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16/11/2016 07:08

Japão, o país mais cordial do mundo

Mário Sérgio Lorenzetto
 Japão, o país mais cordial do mundo

Para quem sai do Brasil, chegar ao Japão é quase como aterrissar em outro planeta. A boa educação e cordialidade imperam e aparecem a cada instante, em qualquer lugar. "Omotenashi" é a palavra que exprime a honorável "hospitalidade japonesa". Na prática, omotenashi exprime uma polidez requintada com o desejo de manter a harmonia. Evitar o conflito é seu mantra.

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Funcionários em lojas te cumprimentam com uma deferência e um caloroso "iraisshaimase" - bem vindo. Colocam a mão embaixo da tua para evitar que as moedas caiam no chão. Quando você deixa a loja não é raro que te acompanhem até a porta e se curvem até te perderem de vista.

As máquinas também praticam o omotenashi. As portas do táxi se abrem automaticamente quando de tua chegada. O motorista, geralmente de uniforme branco, não espera gorjeta. Elevadores pedem desculpas por terem te deixado esperando. Quando você entra no banheiro, o assento do vaso sanitário se levanta.

Placas indicativas de obras apresentam placas com uma imagem simpática de um trabalhador se curvando em deferência. Vizinhos se presenteiam com caixas de sabão em pó antes de iniciar obras - um gesto para ajudar a limpar suas roupas que, inevitavelmente, ficarão sujas. Pessoas resfriadas usam máscaras para evitar o contágio dos outros.

Eles não entendiam os cumprimentos dos brasileiros. Nem uma só palavra do que dizíamos. Mas, com a enorme invasão de corinthianos, todos os japoneses passaram a nos cumprimentar com um caloroso "Vai Colinthians". Provavelmente, imaginavam que era "Bem vindo" ou outro cumprimento brasileiro qualquer.

Mas omotenashi vai além de ser gentil com visitantes. Essa atitude perpassa todos os níveis da vida cotidiana e é ensinada desde os primeiros anos de vida. Mas, de onde vem essa cortesia e boa educação. Os estudiosos japoneses dizem que tem origem nas cerimônias do chá e nas artes marciais. Sem dúvida, a palavra omotenashi teve origem nas cerimônias do chá. O anfitrião dessas cerimônias trabalha duro, nos mínimos detalhes, até mesmo na escolha das flores certas, a louça e a decoração -sem esperar nada em troca. Os convidados mostram uma gratidão quase reverencial. Os dois lados - anfitrião e convidados - criam um ambiente harmonioso e de muito respeito. Estão ancorados na crença de que o bem público vem antes do particular.

Do mesmo modo, por incrível que pareça, os guerreiros samurais tinham entre seus deveres a delicadeza e a compaixão. O complexo código desses homens da guerra, similar ao dos cavaleiros medievais, não governava apenas a honra, disciplina e moral, mas também o jeito certo de fazer tudo, da deferência ao ato de servir o chá.

Seus preceitos zen demandavam domínio das emoções, serenidade e respeito pelo outro, inclusive pelo inimigo. O "bushido", código dos samurais, se tornou preceito de conduta para toda a sociedade.

Para eles funciona como catapora. Passa de um japonês para outro. A catapora da cordialidade passa rapidamente para os brasileiros. Mesmo os mais grossos e intolerantes, rapidamente se tornam mais gentis e civilizados. Não seria ótimo se todo visitante levasse um pouco da catapora do omotenashi para casa. Seria o melhor contágio do mundo.

 Japão, o país mais cordial do mundo

O silêncio em Tóquio agride os sentidos

Em Narita o motorista do táxi, de luvas brancas, pega a mala e a acomoda no carro. Para dirigir, calça outro para de luvas, igualmente brancas. Já é de noite quando o carro entra na estrada, Narita é distante de Tóquio. Nenhum outdoor polui a paisagem. O silêncio é absoluto e choca. Cansaço. O rapaz da recepção sorri quando me identifico.

Pede o passaporte e sai da minha vista. Demora. Qual dos elevadores? São muitos. Não se pode entrar em qualquer um, levam a apartamentos em torres diferentes. Largo a mala e caio na cama.

A manhã seguinte seria épica. Saímos do hotel em direção a uma estação de metrô. Poucos brasileiros nessa direção. Milhares de japoneses na direção contrária. Falamos alto, brincamos, rimos. Barulhentos por natureza e nacionalidade. No outro lado da calçada, só um som, o bater das solas de sapato no chão. Milhares de japoneses que não espirram, não sorriem, não brincam... não falam! "Aqui se caminha pelo lado esquerdo", aprendemos no primeiro dia. Mas o piloto automático quer nos levar para o direito.

Ruas estreitas, sinuosas, com muitos bares, gente bebendo e comendo. Quase todos homens, de calça preta e camisa branca. São os chamados "salary men", homens que trabalham em troca de um salário fixo. Exatamente o contrário do que os jovens sonham.

Estamos na estação do metrô, uma das maiores da cidade. Dizer que há uma infinidade de pessoas na estação é pouco. É pouco dizer que mesmo assim, reina o silêncio e tudo está em ordem. Tampouco a língua portuguesa me deu palavras para descrever a imensidão do lugar: subimos e descemos escadas, avançamos por túneis cheios de luz, atravessamos espaços de onde partem e onde chegam oito, nove, dez corredores diferentes. As principais placas estão escritas no alfabeto latino, mas isso de nada me adianta. Nenhum nome soa familiar. O próprio mapa do metrô me confunde.

As pessoas estão bem vestidas. E usam muitas roupas, muito mais que os raros ocidentais que passam por nós. Observo suas refeições. Eles vivem à base de "bentô", uma porção de comida individual acondicionada em uma caixinha. Em geral tem arroz, peixe ou frango e algum legume. É barata para eles.

Estamos rodeados de arranha-céus que não parecem com nenhum outro de cidades que visitei. São belos e imponentes, mas não tem aquela ostentação dos espigões norte americanos. As avenidas são ainda mais surpreendentes. Não há trânsito pesado. Mal se ouve o motor dos carros. Ninguém buzina. Ninguém xinga. A paciência impera. É o império da paciência contra a ansiedade e sofreguidão dos ocidentais.

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Plano japonês muda forma de pagar hospitais brasileiros

A crise no setor de planos de saúde avança com o desemprego. Mantêm o mesmo ritmo. Em pouco tempo, os planos de saúde tornaram-se inviáveis para uma parcela significativa da população. Há pouco dinheiro ou nenhum para pagá-los. Uma das maiores seguradoras do mundo, a japonesa Sompo, criou uma nova modalidade de pagamento para os hospitais e, consequentemente, ampliou a possibilidade dos usuários de manterem suas prestações em dia.

A Sompo fechou parceria com 15 hospitais paulistas considerados de ponta - Sírio-Libanês, AC Camargo e Beneficência Portuguesa - entre outros. A Somo passará a pagar um valor fixo pelos procedimentos médicos de seus usuários. Entre as vantagens do acordo, o risco do hospital passa a ser menor e também passam a receber um volume maior de procedimentos médicos. A tentativa é de todos saírem ganhando.

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A torre Eiffel da China e os cassinos

Macau é uma das regiões administrativas especiais da China desde 1999. Antes dessa data, Macau foi colonizada e administrada por Portugal durante mais de 400 anos e é considerada o primeiro entreposto, bem como a última colônia europeia na Ásia. Atualmente, Macau experimenta um acelerado crescimento econômico, seu desenvolvimento está alocado ao setor de jogos e turismo.

A operadora de jogos Sand China abrirá em Macau um novo resort com cassino e uma réplica da Torre Eiffel em setembro. A Sand China opera uma das seis licenças de jogos em Macau, explora quatro dos trinta e seis cassinos de Macau, incluindo o maior do mundo, o Venetian (réplica dos prédios e canais de Veneza). Macau é o maior centro de jogos do mundo e esse é o pilar de sua economia. Só no mês de junho, as receitas dos jogos foram de quase 1,8 bilhões de euros.




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