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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

31/12/2011 10:25

Juventude que mata e que morre: assassinatos, com carros e com as próprias mãos. Famílias ficaram abaladas

Nadyenka Castro
Em janeiro, jovem teve futuro comprometido, após tirar a vida de outra, de 15 anos. (Foto: João Garrigó)Em janeiro, jovem teve futuro comprometido, após tirar a vida de outra, de 15 anos. (Foto: João Garrigó)

Ele tinha um futuro pela frente. A frase é dita por muitas pessoas quando um jovem perde a vida. E, neste ano, muitos ‘futuros’ foram interrompidos. Jovens mataram. Jovens morreram.

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Sonhos se transformaram em pesadelos para as famílias de quem se foi. Para aqueles que ficaram resta a punição: seja a dos homens, seja a divina.

Entre tanta garotada que perdeu a vida, algumas mortes sensibilizaram a sociedade e pautaram papos de amigos, de pai e filho, de professor e aluno, entre outros.

Já no primeiro mês deste ano, no dia 27, Bruna Caroline Pereira da Silva, de 15 anos, foi morta a tiros por Daniela Araújo Neri, de 18 anos. A autora foi presa no mês seguinte e alegou que era ameaçada por Bruna e por isso tirou a vida dela. Daniela já está em liberdade por decisão judicial.

Na balada - Na segunda quinzena de março, nas conversas ‘por aí’ eram citados sempre dois nomes: Cristhiano Luna e Jefferson Bruno. A vida da família de ambos mudou na madrugada do dia 19 de março.

Cristhiano, o autor do crime, e Jefferson - o Brunão -, a vítima, tinham 23 anos quando se envolveram em uma discussão em uma casa noturna de Campo Grande. O primeiro era cliente do local. O segundo, segurança.

Brunão morreu na calçada do estabelecimento comercial. Cristhiano foi preso em flagrante nas proximidades da casa dele, no bairro Chácara Cachoeira.

A acusação alega que socos desferidos pelo bacharel em Direito, que já havia ingerido bebidas alcoólicas, mataram o segurança. Já a defesa sustenta que houve uma briga entre eles e que as agressões não causariam a morte.

O acusado responde ao processo em liberdade. Mas, com algumas restrições: ele não pode chegar em casa após às 22 horas, não pode frequentar casas noturnas, clubes de luta e nem ingerir bebidas alcoólicas.

Após marcar encontro com jovem, rapaz foi morto e carro abandado. (Foto: Simão Nogueira)Após marcar encontro com jovem, rapaz foi morto e carro abandado. (Foto: Simão Nogueira)

Armação - Na madrugada do dia 17 de julho Thiago Marques Rosa, de 26 anos, foi vítima de latrocínio. O crime foi armado por uma garota que planejava ‘ficar’ e amigos dela.

Ele havia combinado de sair com uma adolescente de 14 anos. Ao chegar ao local marcado, havia outras pessoas. Ele foi rendido e em outro local morto a tiros.

Respondem pelo crime a garota, outra de 15 anos, um menino de 17 anos e também os maiores de idade Isaias Rodrigues da Cunha, Luciano Monteiro Rodrigues e Cleber Vargas Arce.

Taxista - Ele fazia a última corrida da madrugada de trabalho sem saber que seria a última da sua vida. O taxista Daniel Manoel Dudu foi morto a tiros disparados por Wesley Oliveira dos Santos, de 18 anos.

O rapaz e a ex-companheira dele saíram do estádio Morenão, onde era realizado um show, e quando chegaram no Jardim Nascente do Segredo, onde moravam, Wesley discutiu com Daniel Dudu sobre o valor da corrida e o matou. Ele está preso.

Brincadeira?- Era início da noite do dia 7 de setembro. Ana Carolina Alvicio dos Santos, 12 anos, estava com amigos na casa do vizinho de 15 anos, onde costumava ir diariamente, no bairro Zé Pereira.

Em um determinado momento, Ana e uma amiga foram ao banheiro e na saída se deparam com o adolescente, que ao fazer uma brincadeira com a arma de fogo do pai, matou a amiga com um tiro na cabeça.

No trânsito - A juventude também matou e morreu no trânsito. Acidentes que tiraram vidas de jovens e/ou causados por eles foram inúmeros durante todo o ano.

Um dos últimos aconteceu no dia 19 de novembro na saída para Três Lagoas, em Campo Grande. Um garoto de 15 anos dirigia um Honda City e perdeu o controle do veículo ao passar por uma rotatória.

O carro capotou e o passageiro José Menegat Tavares Manzione, de 15 anos, morreu na hora. Outros cinco adolescentes que estavam no automóvel ficaram feridos, um deles está em estado grave.

Responsáveis - O garoto que dirigia o carro foi indiciado homicídio doloso porque assumiu o risco ao dirigir o veículo em alta velocidade e embriagado, e também por cinco tentativas de homicídio.

Os pais do condutor, Marisa Pacheco Ferreira, de 43 anos, e José Bernardo Pereira, de 48 anos, foram responsabilizados por omissão de cautela.

Roberto Wagner da Costa, proprietário da casa onde os meninos estavam fazendo churrasco antes do acidente, foi indiciado por fornecimento de bebida alcoólica para menores de idade, porque apesar de não estar em casa quando os meninos chegaram, era o responsável por todos os menores.

O proprietário da conveniência onde os meninos compraram cerveja antes do acidente, Ricardo Martins, de 28 anos, foi indiciado por vender bebia alcoólica para menores, mesmo não tendo sido ele quem atendeu os meninos.

De acordo com a Polícia Civil, ele foi indiciado porque estava presente no momento e automaticamente deu o aval para a venda.




Famílias degeneradas, inversão de valores, a falta de limites e a sensação de IMPUNIDADE somada a um Código Penal arcaico são os principais ingredientes da violência urbana. Um grande exemplo é o caso Brunão, onde o assassino já tinha histórico anterior de violência respondia por agressão violenta a mais de um ano sem que a Justiça se manifestasse, causando no mesmo uma falsa sensação de IMPUNIDAD
 
João Márcio Escobar em 31/12/2011 10:44:56
Isso só acontece porque a justiça nesse país é uma PIADA. Enquanto o povo não aprender a reivindicar, e exigir nada vai mudar, pois a tendência é piorar.
 
Marcelo Max em 31/12/2011 10:22:04
É lamentável o que vem acontecendo com nossa juventude. Concordo com o comentário do João Marcio Escobar. Isso é falta de limites, agora que os pais não podem mas corrigir e nem por para ajudar em casa, tá ficando pior. Daqui 30 anos não teremos mais idosos, póis só chega na terceira idade que não morre jovem. Só lamento pelo futuro.
 
Arilda Riquelme em 31/12/2011 05:13:40
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