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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

18/11/2016 15:22

Vigilância diz que recolherá Noz da Índia só em fiscalizações de rotina

Luana Rodrigues
Propaganda que vinha na embalagem do produto usado como emagrecedor. (Foto: arquivo)Propaganda que vinha na embalagem do produto usado como emagrecedor. (Foto: arquivo)

Comum nas prateleiras do Mercadão e em lojas de ervas, a Noz da Índia, agora proibida em Mato Grosso do Sul, será recolhida, mas não haverá uma ação especial para isto. A retirada será feita durante fiscalizações de rotina da Vigilância Sanitária estadual, em parceria com órgãos de cada município do Estado, segundo a SES (Secretaria Estadual de Saúde).

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Em portaria publicada no Diário Oficial do Estado na manhã desta sexta-feira (18), a SES proibiu a fabricação e distribuição da semente. “É um produto que estava em discussão há bastante tempo, foi feito um estudo por parte da secretaria, que acabou confirmando a necessidade da proibição”, explicou o secretário de Saúde de Mato Grosso do Sul, Nelson Tavares.

No documento publicado hoje, está determinada a apreensão das unidades do produto encontradas no mercado ou exposto à venda com indicação terapêutica expressa em sua embalagem. No entanto, conforme o secretário, não há nenhuma ação especifica prevista para recolher o produto das prateleiras de comércios no Estado.

“Faremos isso durante as fiscalizações de rotina da Vigilância Sanitária. Será um trabalho conjunto da Vigilância estadual com os órgãos municipais”, disse Tavares.

Intoxicação - A Noz da Índia já está proibida em países como Espanha, Austrália e Chile. O consumo da semente da planta pode resultar em quadros de intoxicação grave ou severa. Há relatos de morte e intoxicação grave em outros estados do país como São Paulo, Goiás e Espirito Santo.

A médica gastroenterologista e hepatologista – especialista em funções digestivas e no fígado – , Luciana Araújo Bento, chegou a alertar que o produto não devia ser consumido em nenhuma situação, em entrevista ao Campo Grande News.

No entanto, na noite do dia 1º de fevereiro deste ano, Claudinha Felix, como era conhecida, morreu após consumir a planta. Ela teve uma parada cardiorrespiratória quando era atendida no posto de saúde do Bairro Nova Bahia, em Campo Grande.

Na época, os familiares relataram que, Claudinha ouviu falar da "noz da Índia" em uma academia que frequentou no ano passado. Tomou o chá do produto por cerca de 30 dias, mas, passou a apresentar quadros frequentes de falta de ar, inchaço, cansaço, fraqueza no corpo, queda de pressão e até desmaios.

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