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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

25/10/2016 11:21

Nova medida federal vai deixar 14 mil desempregados, estimam construtores

Priscilla Peres e Richelieu de Carlo
Manifestantes levaram cartazes para protestar na Câmara. (Foto: Richelieu de Carlo)Manifestantes levaram cartazes para protestar na Câmara. (Foto: Richelieu de Carlo)

Dezenas de pessoas ligadas a Construção Civil foram à Câmara Municipal nesta manhã, para protestar contra medida do Ministério das Cidades, que muda regras do programa Minha Casa Minha Vida a partir de janeiro. Eles estimam que a medida leve 14 mil pessoas ao desemprego.

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A portaria 160 determina que a partir de 2 de janeiro, só será permitido o financiamento da CEF (Caixa Econômica Federal) para novas construções pelo programa Minha Casa Minha Vida em áreas onde têm asfalto. Além de que unidades só poderão ser comercializadas dentro do programa, por pessoas jurídicas.

Um dos coordenadores do Movimento Contra a Portaria 160, Adão Jorge Moraes Castilho, explica que a medida que de exigir que pessoas jurídicas vendam as casas é aceitável, mas não há tempo hábil para se adequar. Já que a mudança foi divulgada esse mês e já entra em vigor em janeiro.

Mas, ele estima que 3 mil casas estejam sendo construídas em ruas sem asfalto em Campo Grande. Os construtores são contra essa decisão, pois vai afetar diretamente construtores, pintores, pedreiros e vários outros profissionais.

O construtor Érico Neto, 49, conta que ficou sabendo da portaria há três semanas e já dispensou 30 funcionários. "Estou com medo de continuar construindo e não poder vender, por isso paralisei as obras até uma decisão definitiva", explica ele que tem casas em construção em ruas sem asfalto.

O carpinteiro Jonathan de Souza, 22, assim como seu colega, João Severino Neto, 49, que é pintor, se preocupam com o futuro de suas famílias. Ambos dizem que estão desempregados e trabalhando como autônomos, sem conseguir trabalho com carteira assinada.

O vereador Herculano Borges (SD) disse que o papel da Câmara nesses casos, é de fomentar a discussão sobre o tema e assim, poder mobilizar a bancada federal para levar o assunto aos ministros e a Caixa. Para ele, a portaria é mau construída e diz que só pode haver casas em asfalto de boa qualidade, algo subjetivo.




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