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  • De olho na TV
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    com Reinaldo Rosa


21/09/2012 06:15

De Olho na TV

Reinaldo Rosa

CARDÁPIO INDIGESTO – Tráfico de drogas, crimes na fronteira e adjacências, tiros, facadas, infidelidade, latrocínios e outros tipos de mortes, suspeitos presos. O que poderia parecer sinopse de filmes de ação, nada mais é do que roteiro que a TV Lado D oferece aos espectadores, no horário do almoço, na capital.

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MONDO CANE – Educação, item sempre lembrado como único dispositivo para engrandecimento de um povo, só faz parte de discurso – dispersivo - de pessoas e agentes de comunicação quando lhes interessa. Objetivo maior de veículo de elo social entre o Estado e a população, através de concessões de rádio e televisão, é desprezível objetivo de buscar – ou manter - audiência através de tais programas.

PIOR DO QUE ESTÁ – Mas há quem goste - e quem aposte - no quanto pior, melhor. Pessoas humildes parecem se inebriar ao saber que a TV Lado D exibe uma realidade pior que a delas.

BALCÃO DE NEGÓCIOS – Contrapondo a tradicionais anunciantes, em rádio e televisão, os programas popularescos do horário do almoço abrem espaço para pequenos - e não tão pequenos - empresários possam veicular suas promoções.

EU RECOMENDO - Normalmente pagam valores menores que os constantes da tabela de preços real da emissora. Basta que o representante da empresa enfrente uma fila; pague ‘cenzinho’ e interaja com o apresentador que, invariavelmente, ‘avaliza’ a mensagem.

PRÊMIO PULITZER DE JORNALISMO – Igualmente às redes nacionais que fazem programas congêneres, os fatos do mundo do crime, em Campo Grande, recebem alarido fora do normal quando são registrados ‘com exclusividade por nossa equipe’. Sensacionalismo feito para tão importante pauta.

SE A MODA PEGA – Audiência é o que determina a manutenção de programas no ar. Caso fosse acompanhada de qualidade e crescimento da cultura do espectador, seria ótimo. E, o que dizer – ou a quem reclamar - quando temos um desses diários do crime levados ao ar duas vezes ao dia? Dose de tarja preta para o estômago.

CRISE DE IDENTIDADE – Em seu programa político anual, Maurício Picarelli, que se proclama ‘jornalista e radialista’ exige da equipe o tratamento de deputado quando se referir a ele. Usa a ‘atração’ como extensão da tribuna da Assembleia negando sua origem de rádio. Pauta para o Tribunal Regional Eleitoral e o Sindicato dos Jornalistas do MS.

NADA SE CRIA – Na história da televisão existe o registro do O Pato que fala, personificado por um boneco que dava pitacos na fala do apresentador de então, na década de 50. Hoje temos âncoras que se valem do mesmo expediente: similares, servem apenas de escada para prender a atenção de espectadores menos exigentes da qualidade em canais de TV.

CAINDO PELAS TABELAS – Depois das pegadinhas, criadas originalmente no exterior, seguiram-se as vídeo-cassetadas pelo SBT e assumidas pelo Domingão do Faustão. Sem alternativas de criação (e há quem goste) a equipe faz hercúleo esforço para manter essa parte do programa no ar. É tamanha a falta de novas cassetadas que são reprisadas fatos acontecidos em 2001, como se pode notar na telinha.

MAIS EU – Fazendo jus ao nome do programa, Fausto Silva faz questão de aparecer mais do que os próprios convidados. Não importa quem seja. O fato foi alvo da ira do cantor Lulu Santos, que fez colérica declaração nas redes sociais, o que obrigou o apresentador a retratar-se em seu horário.

MEU PIRÃOZINHO – Não dá para não perceber: muitos espectadores e espectadoras não concordam - por não haver razão para tal - quando o apresentador manda (esse é termo) repetir certas vídeo-cassetadas. Como sempre (e invariavelmente) aparece a logomarca da empresa patrocinadora escancarada aos olhos de todos, tudo se explica.

TUDO SE COPIA – Por mais que a Rede Globo queira esconder, o The Voice Brasil é outro similar do Ídolos (criação também importada) exibido pela Record. Com indisfarçável humildade, reconhece os bons índices alcançados pela concorrente e segue na sua cola. Caberá a espectadores a avaliação de mexida que a emissora fará nas tardes de domingo. Em tempo: o Domingão seguirá a lesma lerda.

Saudações, Bispo do Nascimento, de Brasília.

DO FUNDO DA ARCA

ANTES – Guerra dos Sexos, missão retorno, não pode ser alvo de interpretações comparativas. Paulo Autran e Fernanda Montenegro fizeram a atração –da década de 80- passar a fazer parte da antologia da tele-dramaturgia. ANTES – Guerra dos Sexos, missão retorno, não pode ser alvo de interpretações comparativas. Paulo Autran e Fernanda Montenegro fizeram a atração –da década de 80- passar a fazer parte da antologia da tele-dramaturgia.
AGORA – Irene Ravache e Tony Ramos dão vida nova aos personagens principais da trama, que volta devidamente recauchutadas para os tempos atuais. Talento não falta -e nunca faltou- aos quatro.AGORA – Irene Ravache e Tony Ramos dão vida nova aos personagens principais da trama, que volta devidamente recauchutadas para os tempos atuais. Talento não falta -e nunca faltou- aos quatro.
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Prezado Reinaldo,
Parabéns pelos brilhantes comentários sobre o conteúdo das TVs de Campo Grande e do país. É preciso ter coragem para falar verdades em terras ainda com forte ranço de coronéis. Em seus próximos comentários, fale sobre o monopólio na comunicação aí da Capital. Num Estado onde se contabiliza pouco mais de 2 milhões de habitantes, ser dono de três emissoras é demais.
Um abraço amigo
 
Adão Jorge Rodrigues Costa em 21/09/2012 05:45:19
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