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    com Reinaldo Rosa


24/07/2013 09:45

Bolsa, rádio e TV – II

Reinaldo Rosa

SABADÃO SERTANEJO – Com vasta cabeleira do Zezé, o vereador Wanderley Cabeludo faz parte do circo dos caça votos fora de época. Aos sábados, "performances" coreográficas do edil na telinha, mais parecem o grau de deboche que demonstra perante a lei. Ex-radialista ou não, o eleito deveria – em tese - cumprir promessas feitas nos palanques de campanha; culto à personalidade, há muito tempo, é item superado.

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NOVO COM VÍCIOS ANTIGOS – A vitalícia presença de Maurício Picarelli à frente de câmeras de TV e emissoras de rádios locais proporcionaram-lhe continuadas reeleições. Locar horários para aplicar a mesma tática passou a ser ‘programa de governo’ para novos e antigos parlamentares.

ABENÇOADOS – Bem antes de esquentar a cadeira na Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Coringa tratou de arrumar um lugarzinho ao sol no quintal de emissora locadora para suas pregações. Para ele, ‘fazer rádio’ é fácil; basta citar indicações de sua autoria; tocar música gospel e encher o bucho de carentes com um sacolão e, tá feito ‘o programa’.

QUE TREM É ESSE? – No horário do citado parlamentar o humor não é anunciado como parte da atração; é onipresente. Ao anunciar “as notícias da semana” seu assecla iniciou leitura de manchete que tinha a palavra simulacro; engasgou e pediu socorro ao advogado (assessor de gabinete do vereador) para que fizesse a tradução do estranho vernáculo. Este também não sabia.

MOMENTO CEBOLINHA – No entra-e-sai no estúdio da locadora chega a vez do vereador Alceu Bueno com sua dificuldade de distinguir diferença entre ‘L’ e ‘R’. Na mesma linha do trinômio: música gospel, indicações assinadas e prêmios alimentícios, fiéis ouvintes confessam lealdade eterna ao pastor-vereador. A qualidade submerge ante a quantidade de verba; às favas imagem da emissora e de autênticos radialistas.

A FILA ANDA – Nesta surrada forma de cabalar votos para eleições futuras através de espaços em rádios e TVs locais, mais dois edis (acredite) estão com pés na Rádio Difusora. Grazielle Machado e Carlão desempenham função alheia às finalidades para as quais foram eleitos e, ainda, não foram alvos de melhor –ou pior- análise. O futuro dirá.

SONO DOS INJUSTOS – Parlamentares que têm a fiscalização de atos do Executivo como atividade precípua não observam fatos quando subvertem leis em benefício próprio. O leniente comportamento de entidades envolvidas com o setor de comunicação está chegando ao fim. No rastro do ‘Acorda Brasil’ o Sindicato dos Radialistas anuncia ações frente a abusos cometidos por quem deveria entender e respeitar leis.

NA ÍNTEGRA - "Caro Reinaldo, estamos elaborando texto para o TRE/MS no sentido de tentar caracterizar esses programas televisivos e radiofônicos como tentativa de captação de sufrágio eleitoral antecipado. É evidente o caráter apenas eleitoral desses político-apresentadores. Isso torna desigual a disputa eleitoral, que deve ocorrer em período estipulado pela Justiça Eleitoral. Informo, no entanto, que essa é a única maneira de influenciarmos nesse debate. Como sabemos o STF praticamente desregulamentou a profissão de jornalista ao deixar de exigir o diploma para expedir o registro de jornalista. Esse fato prejudicou nossa atuação, por analogia, na questão desses político-apresentadores. Sou também crítico à venda de horário para políticos nas grades de programação de rádio e TV aqui em Campo Grande. Lúcio Maciel Presidente do Sindicato dos Radialistas e Profissionais de Publicidade".

FALA POVO - "Quero parabenizar o ilustre colunista. Sou crítico em alguns momentos dos seus textos. Porém gosto da bandeira por você levantada, sobre profissionais não qualificados roubando espaço que pertence a outros profissionais. Como membro do Sindicato dos Radialistas tenha certeza que colocaremos em pauta na próxima reunião este assunto. Porém o problema não está em quem ocupa o espaço alheio e sim, quem permite que seja usado. Abraços. Ramão Cabreira - Jornalista e Radialista".

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MERIELE, CONCORDO PLENAMENTE COM SEU COMENTARIO. É BEM ASSIM,NOIS VAI,NOIS FOI, NOI FUMO OU MAIS MILHOR DE BÃO .RARARARARARAR.
 
claudiney b. soaras lechuga em 25/07/2013 15:24:44
Dizer que graças a eles temos emprego como editores, cinegrafistas, locutores e afins é a mesma coisa do rouba mas faz, não se pode dizer que o mercado local é pequeno pois não o é, não se pode dizer que alimentam produtoras, por que não o fazem, fora que o padrão de qualidade é absurdamente precário para não dizer que chega a ser porco o serviço deles
Como pode um parlamentar com uma função específica na sociedade em que eu e você contratamos ele, pode estar em horário de expediente exercendo outra função que não seja a de parlamentar. Não pode estar no ar em horário comercial, no mínimo deveria ser investigado. Se você escuta ou assiste um político na TV ou Rádio em horário de expediente, ele no mínimo esta faltando no trabalho dele.Se você faltar o que seu patrão faz? (fica a pergunta)
 
Rodrigo Rocha em 25/07/2013 11:25:37
Além de ser descarada e desleal a publicidade eleitoral antecipada destes políticos, ainda a qualidade dos "programas" é sofrível. É pura enganação e doação antecipada de bens para ganhar votos. Todos estes políticos estão atrás de votos, só isto. Precisa o sindicato ver quem financia os programas - quais empresas - e quais os benefícios que auferem depois. Tem político que faz uma listagem dos assistentes/leitores para posterior cabala de votos. Veja quem tem programa: Marquinho Trad, Picarelli, Paulo Siufi, Cabeludo, Coringa, Carlão, Bueno, Graziele (?) e mais outros que não lembro. Um pior que o outro, um horror, se fossem viver de autentica audiência, morreriam de fome.
 
José Carlos Viana em 25/07/2013 11:18:50
Ah, e mais uma coisa, Mara: eu me refiro à Jornalismo, não programa com objetivo de angariar votos para a próxima eleição. Não falo de horários locados para programas como os citados, mas sim, de programação jornalística de qualidade nos veículos locais, e profissionais devidamente habilitados para tal atividade.


 
Meriele Oliveira Pereira em 25/07/2013 10:17:51
Até onde sei, não há a contratação de profissionais. Claro que há exceções, mas, onde estão? Eles contratam no máximo estagiários, afinal, estagiário ganha pouco mesmo...
 
Meriele Oliveira Pereira em 25/07/2013 10:11:30
caros amigos do sindicato( Lucio Maciel)..antes a invasão nos horários das emissoras era pelas igrejas,agora os políticos que compram sua DRT, e tomam as vagas daqueles que fazem desse trabalho seu ganha pão!!. Antonio Carlos.
 
antonio carlos ribeiro oliveira em 25/07/2013 08:11:32
Edir, o DRT precário de jornalista é hoje acessível a praticamente todo mundo. De jornalista. O de radialista não. Asseguro que nenhum político teve deferido registro profissional de radialista sob minha gestão. E, Mara Lúcia, acredito que o debate aqui proposto é mais sério do que esse suscitado no seu texto. Vamos provocar o TRE/MS porque acredito que esse tema é importante pra sociedade. O próprio termo utilizado por você, "roubar votos", demonstra que algo está errado nisso tudo. E te informo: esse político-apresentadores não contratam profissionais coisa alguma. Fazem seus assessores exercerem ilegalmente nossa profissão. Pagos com dinheiro público.

Lúcio Maciel, presidente do Sintercom/MS
 
Lúcio Maciel em 24/07/2013 17:33:57
a culpa é dó povo mesmo, que aceita migalhas e acabam votando nesses políticos que se dizem radialistas. Se o gigante acordou, acho que o povo de campo grande que vota nesses políticos ainda dormem, sonhando e esperando receber um sacolão. Mas é desta forma mesmo que esses políticos querem que o povo continue, pra quê abrir os olhos dos eleitores se isso não é bom pra eles? pra quê? Sejamos mais críticos povo ao invés de sermos omissos e apenas aceitar a "verdade" que esses políticos difundem.
 
jacson blanck em 24/07/2013 17:29:27
Como será que alguns políticos conseguiram seus drt´s??? heim Lucio Maciel??? Mistério!!!
 
Edir Nunes em 24/07/2013 13:13:04
Do que adianta ter o diploma e não ter o dinheiro para bancar programa de radio ou tv. O que mantem um programa no ar são os recursos vindos do mercado publicitário, muito pequeno em Campo Grande, sem os "políticos-apresentadores" muitos radialistas diplomados e com o famoso DRT ficarão sem emprego, caro presidente do Sindicato (que não gosta de políticos no ar pois roubam seus possíveis votos, ne Lucio Maciel)... Os políticos-apresentadores, contratam jornalistas, editores, cinegrafistas, produtoras de vídeo, etc... Mara - Publicitária
 
Mara Lucia Soares em 24/07/2013 13:11:29
Pois é... De que adianta estudar, ter aulas práticas de radiojornalismo, fazer exercícios para melhorar a dicção (e ter uma boa dicção), corrigir vícios de fala, etc, etc, etc?
No final das contas, o lugar de "radialista", "locutor" (sim, entre aspas!) vai para alguém que nem sabe para que serve tudo isso...
 
Meriele Oliveira Pereira em 24/07/2013 10:55:56
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