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25/08/2014 07:45

A vida empresarial pode começar após os 50 anos: lições não faltam

Mário Sérgio Lorenzetto
A vida empresarial pode começar após os 50 anos: lições não faltam

A vida empresarial pode começar após os 50 anos

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O melhor exemplo de uma vida empresarial de sucesso é a do norte americano Ray Kroc. Com 52 anos, montou seu primeiro negócio. Antes, foi motorista de ambulância, pianista e representante de vendas. Ele decidiu copiar o modelo de uma pequena lanchonete que existia em San Bernardino, na Califórnia (EUA). Transformou-a em uma rede de lanchonetes somente para pequenas cidades. Manteve o nome da primeira: McDonald ´s. Nos três anos seguintes chegou à marca de 100 milhões de hambúrgueres vendidos. O sucesso de Ray Kroc traz uma lição para quem sonha em ter um negócio - não há idade para começar.
No Brasil, casos de empresários iniciantes que passaram dos 50 anos vêm se tornando mais frequentes: aumento de 4,2% para 8,3 de 2002 a 2012. O envelhecimento da população brasileira ajuda a explicar o fenômeno. Hoje, a faixa acima dos 60 anos corresponde a 12,6% da população. Em menos de duas décadas esse índice saltará para 26%. Também a dificuldade de recolocação no mercado de trabalho contribui para o aumento dos novos patrões.
Garantir uma nova fonte de renda não é a única razão que os têm levado a abrir novos negócios, quem tem boa saúde e disposição costuma se sentir desprezado quando não está incluído no contexto do trabalho. Há também a perspectiva de deixar um legado para a família. Muitos pensam em montar uma empresa para deixar de herança para os filhos e jogam a verdadeira aposentadoria para depois dos 70 anos.
Riscos financeiros e pessoais fazem parte de qualquer negócio, independentemente da idade do empresário. Embora não exista uma relação direta entre sucesso e faixa etária, o novo empresário deve usar os seus conhecimentos adquiridos para não cair na armadilha de repetir vícios de gestão. Quando abrem uma empresa, profissionais bem sucedidos tendem a acreditar que a sua receita de sucesso é a única possível. Devem manter a cabeça aberta para novas soluções e a melhor forma de combinar experiência e inovação.

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A dura arte de comprar dinheiro em bancos

Quer vender mais, contratar funcionários, desenvolver um novo produto ou comprar equipamentos? O empresário muitas vezes se depara com a falta de dinheiro em caixa para realizar esses planos - é preciso comprar dinheiro em um banco.
A oferta de financiamento para micro, pequenos e médios negócios tem aumentado. No ano passado, O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) liberou uma quantia recorde para empreendimentos desse porte - R$63 bilhões. Já entre os bancos privados há muita reticência em vender dinheiro. Convencer o gerente pode estar mais difícil e o caminho até a obtenção do recurso é desafiador e requer boa preparação prévia.

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O mercado da moda dos véus das muçulmanas

As muçulmanas usam vários tipos de véus - ou nenhum. Cada uma dessas vestes tem origens e significados diferentes, cheios de tradição. O mais mal afamado dos véus (hijabs), no ocidente, é a burca. A burca surgiu na Península Arábica nos anos 1700 e de início não tinha relação com religião e sim com status. Já o niqab (máscara em árabe), também é originário da mesma região e carrega uma forte dose de tradição - os rostos das mulheres são considerados uma parte íntima do corpo delas. No primeiro, burca, não se veem nem os olhos das mulheres. No niqab, os olhos estão expostos.
De tendência não tão conservadora estão colocados o chador, o al-amira e o shayla. Em todos os rostos das mulheres estão à mostra e variam apenas na quantidade de tecidos, no formato e nas cores. O al-almira é o mais usado por muçulmanas no mundo inteiro e o mais aceito na maioria dos países de população islâmica.
A população muçulmana é a que mais cresce no mundo. Hoje conta com mais 1,5 bilhão de seguidores. No Brasil, apesar de não crescer tanto, as mulheres muçulmanas vem ganhando maior visibilidade nas ruas e no mundo da moda. Mais do que isso, houve uma inserção da moda islâmica no mercado brasileiro. Há sites especializados como o "Mulher Muçulmana" e, até, uma estilista mulçumana ganhou notoriedade - Falastin Zarruk.
Mas há ainda muito preconceito com esse estilo de vestir e de vida. Preconceito inadmissível. Será que as mulheres pantaneiras seriam bem aceitas em países árabes vestindo suas guaiacas e chapéus? Ou uma prenda gaúcha com suas imensas saias rodadas? Ou as baianas com véus e saias ainda maiores que as gaúchas? Todas carregam suas tradições e culturas. A proposta inversa é a abolição dos usos e costumes de uma população.
Talvez como fruto dos preconceitos, o mercado dos véus mulçumanos não é tão grande. Estima-se que a média de gastos das mulheres com seus véus é de US$120 por ano e elas gastariam US$ 100 milhões em grandes lojas nos países mulçumanos e nos sites pelo mundo afora.

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Para se programar - como funciona o fluxo de visitantes em um shopping brasileiro

O fluxo de visitantes nos shoppings centers brasileiros é obviamente maior nos finais de semana. Os dias de maior fluxo são o sábado com 24% do movimento e a sexta-feira com 16%. Apesar de horários reduzidos, o domingo tem bom movimento com 14%. É o que mostra o Censo da Associação Brasileira de Shoppings Centers - Abrasce, envolvendo 492 shoppings.
O fim de semana tem a vantagem do trânsito melhor nas cidades e da folga da maioria das pessoas. O dia com menos visitantes é a segunda-feira com 10% e vai crescendo: na terça-feira há 11% dos visitantes, na quarta-feira são 12% e na quinta-feira 13%.

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