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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

29/12/2010 11:36

Retrospectiva / Ano da "caça" a onças, jacaré de concreto e ataques mortais

Jorge Almoas

Safaris no Pantanal e dono morto por cão foram alguns dos destaques

Com um roteiro digno de desenho animado, uma onça pintada fugiu do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres de Campo Grande no dia 29 de outubro. Escapou, sem nome e sem rumo. Foto:João GarrigóCom um roteiro digno de desenho animado, uma onça pintada fugiu do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres de Campo Grande no dia 29 de outubro. Escapou, sem nome e sem rumo. Foto:João Garrigó

O ano de 2010 foi marcado por acontecimentos inusitados, curiosos e chocantes envolvendo o "reino animal".

Os protagonistas dessas histórias mostraram que nunca uma expressão foi válida para Campo Grande: “o povo de lá anda com a onça na coleira”.

Com um roteiro digno de desenho animado, uma onça pintada fugiu do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres de Campo Grande no dia 29 de outubro. Escapou, sem nome e sem rumo.

A fuga do felino teve ajuda de uma anta (sem trocadilho): o mamífero abriu o caminho e a onça colocou as quatro patas na estrada. A partir disso, uma caçada a onça fujona marcou o noticiário do Campo Grande News. Chuvas, um feriado de Finados e pistas falsas tiraram a polícia da trilha do bicho.

Teve quem viu a onça pintada perto do Parque dos Poderes. E outros que afirmaram terem enxergado as pintas do felino na estrada da Gameleira, quase em Sidrolândia. Mas foram os instintos mais primitivos que trouxeram a fugitiva de volta pra casa.

A fome apertou e o animal deixou pistas. Uma pegada. Uma carcaça. Para pegar o bicho de volta, armadilhas foram montadas e no dia 28 de dezembro, ela foi capturada. Maior, mais vistosa, com fome e mais experiente. O felino que tinha um tamanho de um pit bull quando fugiu, voltou mais gorda, foi capturada e agora deve ir para zoologico no Paraná.

Ainda sobre os felinos, no mês de julho, a Polícia Federal prendeu uma quadrilha, que ajudava endinheirados a caçar onças no Pantanal. Na Operação Jaguar, em conjunto com o Ibama, foram realizadas prisões e apreensões de armas, munições e animais mortos.

Em junho, um pit bull voltou-se contra Fernando Jorge Paes, de 44 anos, matando o próprio dono a dentadas - Foto: João GarrigóEm junho, um pit bull voltou-se contra Fernando Jorge Paes, de 44 anos, matando o próprio dono a dentadas - Foto: João Garrigó

Choque - Um cão da raça usada como parâmetro para o tamanho da onça fujona foi notícia em junho. Um pit bull voltou-se contra Fernando Jorge Paes, de 44 anos, matando o próprio dono a dentadas. Boatos de que o proprietário dava leite com pimenta para o cachorro alimentaram a polêmica sobre a raça.

Partes do peito, da perna e do braço direito foram arrancados pelos dentes do animal. Depois de ser encaminhado ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), o bicho foi sacrificado em julho, por conta do diagnóstico de leishmaniose visceral. Na época, a hipótese de maus tratos foi descartada.

Outros “parentes” do cão matador também foram notícia. Em outubro, um casal de pit-bulls foi encontrado nas ruas do Jardim Panamá. Policiais do 7 DP deram comida e água, até que o dono apareceu, justificando que uma criança tinha deixado o portão aberto, cedendo liberdade aos cachorros.

As abelhas também fizeram vítimas neste ano. Em Nova Alvorada do Sul, um caminhoneiro perdeu o controle do veículo ao ser atacado por enxame. O veículo saiu da pista, tombou, mas o motorista não se machucou.

Fatal foi o ataque ao tenente do Exército Lucas de Assunção, de 23 anos. O militar sofreu acidente em Miranda no dia 23 de dezembro,

Lucas capotou o carro, sofreu traumatismo craniano, ficou desacordado e foi atacado por um enxame, levando mais de mil picadas de abelhas.

Helicóptero que levaria o soro para idosa picada por cobra caiu no dia 6 de fevereiro no pátio do hospital. Foto: Adriano HanyHelicóptero que levaria o soro para idosa picada por cobra caiu no dia 6 de fevereiro no pátio do hospital. Foto: Adriano Hany

No mato - Um garoto foi protagonista de uma reportagem envolvendo uma cobra. Em 1º de novembro, Alex José Alves, de 10 anos, foi picado por uma cascavel em assentamento da área rural de Nova Andradina. O menino foi buscar tomates para a mãe em uma horta, quando foi picada pela serpente.

A falta de orientação da família e a dificuldade em chegar ao atendimento médico fizeram com que Alex só recebesse atendimento cerca de 30 horas depois da picada da cobra. Contudo, o menino se salvou e não ficou com seqüelas do veneno.

Também por conta de uma cobra, o caso de Sotênia Espíndola da Silva, de 69 anos, ganhou as manchetes do Campo Grande News no segundo mês de 2010. Depois de ser picada por uma serpente, a idosa precisou esperar muito para chegar à Santa Casa de Coxim, na região Norte do estado.

Para piorar a situação, o helicóptero que levaria o soro da salvação de Campo Grande para a idosa caiu no dia 6 de fevereiro no pátio do hospital. Por sorte, ninguém se feriu. A idosa conseguiu sair da fazenda onde mora, em uma região alagada e ser socorrida.

Um jacaré vestido de soldado virou notícia em 25 de maio. Instalado na entrada do CMO - Foto: João GarrigóUm jacaré vestido de soldado virou notícia em 25 de maio. Instalado na entrada do CMO - Foto: João Garrigó

De concreto - Por fim, também foi um animal, mas dessa vez de concreto e com aparato militar. Um jacaré vestido de soldado virou notícia em 25 de maio. Instalado na entrada do CMO (Comando Militar do Oeste), na Avenida Duque de Caxias, o “jacaré-soldado” tinha tanta ‘força’ que estava a beira de mudar o curso da Via Morena, uma das principais obras de infraestrutura de Campo Grande.

Sem falar ou esboçar qualquer reação, o bicho de cimento ficou incólume no lugar, forçando o ‘bicho-homem’ a tomar uma decisão: em julho, a figura do “Guerreiro do Pantanal”, vestido com o verde militar, deu lugar ao cinza do asfalto novo.

Para 2011, ainda não se sabe o que esperar do reino animal. O que é certo são as presenças das araras nos coqueiros, das capivaras e quatis no Parque das Nações Indígenas e Lago do Amor, e dos tucanos, que, de vez em quando, gritam nas arvores frutíferas, enquanto saboreiam o gosto da cidade morena.




Bela matéria, nossa cidade realmente é um lugar onde acontecem coisas incomuns no dia a dia devido a nossa integração com a natureza, o mundo todo podia se espelhar nesta cidade onde natureza e concreto caminham juntos, pelo menos por enquanto, nossas autoridades não deveriam medir esforços para que continuemos da mesma maneira pra sempre, o caso da onça fujona é uma pena, o animal fugiu, entrou em contato com a natureza e seu instinto provou que mesmo ficando com o homem por algum tempo o animal que retorna para seu habitat consegue sobreviver sem dificuldades, a onça voltou para o local de onde havia saido não por fome, haja visto que foi encontrada mais gorda do que saiu, voltou porque era seu ponto de referencia, voltou mais gordinha porque na natureza o animal escolhe o que vai caçar e comer e não come o que é imposto pelo homem, vai ser um crime mandarem esta onça para o zoologico, no caso do pitbull, pecou o dono que, segundo informações do irmão da vítima, colocava seu cachorro em rinhas, alimentava mal, forçava o animal a ingerir substancias que mexem com o sistema nervoso, enfim, a vitima era o cão e não o dono, o CCZ como sempre sacrificou o animal, tenho certeza que o cão não tinha leishmaniose coisa nenhuma, mas fazer o que se a "justiça" só encherga o bicho homem e não protege o animal que não tem como se defender, bicho é como índio, se o indio tem proteção da justiça o bicho também deveria ter, ambos são considerados incapazes, o nosso querido jacaré de concreto teve que sair de um local que estava virando ponto turistico principalmente para crianças, eu mesmo cansei de levar sobrinhos e sobrinhas que vinham de São Paulo para ver o jacaré do exército, o guerreiro do pantanal, tem que tirar de lá pra cidade crescer e melhorar, tudo bem, concordo, mas o minimo que ele merecia era um novo lar em um local de destaque, era a cara do nosso estado, da nossa cidade, do nosso exercito, enfim, vai entender, se a população mandasse alguma coisa nada do que aconteceu e está acontecendo teria o destino que teve ou vai ter, salvem pelo menos a ONÇA. Afinal os politicos do nosso país são todos amigos dela.... que fim triste.
 
maximiliano nahas em 29/12/2010 04:41:26
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