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05/11/2014 08:03

Adeus czar, adeus Mantega: economia precisa de um choque de otimismo

Mário Sérgio Lorenzetto
Adeus czar, adeus Mantega: economia precisa de um choque de otimismo

Choque fiscal e política monetária austera leva ao desemprego

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É preciso que todos, trabalhadores e empresários, aceitem uma verdade incontornável: não há como distribuir uma riqueza que ainda não foi produzida, a não ser que tenhamos a felicidade de ganhar um novo presente do exterior. Uma melhoria que não se vislumbra nas relações de troca, como aconteceu entre 2003 e 2010, quando enviávamos soja e minérios a preços altíssimos e recebíamos produtos industrializados a preços baixíssimos. A outra alternativa é comprar dinheiro no exterior. Recorremos a esse expediente no período da ditadura e nos primeiros anos de democracia. O preço foi muito elevado para toda a população (ainda que parte dela não tenha memória e clame nas ruas pelo término da democracia).

Também não podemos e não precisamos retroceder nas políticas de inclusão social, mas elas não se sustentarão se, nos próximos anos, repetirmos a performance do período Mantega de 2011 a 2014 - queda do PIB de quase 1% ao ano e acumulação de US$ 270 bilhões de déficit externo, por conta do desastre industrial do país. Temos de perceber com clareza que o tempo da solução simplista de corrigir a situação com um tremendo choque fiscal e uma dura política monetária nos conduzirá a um desemprego inaceitável.

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Despertar o “espírito animal” dos empresários

A condição que está posta é a da capacidade do governo de cooptar o setor privado, devolvendo aos empresários as condições que lhe acendem o "espírito animal", e aos consumidores a confiança de que não lhes faltará o emprego. O país necessita de um programa que, em primeiro lugar, não lhe seja imposto por meia dúzia de iluminados, mas negociado à exaustão. Um programa com começo, meio e fim e absolutamente transparente, voltado para todos e não apenas para a indústria automotiva e outros poucos setores da economia. É, mais que tudo, um programa em que todos acreditem e desçam dos palanques ainda armados. Adeus czar, adeus Mantega.

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Sem alarde, Monsanto domina mercado de sementes de hortaliças

A couve, o brócolis, a cenoura e a cebola que você come, provavelmente, são originárias das sementes da Monsanto. Sem fazer alarde, a Monsanto montou, em nove anos, uma política incisiva de aquisições para ganhar mercado, ultrapassando concorrentes tradicionais como Syngenta, Bayer e Sakata. Como no negócio de grãos, a Monsanto ostenta, hoje, a posição de maior produtora e comercializadora de sementes de hortaliças. Mas ainda são sementes convencionais.

Eles dizem que estão trabalhando em centenas de novos produtos de sementes de hortaliças que darão ao consumidor melhor sabor e valor nutricional. Ao mesmo tempo, as sementes terão maior produtividade e resistência às pragas. Só no ano passado, faturou US$ 821 milhões com essas sementes que eles denominam de "braço verde" da companhia. Não é pouca coisa para o mercado de sementes de hortaliças, que faturou no mesmo ano US$ 4 bilhões. No Brasil, a cada 10 pepinos consumidos, seis são da Monsanto. Três em 10 tomates também. E ainda tem o mercado de cinco em cada 10 couves.

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Contadores de mosquitos em alta

Estamos entrando no verão e os mosquitos chegam juntos. Mosquitos agora atacam em dupla: dengue e chikungunya. Mas tem muita gente entrando na guerra contra o mosquito mais famoso - o Aedes aegypti. Nos laboratórios para tentar eliminá-lo, há mosquitos transgênicos, bactérias, armadilhas e feixes a laser.

Os contadores de mosquitos estão em alta. A Ecovec, uma empresa mineira, criou o projeto M.I.Dengue. São armadilhas colocadas em locais de risco. Técnicos visitam semanalmente a armadilha, fazem a leitura e transmitem a informação pelo celular para um sistema central, que faz um mapa da população de mosquitos em cada local.

Os mosquitos também são recolhidos e, em laboratório, verificada se há a presença do vírus da dengue. Em três dias a empresa confirma a infestação. A Prefeitura pode agir para eliminar a ameaça sabendo com exatidão onde mora o perigo. A empresa ganha dinheiro em São Paulo, Santos, Vitória e Porto Alegre e a infestação diminui.

Os outros contadores de mosquitos vêm da USP de São Carlos. Ainda não estão vendendo os estudos que utilizam sensores a laser para contar a população de mosquitos.

A amplitude dessa pesquisa é maior: pretendem vender seus artefatos de contagem de insetos para o agronegócio. O sensor conta os insetos pela movimentação de suas asas.

Empresa produz mosquitos transgênicos

Para a empresa inglesa Oxitec, a solução para acabar com a dengue é o mosquito transgênico, que recebe uma proteína impedindo que seus descendentes cheguem à fase adulta e procriem. O primeiro teste, realizado na Bahia, reduziu em 92% a população de mosquitos. Nas ilhas do Caribe, a população de mosquitos caiu 96%. A Oxitec inaugurou uma fábrica em Campinas (SP) para produzir os mosquitos transgênicos. Meio milhão deles são produzidos por semana e têm capacidade para quadruplicar esse montante. A conta é de 2 milhões de transgênicos por semana. Com isso, é possível tratar uma área com 10 mil pessoas por seis meses. A aplicação seguinte é reduzida.

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Fiocruz pesquisa bactéria contra dengue

A outra equipe de mata-mosquitos vem do Rio de Janeiro e está em fase final de aprovação da pesquisa. É a única iniciativa sem fins lucrativos, pois é um projeto da Fiocruz. A ideia é injetar uma bactéria, a Wolbachia, nos insetos para bloquear o vírus da dengue. Está aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em setembro, a Ilha do Governador (RJ) passou a receber os mosquitos infectados pela bactéria. A cada semana, estão soltando 10 mil deles e, até o final do ano, os pesquisadores esperam que a população de Aedes, sem Wolbachia, seja eliminada, desaparecendo a dengue.

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Chegam ao mercado novas "invencionices" para emagrecer

A obesidade tornou-se uma preocupação mundial com a saúde. No mundo, há atualmente 2,1 bilhões de pessoas obesas ou com sobrepeso, o que representa quase 30% da população mundial. O Ministério da Saúde brasileiro divulgou um estudo que afirma a condição de 48,5% da nossa população estar com o mesmo problema.

Na busca incessante por perda de peso, vários pesquisadores estão desenvolvendo ferramentas que contam o quanto e com que rapidez nós comemos. O "Bite Monitor", algo como Monitor de Mordida, usado no pulso como um relógio, conta o número de mordidas que a pessoa dá. A conta é de que 100 mordidas por dia são ideais para que percamos peso. O artefato norte-americano custa R$ 400. Uma empresa sueca desenvolveu um "prato falante" que mede a rapidez com que a pessoa come e avalia se ela está saciada. Custa R$ 500. Também já está à venda o garfo que pisca uma luz vermelha se as mordidas forem espaçadas por menos de 10 segundos. Custa R$ 200.

Comer devagar, em pequenos bocados, e mastigar mais são componentes que têm alguma relevância no controle e manutenção do peso.

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