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28/01/2015 08:10

Acordo de cavalheiros esfria janeiro que começou ultra aquecido nos poderes

Mário Sérgio Lorenzetto
Acordo de cavalheiros esfria janeiro que começou ultra aquecido nos poderes

Um janeiro que começou ultra aquecido termina tranquilo na Assembleia Legislativa e no Tribunal de Contas

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Hoje ocorrerá a posse do novo Conselheiro do Tribunal de Contas(TCE). Jerson Domingos com sua capacidade de articulação venceu o obstáculo oposto por uma obscura entidade que discutia suas qualificações técnicas. O processo que tentou impedir sua nomeação foi declarado inapropriado pelo Ministério Público Federal. Assim, essa petição foi encaminhada ao Ministério Público do Mato Grosso do Sul e será arquivada.

A outra vaga decorrente da aposentadoria de José Ricardo Pereira Cabral está judicializada. A turma especial do Tribunal de Justiça julgará nos próximos dias se a aposentadoria por tempo de serviço de José Ricardo foi correta. No caso do Tribunal de Justiça entender que não houve erro no processo de aposentadoria o candidato Antônio Carlos Arroyo assumiria a vaga. Na alternativa contrária, o TJ julgar incorreta a aposentadoria, há neste momento a intenção da desistência de José Ricardo de se aposentar. Todas as informações emanadas do Parque dos Poderes dão como certa a assunção de Arroyo ou a permanência de José Ricardo no TCE. Flávio Kayatt e Edson Girotto terão de disputar com Márcio Monteiro a vaga que surgirá, dentro de três anos, da aposentadoria de Marisa Serrano. No TCE o mês de janeiro termina morno, a temperatura está caindo para a turma do pijama de seda.

Na Assembleia Legislativa o quadro eleitoral foi solucionado. Três alternativas se apresentavam aos novos governantes: disputar contra Junior Mocchi sem colocar peso na disputa, deixando por conta e risco de José Teixeira resolver o pleito, concorrer contra a candidatura de Junior Mocchi colocando toda a máquina do Poder Executivo para ganhar a eleição e eliminar essa candidatura com uma chapa formada apenas por governistas, sem aliados. A primeira alternativa foi eliminada sem muita reflexão, não oferecia qualquer possibilidade de ser levada adiante. A segunda possibilidade, de enfrentar a chapa pró Junior Mocchi com todo o peso da máquina, traria como consequência uma Assembleia Legislativa em permanente estado de beligerância; ao contrário do que muitos pensam, não há necessidade de maioria para impedir os interesses de um governo no parlamento, bastam 8 ou 9 deputados em estado de ebulição para tornar o governo inviável. A terceira hipótese também foi afastada pelos governistas que aventavam uma aventura ainda mais arriscada. Fez-se o acordo. Junior Mocchi será o novo presidente do legislativo estadual e procurará conduzir com sobriedade os trabalhos dessa casa de leis. Ainda que faltem três dias para o término do mês de janeiro no calendário, na Assembleia Legislativa o mês findou.

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A Europa está agindo como avestruz ao fingir que não viu a vitória da esquerda radical na Grécia

A encrenca está criada e tem nome: Alexis Tsipras e sua esquerda tida como radical venceu as eleições gregas. Aliás, como todo o mundo esperava. Menos os europeus. Agem como se a vitória de Tsipras fosse uma eleição normal em um país qualquer dos 19 membros da União Europeia. Como se tudo não passasse de um desabafo dos pobres e endividados gregos.

A Europa está respondendo com declarações avulsas e inconsequentes de quem quer ignorar a realidade. Continuam a empurrar com a barriga o problema da Grécia. Como se tratasse de um caso isolado, como se o problema não fosse seu. O que se ouviu, até agora, da Europa foi nada, apenas a verborragia de quem emprestou dinheiro e espera recebe-lo de volta. Uma pretensão legítima, mas que ao longo dos anos de crise, vem se mostrando totalmente fora da realidade.

A verdade há muito tempo, é que, tendo a Grécia muita responsabilidade pelo que está passando, a situação atingiu níveis insustentáveis. Durante mais de 10 anos as contas gregas foram tratadas a marteladas (tal como no Brasil de Guido Mantega). A dívida pública grega situa-se nos 175% do PIB (a do Brasil está em torno de 50% do PIB), o desemprego ronda os 27% (60% no caso dos jovens com menos de 24 anos), a pobreza atinge níveis nunca antes vistos e o crescimento econômico é claramente insuficiente.

Acordo de cavalheiros esfria janeiro que começou ultra aquecido nos poderes
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O Avante conseguirá reunir a esquerda brasileira?

Indignação e dois líderes carismáticos. O partido denominado "Podemos" na Espanha e o "Syriza" na Grécia. Dois jovens são os novos líderes políticos que prometem "uma nova política, uma nova economia": Pablo Iglesias do Podemos, o partido que mais cresce na Península Ibérica e Alexis Tsipras do Syriza, o novo partido que chegou ao poder grego. Esses são os modelos que estão na cabeça dos movimentos de esquerda brasileiros.

Após o fracasso retumbante de Marina e de seu Rede, muitos de seus militantes, alguns do PSOL e do PSB começam a articular a formação de um novo partido que seria denominado Avante. Esse nome, "Avante", foi inspirado em uma música histórica italiana cantada pelos "partigiani", a resistência italiana. A resistência foi um movimento armado, de guerrilha, que combateu o fascismo de Benito Mussolini e o nazismo de Hitler. Na "Resistenza Partigiana" haviam católicos, comunistas, socialistas, anarquistas, liberais e até um punhado de monarquistas. Calcula-se que era constituída por volta de 300.000 pessoas, dentre eles participavam ativamente mais de 35.000 mulheres. Os partidos que participavam da Resistência, reunidos no Comitê de Liberação Nacional (CLN), constituiriam mais tarde os primeiros governos do pós-guerra.
A música cantada pelos partigiani é a conhecida "Bandiera Rossa" (Bandeira Vermelha).
Avante o povo para a cobrança
Bandeira vermelha, bandeira vermelha
Avante o povo para a cobrança
Bandeira vermelha triunfará
Bandeira vermelha triunfará
Bandeira vermelha triunfará
E viva o socialismo e a liberdade.

Acordo de cavalheiros esfria janeiro que começou ultra aquecido nos poderes
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As crianças brasileiras"subversivas" exiladas para Cuba

Samuel , 9 anos, Luiz Carlos, 6 anos Zuleide, 4 anos, Ernesto Carlos, 2 anos. Estas são as crianças subversivas que foram fotografadas em 1970 no Doi-Codi (órgão de repressão) do Rio de Janeiro e para espanto geral, foram fichadas. Na foto as quatro crianças (Zuleide com uma boneca nas mãos) aparecem com a avó, Tercina Dias de Oliveira, então com 55 anos, responsável pelo perigosíssimo trabalho de cozinhar e costurar roupas para alguns membros de um minúsculo movimento de esquerda denominado Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Em 15 de junho do mesmo ano, o presidente Médici determinou o banimento do Brasil 40 militantes políticos acusados de ações contra o Estado. Entre eles encontravam-se crianças, que embarcaram em um avião em direção à Argélia (para onde foi Miguel Arraes, avô de Eduardo Campos) e, depois, a Cuba. Dessa ilhota caribenha só retornariam ao Brasil 15 anos depois.

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A inflação é maior para os pobres

A partir de 2008 a inflação passou a ser maior para os pobres. É o que afirma o estudo realizado por Fabio Ferreira da Silva, membro do Conselho Federal de Economia. Segundo Fabio Silva, essa mudança de tendência se deve pelo menos a dois fatores. O primeiro seria a alta combinada dos alimentos e da habitação - de grande peso para as famílias de baixa renda. Os alimentos têm maior peso na cesta dos pobres e seus preços subiram, em média, 7,9% em 2014 devido principalmente a choques de oferta e também teriam sido impulsionados pela seca do Sudeste brasileiro, e nos últimos anos, pelo aumento da demanda no mercado internacional. Já o grupo habitação teve inflação de 9,2% influenciado pela energia elétrica residencial.

O segundo fator por trás da mudança de tendência da inflação seria a desaceleração do grupo transporte, de maior peso para famílias de renda alta. Em 2014, esse grupo que inclui combustível, estacionamento e despesas em geral com veículo próprio, teve inflação de 3,6%. Para o economista, ainda é cedo para saber se essa "inflação pró-ricos" terá uma tendência duradoura.

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