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    com Reinaldo Rosa


31/03/2014 10:03

Mãos dadas e mãos atadas

Reinaldo Rosa

NOVA ONDA - A migração da Amplitude Modulada para faixa de FM é um avanço para ouvintes mais exigentes em se tratando de qualidade de som e de empresários que aplicam neste item. Viciados sintonizadores das ondas hertzianas -ninguém vive sem rádio- festejarão a 'novidade' por algum tempo.

CAIXINHA, OBRIGADO - Por parte de empresários locais a nova fase representa aplicação de recursos em equipamentos e profissionais exigidos pelo setor. Sem perda de tempo e capital - inicial ou não -, o tempo é de colheita. O argumento de 'aplicação de recursos para melhoria de qualidade da emissora' atualmente é usado na busca de 'parcerias' público-privadas.

MESMICE CONTÍNUA - Caso seja conseguido o intento dos proprietários de emissoras, será apenas mais um capítulo do modus operandi praticado há anos. É remota a opção pela qualidade ao ouvinte. Novidade sonora sem nenhuma preocupação em fazer do rádio um equipamento de crescimento cultural e educacional da população. Rádio não é caixinha de música.

ESTAÇÃO PRÓPRIA - Jovens plugados 24 horas em celulares com gravações de músicas (independentemente da qualidade, isso é outra discussão) não sintonizam rádios por sentirem-se pouco motivados para tal. É uma comunidade que poderia aumentar audiência radiofônica caso houvesse visão empresarial voltada para os reais objetivos deste veículo.

INEBRIAR - Informação de qualidade, a matéria aprofundada, a reportagem interessante, a análise que ajude ouvintes no seu dia a dia, a tomar decisões, fazem parte de jornalismo pouco explorado em emissoras locais. As poucas e atuais atrações do setor são acanhadas; pela exiguidade de espaço e certa censura interna por parte dos proprietários. Amigos são para essas coisas.

SEM PEDIDOS DE OUVINTES - A migração de faixas, ao que parece, por motivações de bastidores, apresentará poucas modificações no crescimento da qualidade aos ouvintes. Programações viciadas, viciantes e insossas são o que descortina do novo cenário.

MERCADO ABERTO - Informação em tempo real acessada por quem tem menos de trinta anos; universitários voltados na busca do saber têm na internet inesgotável fonte de consulta. Apenas o rádio poderia fazer-lhe concorrência caso o jornalismo fosse melhor observado por donos de rádios. Há diferença entre a palavra 'donos' e 'empresários' do setor.

LIÇÃO DE VIDA - "(Informação) de qualidade é, antes de mais nada, uma questão de foco. É preciso declarar guerra ao jornalismo declaratório e assumir, efetivamente, a agenda do cidadão. Nosso papel é ouvir as pessoas, conhecer suas queixas, identificar suas carências e cobrar soluções dos governantes. O jornalismo de registro, pobre e simplificador, repercute o Brasil oficial, mas oculta a verdadeira dimensão do País real. Precisamos fugir do espetáculo e fazer a opção pela informação. Só assim, com equilíbrio e didatismo, conseguiremos separar a notícia do lixo declaratório". (Carlos Alberto Di Franco, em artigo de O Estado de São Paulo)

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