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02/03/2015 08:05

13 x 15. Com o Brasil em transe, março será marcado por manifestações

Mário Sérgio Lorenzetto
13 x 15. Com o Brasil em transe, março será marcado por manifestações

Março em transe. 13 X 15

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A divisão do país é aprofundada a cada dia. Pela internet e nas ruas a população discute ir às ruas manifestar suas aspirações. Os movimentos sociais conclamam a todos para defender a Petrobras no dia 13 de março, uma sexta-feira, como o líder maior, Lula, determinou, ao encabeçar uma manifestação similar no Rio de Janeiro. No polo oposto, os opositores do governo e do petismo, divulgam uma manifestação para exigir o impeachment de Dilma, a ser realizada no dia 15 de março, o domingo subsequente à manifestação dos governistas.

O Brasil está fragmentado desde as eleições. Temos um governo muito fraco. Há greves, manifestações, notas na imprensa e discursos extremados por insignificâncias. Desde as eleições o Brasil só parou com a beligerância para dançar o carnaval. A raiva da classe média amplia com as notícias que chegam de mais impostos, mais inflação e aumento de tudo. Não se preocupem, vai piorar ainda mais.

Por enquanto só a classe média está se manifestando. Alguém parou para perguntar: e quando os operários entrarem em cena? O choque entre os dois "Brasis" está sendo plantado e adubado. Só falta colher. Mas, não se preocupem, vai piorar ainda mais. Há o "Petrolão" e o "Suiçalão". O escândalo que empareda os governistas e seus aliados e o que coloca milhares de empresas, bancos e milionários que desviaram fortunas para a Suíça (estes últimos seriam opositores ao governo). Há proprietários de caminhões nas estradas mostrando que não conseguem trabalhar, mas o "frete" principal é o desabastecimento e a explosão da inflação. Mas, para que se preocupar se vai piorar ainda mais. Talvez ocorra uma pororoca de disputas e insatisfações. Talvez essas manifestações fiquem apenas na internet e não consigam levar as multidões às ruas. Talvez a história não se repita com os tanques bloqueando as ruas e a democracia. Talvez a colheita não seja protagonizada pelo verde-oliva, a cor das fardas. O primeiro de abril se aproxima. Não se preocupem, vai piorar ainda mais.

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A Lei de Patu e o estelionato eleitoral

Patu é o jornalista da Folha de São Paulo cujo nome completo é Gustavo Patu. Disse ele em um comentário: "Todos os presidentes vitoriosos nas urnas após o fim da ditadura militar cometeram estelionatos eleitorais. Trata-se de regra, portanto, não de exceção". De acordo com jornalistas e economistas paulista essa seria a "Lei de Patu".
Quem não tem amarras partidárias ou ideológicas sabe que Sarney, Collor, Fernando Henrique Cardoso e Lula cometeram estelionatos eleitorais. Faltou alguém nessa lista? Sim. Faltou o humilde mineiro e extremamente mercurial Itamar Franco. Entregou exatamente o que prometeu: as condições para a estabilização da moeda. Não enganou. Não foi um títere nas mãos dos mal afamados marqueteiros. E talvez por isso seja o menos recordado de todos os presidentes da nova era democrática. A exceção confirma a regra, mas também pode levar ao esquecimento.

Constatada a fraude a que a democracia brasileira vivencia só há dois caminhos a serem percorridos. Manifestar em público a contrariedade pedindo o impeachment de Dilma ou conformar-se com certo mal-estar moral.
Todavia, a questão maior não está sendo colocada no estelionato eleitoral de Dilma. O nó que deve ser desatado é se a maioria dos brasileiros aceitará as mudanças do discurso para a prática que está ocorrendo. A grande maioria dos economistas, ao contrário dos jornalistas, prega a paciência e tolerância para apoiar o seu novo programa econômico. Mas quando se trata de alguém colocar as mãos em nossos bolsos é difícil acreditar nessa almejada paciência. Caminharemos para as eleições de 2018 sabendo da Lei de Patu ou nos esqueceremos, mais uma vez, mesmerizados, hipnotizados pelos malabarismos dos marqueteiros?

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PSDB e PSB estarão unidos nas eleições municipais?

Com a clara disposição de deixar o PT, a senadora Mata Suplicy pode se filiar ao PSB e negociar com os tucanos a candidatura à Prefeitura de São Paulo em 2016. As negociações estão sendo conduzidas pelo vice-governador paulista, Márcio França (PSB) e conta com o aval, ainda não levado a público, do governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Os primeiros movimentos dos dois partidos apontam para uma aliança nas eleições em quase todas as capitais e principais cidades do país. Só ficariam de fora as pequenas cidades. Esse é o plano principal de Alckmin para chegar à sucessão presidencial sem concorrer com Aécio Neves. A turma de Alckmin entende que estrutura e organização sufocará o discurso agressivo do bloco comandado por Aécio.

No Mato Grosso do Sul a articulação ainda é incipiente. Para os articuladores de plantão ocorreria uma troca - Campo Grande por Dourados. Em Campo Grande, o PSB apoiaria a candidatura de Rose Modesto (PSDB) e, em Dourados, os tucanos apoiariam a candidatura de José Carlos Barbosa (PSB).

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O PL de Kassab, as garotas de programa e a fênix da corrupção

Gilberto Kassab, ex-prefeito de São Paulo e atual Ministro das Cidades, está empenhado em ressuscitar o Partido Liberal (PL). A intenção é cooptar quadros da oposição e atrair insatisfeitos da base governista para aumentar o seu cacife no comércio partidário. O DEM e o PMDB são os principais alvos do assédio. A manobra foi montada em comum acordo com o Imperador Aluizio Mercadante, o novo comandante supremo da corte palaciana. Precisam diminuir a dependência da turma de Eduardo Cunha, o maior problema político de Dilma.

O líder ruralista Ronaldo Caiado (DEM-GO) com sua conhecida rudeza afirmou que Kassab, "em vez de se comportar como ministro, adota postura de cafetão e acha que deputados são garotas de programa". Para quem está com memória curta, o PL que o Kassab articula desapareceu sob o manto da roubalheira no Ministério dos Transportes. Fundiu-se com o Prona de Enéas para dar origem ao Partido da República (PR). Quando desmoronou, seu presidente era Valdemar Costa Neto, um dos peixes graúdos condenados no mensalão. O PL é a fênix da corrupção. Sempre volta.

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O que fazer para as pessoas caírem no seu papo

O que é certo ou errado? O que é bonito ou feio? O que é gostoso ou ruim? Saiba que a maioria de suas escolhas são irracionais e pertencem ao mundo denominado "inconsciente". Comece comparando o trabalho do consciente com o inconsciente. O lado consciente do cérebro absorve 40 bits de informação por segundo. Uma "merreca" quando comparado com o inconsciente que processa 11 milhões de bits por segundo. Isso mesmo, 40 contra 11 milhões de bits. Uma diferença estratosférica. Isto é, somos seres racionais, mas essa racionalidade é diminuta. Em verdade, somos seres extremadamente irracionais.

É por isso que uma simples palavra, um mero gesto, pode fazer você mudar de ideia. Antes de você abrir a boca, seus gestos falam por você. Gestos demonstram emoções. Quando subir em um palco pela primeira vez seu corpo entrará em alerta: batimentos cardíacos acelerados, pupilas dilatadas, suor escorrendo. Se você sente medo, coloca a mão no estômago como se fosse brigar. Outros gestos que denotam medo e nervosismo são braços cruzados e mãos no bolso ou na nuca. Tá com medo, tá nervoso. A solução é fazer gestos amplos, abertos. Ocupe o maior espaço que seu corpo permitir. Mãos na cintura são uma "faca de dois legumes" (dois gumes) - ocupa espaço, mas dá um ar de arrogância. Não afaste seu corpo do seu oponente em um debate, dar um passo para trás é perder a contenda. Não tenha vergonha, copie o tom de voz, o ritmo da fala e os gestos de seu oponente. Imite mesmo. Se ele for viciado em "né?", vá de "né?" também.

Outro dado importante é a reciprocidade. As pessoas tendem a retribuir o tratamento que recebem. É uma herança de nosso passado de trogloditas, quando a colaboração era essencial para a sobrevivência. Até bebês de 3 meses sabem disso e tem um primitivo senso de justiça - preferem pessoas que lhe fizeram favores. Entenda de uma vez por todas: se quiser algo de alguém, seja generoso também.

Além do gestual e da reciprocidade, outro dado importante é a coerência. As pessoas adoram ser coerentes. Não gostam de mudar de opinião. Associam as mudanças de opinião a pessoas fracas e hipócritas. Esse é um dos maiores cuidados que deve ter com o "inconsciente" das pessoas. Para levá-las a mudar de ideia, a serem incoerentes, o melhor caminho é inflar o ego. Mostre que a incoerência pode ser uma atitude superior, que melhore algo.
Entenda que o vendedor de milho na praia não vende um produto que você deseja comprar e sim, charme e eloquência. Você compra o milho, mesmo sem fome, por ter simpatizado com o vendedor. Saiba que menos de 10% dos negócios fechados no mundo têm a ver com conteúdo. Vínculo e confiança são as chaves que precisam ser usadas. Papagueie muito. Fale mais que o "homem da cobra", até encontrar pontos de semelhança entre você e a pessoa que deseja convencer de alguma coisa.

É importante saber, por último, que o efeito manada é também importante. As mulheres estão indo ver um filme - "50 tons de cinza" - principalmente porque outras mulheres também estão indo. Mas seguimos a manada com maior tranquilidade quando ela vem junto com a opinião de uma autoridade no assunto. Lembre-se sempre: somos seres predominantemente inconscientes.

Para saber mais acerca do assunto há uma pesquisa feita pela Universidade de Nova York sobre o uso do inconsciente. Leia o livro "Power Cues" de Nick Morgan sobre o gestual. Uma pesquisa da Universidade da Pensilvânia sobre a reciprocidade e outra da Califórnia sobre o inflar de egos. Há uma matéria na revista Super Interessante que também é "muito interessante".

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