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07/03/2015 07:03

A mulher é negra. Dia Internacional da Mulher

Mário Sérgio Lorenzetto
A mulher é negra. Dia Internacional da Mulher
A mulher é negra. Dia Internacional da Mulher

O Novo Alvorecer em Campo Grande.
A Energia da Mulher Negra.

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O povo de São Tomé dança a "Tragédia". São Tomé é uma pequena ilha que, junto com outra, denominada Príncipe, formam a República Democrática de São Tomé e Príncipe. As ilhas ficam em frente de Camarões e Nigéria. A "Tragédia" é o principal evento festivo dessa região. Reúnem-se nas praças, vestidos com roupagens que remontam ao período colonial dominado pelos portugueses, cantam e dançam ao som de atabaques. Dançam congo, bula-ue, socope e puita. O Auto do Floripe é a principal manifestação cultural da ilha vizinha. Consiste em um teatro de rua cujo argumento relembra os conflitos entre cristãos e mulçumanos. Encenam a recuperação de santas relíquias que foram tomadas pelos mouros. Quem fala das festas é Arlete de Carvalho Félix, uma jovem são tomense de 27 anos, que vive e estuda em Campo Grande. Ela terminou a faculdade de Psicologia, na UFMS, e atualmente cursa o Mestrado de Saúde e Desenvolvimento da Região Centro Oeste. Arlete escolheu o Brasil para estudar por ter a mesma língua e também por centenas de jovens de sua terra estarem estudando em um dos estados brasileiros. Ela tinha o visto de estudante para Portugal, todavia devido ao calor, preferiu atravessar o Atlântico e vir para Campo Grande. Ela é a única são tomense na Capital.

A mulher é negra. Dia Internacional da Mulher

O machismo é forte em São Tomé.

Apesar de ser forte ao longo da história, o machismo começa a se tornar mais suave, um tanto ameno. As mulheres, em média, ganham salários menores que os homens. As melhores funções são destinadas aos homens. Todavia, a mudança está sendo buscada pela independência financeira e Arlete também afirma que inicia-se a luta pela "igualdade de gênero" em seu país. Mas continuam a existir muitos casais, no namoro e no casamento, onde o machismo impera. Em regra, as mulheres assumem uma dupla jornada de trabalho. Trabalham fora de casa e assumem todos os deveres em seus lares.

Não estão em uma posição avançada quanto ao combate da violência contra a mulher. Existem ONGs que trabalham com essa questão mas a lei que visa a proteger as mulheres ainda está em discussão, mas é incipiente. São Tomé ainda não dispõe de um estatuto legal similar à Lei Maria da Penha. Arlete pretende retornar a seu país, após os estudos, para trabalhar e buscar mudanças para as mulheres. O cotidiano de estudos, e raros divertimentos, tem ensinado à africana as possibilidades de transformações nos relacionamentos e a consciência dos direitos das mulheres.

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Os sabores de São Tomé.

Banana com peixe está no prato da Arlete com frequência. Izaquente é uma castanha que ela cozinha com sal, manteiga, leite de coco, canela e pimenta; para que fique com aspecto mais cremoso pode ser triturado na panela com uma "varinha mágica". A caldeirada pode ser feita de frango, peixe ou carne bovina; adiciona-se vinho e depois azeitona, tomate e cebola. Couve, agrião, mússula (uma folha inexistente no Brasil), quiabo e maquequê (quiabo) e uma pequena flor denominada mosquito compõem o kalulu. A cachupa é elaborada com carnes, milho de canjica e feijão. Todos os pratos são acompanhados pelo vinho da palma, uma bebida alcoólica obtida pela fermentação da seiva de algumas espécies de palmeiras. Todas são comidas equilibradas e energéticas como o povo que as saboreiam.

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