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29/09/2016 07:05

A verdadeira disputa pela cidade só após as eleições

Mário Sérgio Lorenzetto
A verdadeira disputa pela cidade só após as eleições

Finda o processo eleitoral e quase nada debatemos sobre a cidade que queremos. Foi um tempo inócuo ou melhor, uma perda de tempo e de muito dinheiro. Faltou enxergar que o petismo está morto, mas nós continuamos a viver dentro do cadáver. Não tivemos o enfrentamento, que ainda ocorrerá, da falta absoluta de dinheiro nos cofres da municipalidade.

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Hoje, os municípios têm baixíssima autonomia e vivem basicamente de transferências federais e estaduais. Transferências obrigatórias e compulsórias com percentuais preestabelecidos para a educação e a saúde. Também existem as transferências voluntárias, mediadas por algum parlamentar de Brasília, seja deputado ou senador. Quanto dinheiro das verbas voluntárias virá para Campo Grande em 2017? Provavelmente, zero. Com a PEC 241, que limita as despesas federais, as transferências obrigatórias também diminuirão. Isso agravará ainda mais a situação financeira da prefeitura.

Então o que acontecerá diante da falta de dinheiro? O prefeito não terá alternativa senão tentar responder com alguma proposta inovadora. Quem viveu nos anos 1990 sabe que esses foram períodos também de falta de dinheiro, em que os governantes se viraram e introduziram políticas baseadas em mobilização social, em participação. Por exemplo, no campo da moradia, foi o momento em que se começou a urbanizar favelas, mobilizando mutirões dos próprios moradores. Muitos bairros de Campo Grande surgiram à partir dessas mobilizações onde todos colaboravam com dinheiro, material de construção ou com a única riqueza que tinham - a mão de obra.

São políticas com baixo custo e muita mobilização, que começavam a dar resposta naquele período até mesmo para uma das mais difíceis e ingratas responsabilidade de um prefeito: colocar para funcionar os postos de saúde. Faltava pediatra? Buscava-se a universidade para suprir a falta. Mas o fundamental: havia participação da população nos rumos de cada posto de saúde. Havia verdadeira e real cogestão. E por isso, funcionaram.

A verdadeira disputa pela cidade só após as eleições

Os prefeitos passaram ao "vou a Brasília para resolver um problema"

A pergunta dos prefeitos nos últimos anos, e isso foi péssimo, passou a ser: "que oferta eu tenho do governo federal, o que você pode me dar aí?" "Ah, um ginásio! Beleza, então farei um ginásio". "Ah, um equipamento para reciclar lixo!

Ótimo, vou fazer. "Umas casas das construtoras do Minha Casa, Minha Vida! Maravilhoso, eu passo a lista, vocês fazem a casa e eu inauguro". O grande debate que falta é que Campo Grande avançava celeremente rumo a sua autonomia financeira, administrativa e política. E isso se perdeu no caminho.

Onde foram parar os grandes projetos exaustivamente debatidos pela população, pelos vereadores e a administração municipal? Terão de ser retomados do zero. Foram destruídos. Nos últimos anos, primeiro viraram franksteins, para depois serem criticados e, finalmente, virarem pó ou buraco.

Os anos petistas foram fundamentais para dar essa nova cara, sem planejamento algum, às administrações municipais. A dupla Bernal-Olarte foi apenas um arremedo do petismo uma vez que foram eleitos com o dinheiro e com os votos petistas.

A verdadeira disputa pela cidade só após as eleições

Tudo está terceirizado, a prefeitura perdeu capacidade administrativa

O cenário hoje da prefeitura é de tudo muito terceirizado, nada é o próprio município que faz. Campo Grande ficou amarrada. Tudo será muito difícil daqui para a frente. Não se equivoquem: muito difícil. Em nome do combate à corrupção, da fiscalização e do não desvio de recursos, engessou-se totalmente a prefeitura. E o paradoxo é que isso não acabou com a corrupção, pelo contrário! Foi um maná. Se a prefeitura já estava em coma, isso acabou levando-a para a tumba. Fulminou a capacidade de ação dos funcionários. Privatizou a prefeitura para que ela, pelo menos, pudesse dizer que estava viva.

Despesas com pessoal, elevadíssima, foi o que restou para ser administrado. Sucumbiram todos. Locupletaram-se talvez. Essas verdades não foram minimamente debatidas no período eleitoral. Os candidatos fugiram da verdade que todos conhecemos. Os novos mandatários enfrentarão a dura realidade. Em 2017, começará o debate necessário da disputa pela cidade por seus cidadãos. Os políticos disputaram apenas suas aspirações pessoais de poder.

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A melhor faculdade de artes do mundo e um projeto social brasileiro

Passemos a lista: Kevin Spacey, Robin Williams e Cristopher Reeves, eram companheiros de quarto na faculdade de artes. Val Kilmer, Jessica Chastain, Kevin Kleine, William Hurt, Viola Davis e Adam Driver. Também dramaturgos como Beau Willimon (House of Cards) e músicos da fama de Miles Davis, Yo-Yo Ma ou Tito Puente. Essa é só pequeníssima amostra de alguns dos mais ilustres alunos da faculdade Juilliard. A melhor escola de artes do mundo, segundo todos os especialistas.

Com a taxa mais baixa de admissão dos Estados Unidos, essa instituição centenária, situada no coração de Manhattan é uma lenda pela dureza de suas aulas. Em média, são 800 estudantes de 42 países se preparam em suas classes para triunfar no mundo do cinema, teatro, música e balé. Uma grande porcentagem o consegue. Essa é uma escola que qualquer edição do Oscar parece com um encontro de seus ex-alunos. Quase todos passaram por ela.

João Kouyoumdjian, um violonista pós-graduado na Julliard foi o responsável pela aproximação da escola com o Projeto Guri Santa Marcelina (São Paulo) de inclusão social por meio da arte. Há alguns anos, professores da Julliard têm vindo com frequência ao Brasil, para máster classes com os jovens integrantes do projeto. Os interessados devem procurar um dos mais de 40 polos do projeto, esparramados pela capital paulistana.




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