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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

27/11/2016 10:18

População envelhece em ritmo mais lento no Estado, mostra pesquisa

Christiane Reis
Dona Rosa com o bisneto, Pedro Eduardo. (Foto: Arquivo Pessoal)Dona Rosa com o bisneto, Pedro Eduardo. (Foto: Arquivo Pessoal)

“Eu tive filho aos 18 anos, minha filha aos 22 e minha neta aos 26 anos de idade. Eu fui avó muito cedo e bisavó bem mais tarde, se for comparar com a minha época”, diz a aposentada Rosa Conceição da Silva, 70 anos. O depoimento dela ilustra bem o comportamento da população na atualidade, que opta por ter filhos mais tarde ou nem tem filhos.

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A leitura feita por Dona Rosa se confirma pela PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2015, divulgada nesta sexta-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A pesquisa confirma: a população está envelhecendo, porém em Mato Grosso do Sul, apesar do número de idosos ter aumentado 11,22% ano passado, quando comparado a 2014, o de crianças também teve um aumento considerável de 7,22%, o que para o sociólogo, Paulo Cabral, é muito positivo pois mantém um certo equilíbrio quando se compara o número de crianças e de idosos.

“Observamos que apesar do intervalo entre as gerações estar aumentando, pois as mulheres hoje preferem ter filhos mais tarde, geralmente após os 30 anos, o Estado está conseguindo repor a população. O índice de idosos aumentou, mas o de crianças também, ainda que não tenha sido na mesma proporção. Acredito ser preocupante um estado não conseguir essa reposição”, avalia.

População envelhece em ritmo mais lento no Estado, mostra pesquisa

No caso de Mato Grosso do Sul, o sociólogo destaca que existem muitos municípios pequenos, nos quais as famílias moram predominantemente nas cidades, mas com forte referência do mundo rural. “Isso favorece a natalidade”, disse. Sem contar que temos a população indígena que também influencia.

Ele lembrou que o Brasil vive um momento de transição demográfica, “estamos passando de pirâmide para barriga porque tivemos forte impacto nas taxas de fecundidade e natalidade, então a nossa população está envelhecendo”, disse.

Nacionalmente isso fica bem mais evidente. Conforme a pesquisa o número de crianças de 0 a 4 anos diminuiu. Em 2014 elas representavam 6,6% da população, eram 13,354 milhões de crianças nessa idade, enquanto que em 2015 o número era de 12,941 mi, representando 6,3% dos habitantes. Já o de idosos teve um aumento mais expressivo, em 2014 eles representavam 13,7% da população, ao passo que em 2015 representavam 14,3%.

Longevidade – Conseguir envelhecer, criar filhos, netos e bisnetos é um dos orgulhos de Rosa da Silva. “É muito bom conviver com criança, meu bisneto é a alegria da casa. Gosto de brincar com ele e acompanhar o crescimento. Por isso achei muito bom ter tido filho cedo”, conta.

O lado ruim, segundo ela, é que com o passar do tempo mesmo tendo experiência profissional em cuidar – ela era auxiliar de enfermagem – é que ela desaprendeu a cuidar no momento de doença. “
Fico apavorada, não sei mais o que fazer”.

Hoje é ela que precisa de cuidados, pois está fazendo tratamento de saúde e acredita que toda a história que construiu está sendo fundamental nesse momento. “Hoje, eles cuidam de mim e receber esse cuidado é algo muito especial, me sinto privilegiada”.

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