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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

28/12/2011 10:15

O ano em que Campo Grande perdeu o título de capital de um shopping só

Marta Ferreira

Em 2011, consumidor viu inauguração do Norte Sul Plaza, de centro comercial no centro, ampliação do shopping Campo Grande e avanço das obras do Bosque dos Ipês

Em obras, Bosque dos Ipês é promessa para o fim de 2012. (Foto: João Garrigó)Em obras, Bosque dos Ipês é promessa para o fim de 2012. (Foto: João Garrigó)
O ano em que Campo Grande perdeu o título de capital de um shopping só

Em meio a uma multidão de 500 trabalhadores, o sergipano Wilson Lima dos Santos, de 29 anos, é um dos cerca de 300 nordestinos que deixaram sua terra para trabalhar na obra que ergue um novo templo do consumo em Campo Grande, o Shopping Bosque dos Ipês.O projeto, que havia sido anunciado em anos anteriores, em 2011 está se concretizando, literalmente, com a estrutura de cimento e aço já visível para quem passa na rodovia Assaf Trad, na saída para Cuibá.

Junto com o Wilson, vieram mais 80 sergipanos, trabalhadores exportados para colocar em pé o shopping do grupo Jeirissati que, daqui um ano, vai se juntar às novas opções que o consumidor passou a ter em 2011.

Em maio, um outro projeto que parecia demorar anos para virar realidade transformou o prédio projetado para ser o Mercado do Produtor em Campo Grande no Shopping Norte Sul Plaza. O empreendimento veio para resolver três “problemas”: deu finalidade a um prédio onde já aconteceu até estupro e assassinato no passado, ofereceu opção a uma região onde não havia esse tipo de comércio e, por fim, tirou a cidade da condição de única capital com mais de 700 mil habitantes ter apenas um shopping de grande porte.

O Norte Sul trouxe para Campo Grande mais uma rede de cinemas, a mexicana Cinépolis, a primeira unidade da loja de decoração Etna e a primeira da Burger King, inaugurada semana passada, com filas imensas.

No centro da cidade, que nos últimos anos vem sendo tomados por pequenos e médios centros comerciais mais um foi aberto este ano, o 26 de agosto, focado no comércio popular, mas com o ar fresco típico dos shoppings centers, que faz muita gente correr das lojas de rua.

O 26 de Agosto têm espaço quatro andares, dois deles para estacionamento, com 400 vagas. São cinco entradas para a clientela duas pela rua 7 de setembro, outras duas pela rua 26 de agosto e a uma pela Avenida Calógeras.

Fila para entrar no Norte Sul Plaza, que inaugurou em maio. (Foto: João Garrigó)Fila para entrar no Norte Sul Plaza, que inaugurou em maio. (Foto: João Garrigó)
Novo corredor do shopping Campo Grande: jeito mais moderno e lojas de grife. (Foto Pedro Peralta)Novo corredor do shopping Campo Grande: jeito mais moderno e lojas de grife. (Foto Pedro Peralta)

Repaginado-Coincidência ou não, no ano em que a cidade vê surgirem novos centros comerciais, o mais antigo inaugurou sua maior ampliação. O Shopping Campo Grande construiu um “puxadinho” com mais 50 lojas, algumas delas de grifes que antes não estavam por aqui, estacionamento coberto e um ar mais moderno, que inclui corredor mais largo, e mais verde.

Do lado de fora, paisagem diferente, também, com obras que alteram o traçado viário e, de acordo com a Prefeitura, vão evitar os alagamentos que se tornaram comuns nos últimos anos na região toda vez que chovia forte.

Junto com a reforma do centro comercial, vieram mudanças nas regras do estacionamento. A vaga agora custa R$ 4,00 por 3h e, a cada hora adicional, o cliente paga mais R$ 1.

A julgar pelo movimento de fim de ano, com shoppings lotados por todos os lados, o preço a mais não tem incomodado a clientela.

A julgar pelo movimento de fim de ano, com shoppings lotados por todos os lados, o preço a mais não tem incomodado a clientela.

Os investimentos que turbinam os centros comerciais na cidade pode ser explicados por uma pesquisa da FNP (Frente Nacional de Prefeitos), segundo a qual a capital de Mato Grosso do Sul liderou os investimentos no Centro-Oeste, com base em dados de 2010. Foram chegou a R$ 298 milhões, contra R$ 127 milhões em Goiânia (GO) e R$ 48 milhões em Cuiabá (MT).




No trecho que relata "por fim, tirou a cidade da condição de única capital ter apenas um shopping de grande porte" digo que isso nunca foi verdade pois por exemplo em Rio Branco no Acre somente agora em novembro passado foi inaugurado o primeiro shopping e além disso Macapá-AP e Boa Vista-RR ainda não possuem shoppings.
 
Marcos Medeiros em 28/12/2011 12:13:54
Marcos, o texto diz exatamente o que quer "capital a ter apenas um shopping de grande porte".
Ninguém falou em capitais sem shoppings ou com pequenos centros de comércio.
 
Eder Lima em 28/12/2011 03:46:16
Em compensação, Palmas, capital do Tocantins, que tem apenas 200 mil habitantes, quase um quarto ou um quinto da população de Campo Grande - MS, possui dois Shoppings. Um com a estrutura similar do Shopping Campo Grande, e o outro parecido na estrutura com o antigo Marrakesh, (hoje o Centro LFG), no entanto, aqui deu certo...
 
Francisco Augusto Vidal em 28/12/2011 03:08:17
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