sacas de grão – para que os donos da fazenda fossem autorizados a fazer a colheita da própria plantação.

Cerca de 70 policiais civis participam da operação, que deve cumprir 14 mandados de prisão, dez de busca e apreensão e dois de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para prestar depoimento.

Foram destacados policiais das delegacias de Cascavel, Francisco Beltrão e Laranjeiras, além de homens da Denarc de Cascavel, do Cope (Centro de Operações Policiais Especiais), do Tigre (Tático Integrado Grupos de Repressão Especial) e o Goa (Grupamento de Operações Aéreas.

Perseguição de lideranças - Em nota, divulgada pelo site Portal do Paraná, o Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores do Paraná pede que os fatos sejam esclarecidos e diz que apóia o MST, conforme descrito na íntegra abaixo:

“Causa-nos estranheza os fatos e as informações inicialmente apresentados. É preciso que os motivos dessas ações sejam muito bem esclarecidos, a fim de evitar a perseguição de lideranças populares que lutam pelos interesses da comunidade.

O PT-PR apoia a luta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) por reforma agrária e por um País mais justo e solidário. Também repudia toda e qualquer tentativa de criminalização dos movimentos sociais. Por isso, exige das autoridades competentes um sério e criterioso esclarecimento a respeito dessas operações”.

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