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27/03/2016 08:08

A pauta é: o Brasil está sem pauta

Mário Sérgio Lorenzetto
A pauta é: o Brasil está sem pauta

Não existe pauta econômica nos últimos dias. A política e a justiça tomaram conta do país. Moro diz que vai almoçar? O câmbio sobe e a Bolsa de Valores desce. Lula olha um cachorrinho que passa na rua? O câmbio desce e a Bolsa de Valores sobe. Empresários fecham as portas para enviar seus funcionários às manifestações. O Ministro da Fazenda participa de uma reunião com economistas onde diz nada e coisa alguma. Em projeto de lei complementar elaborado no Ministério da Fazenda, o governo proporá a criação de reservas bancárias remuneradas como um novo instrumento de política monetária. No mesmo projeto há a previsão do refinanciamento da dívida dos Estados. Abriria espaço para cerca de R$ 9 bilhões em investimentos. São pautas que, em tempos de serenidade, abririam debates exaustivos. Ninguém toma conhecimento. Estamos ao sabor das tempestades originadas nos céus de São Bernardo e de Curitiba, enquanto Brasília faz um esforço imenso para criar um chuvisco.

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Naus dos loucos.

Até o século XVI, os loucos eram escorraçados para fora dos muros das cidades do Ocidente e eram metidos em lúgubres navios. Eram as Naus dos Loucos, que os despejavam em terras longínquas, onde ficavam à mercê de si mesmos. Muitos chegaram ao Brasil nesses navios de repulsa. A loucura era "entendida" como uma forma de possessão demoníaca. Não conseguiam explicar que alguém agisse de forma tão estranha. É dessa época o uso da palavra "energúmeno", que significa "possuído pelo demônio". O louco era um energúmeno.
Somente em 1563 foram "desentender" a loucura. O louco não era mais o energúmeno. Mas, então, o que era? Não tinham respostas. Só diziam que a loucura não era feitiçaria, mas consequência de causas naturais. Passaram-se os séculos e continuaram a maltratar os loucos.
No inicio do século XIX eles eram submetidos a sessões de estrondos e sustos, sangrias por meio de sanguessugas e purgantes. Para os loucos de classes sociais mais abastadas inventaram uma engenhoca giratória. O doente ficava amarrado a uma cadeira e esta, presa por um eixo do teto ao chão. Ela era girada por meio de uma manivela para provocar convulsões, vômitos e colapso circulatório. A ideia era "reiniciar" o cérebro, tal como fazemos com um computador. Havia ainda máscaras de couro para sufocar o grito do louco agitado, um saco no qual encerravam o doente e banhos com água a 35 graus Celsius.

 

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Sexualidade na juventude: um assunto familiar ou escolar?

Tanto o sexo na adolescência é uma realidade, quanto a prevenção de "tropeços" é a melhor alternativa. Deve-se reconhecer o importante papel que os professores têm desempenhado nesse campo, face à lacuna deixada por pais inseguros ou constrangidos diante das dúvidas sexuais de seus filhos. Todavia, os pais são os mais indicados para a comunicação franca, sem agenda e sem programação curricular. Se não se sentem preparados, que superem preconceitos e se habilitem. Os pais "sexualmente resolvidos" devem conversar com filhos "sexualmente interessados". Mais que apontar riscos, educar para o sexo é considerá-lo como inevitável. A educação sexual sadia preconiza uma prática sem meias-palavras e com responsabilidade. Não deve ser uma mera informação, como as existentes na escola, o adolescente deve ser preparado para o exercício da sexualidade. Deve ter um caráter personalizado - um jovem é diferente de seu irmão ou da irmã. Deve, ainda, atender ao ritmo da curiosidade de cada filho. Vale repetir o essencial: sem meias-palavras, mas com responsabilidade.




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