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29/01/2014 08:25

Agricultores e a nova ordem política – reflexo de importantes mudanças

Mário Sérgio Lorenzetto
Agricultores e a nova ordem política – reflexo de importantes mudanças

Os agricultores e a nova ordem política

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Em meados do século passado, as famílias brasileiras que viviam na zona rural foram em massa para as cidades. O campo perdeu mais de metade da população. E, com ela, a importância política também migrou. Industriais, banqueiros e comerciantes assumiram o papel de preponderância política. Os agricultores passaram a ser classificados como caipiras, atrasados e pouco instruídos.

Os políticos voltavam suas atenções para os moradores das áreas urbanas. As plataformas dos candidatos e os programas dos partidos enfatizavam o desenvolvimento da indústria, o crescimento das cidades e a melhoria das condições de vida de seus habitantes. Para o campo uma só bandeira: a reforma agrária. Esse panorama vem mudando nós últimos anos. A agricultura prosperou graças às condições naturais do país, ao desenvolvimento de tecnologias apropriadas e a um novo agricultor que não cansa de estudar, criar e investir. Em 40 anos deixamos de ser um país importador de alimentos para assumir uma condição invejável no comércio internacional.

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Comida boa e barata e um PIB que só cresce

Passaram a fornecer comida boa e barata para alimentar 200 milhões de brasileiros e, ainda, produzir excedentes para a exportação equivalentes a quase US$ 100 bilhões por ano. E ainda conseguiram montar o mais avançado programa de geração de agroenergia do mundo. As atenções retornaram para o sucesso da agricultura, que hoje responde por 37% dos empregos, 23% do PIB (Produto Interno Bruto) e 40% das exportações.

Em pesquisa da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), 81% da população considera a agricultura muito importante. Na nossa região, esse percentual vai 99% da população. Os agricultores recomeçaram a ganhar importância política. Saberão usá-la? Elegerão seus candidatos? Se contentarão com bons aliados? Já faz muito tempo que um homem do campo, Lúdio Coelho, falava com a população urbana...

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Um número que envergonha a saúde brasileira

435%. Um número que deveria estar em todas as manchetes da imprensa nacional. O resultado dos lucros dos laboratórios no Brasil no terceiro trimestre de 2013 foi nada menos do que 435% superior ao do mesmo período do ano anterior. Isso é justo em um país que tem a saúde no estado que conhecemos? Não é à toa que muitas vezes os ministros dessa pasta saem, para competir por cargos tão fortes.

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Seus dados pessoais: se o contraventor tiver a chance, vai usá-los contra você

O consumidor chega para abrir um crediário e fica pasmo ao receber a notícia de que seu nome foi incluído nos serviços de proteção ao crédito. Não fez a conta, mas é cobrado por ela. Foi assim com milhares de pessoas no ano passado. Segundo dados apresentados pelo Indicador Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraudes – Consumidor, em 2013, foram registradas 2.204.158 tentativas da fraude conhecida como roubo de identidade. É a chamada falsidade ideológica. Este tipo de fraude acontece quando os dados pessoais são utilizados por criminosos. A cada segundo, há pelo menos uma tentativa deste tipo de crime no país.

A maioria – 43,16% - acontece no setor de telefonia. Foram 951.360 no ano passado. Em seguida estão os serviços, 29,85%. Foram 55.535 registros de tentativa de golpes contra construtoras, imobiliárias, operadores de turismo e até salões de beleza. Não ficaram fora os bancos, com 18,12% das tentativas – 399.393. Houve investidas também no varejo, 160.698 tentativas, o que equivale a 7,29% do total.

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Enlaces rendem bilhões para o ‘multisetor’ casamenteiro

Você está pensando em casar? Há 16 bilhões de motivos para isso, ao menos para a indústria que vive deste tipo de evento e que cresceu 8% somente no ano passado. A previsão é da Abrafesta (Associação Brasileira dos Profissionais, Serviços para Casamentos e Eventos Sociais), entidade que reúne associados que faturam alto com o sonho encantado do casório. Além de feiras em todos os Estados, o mercado do matrimônio alimenta uma movimentada indústria que passa do vestido da noiva até a convergência midiática. São os álbuns coletivos, verdadeiras produções – algumas com película de cinema – exibidos nas redes sociais e no Youtube.

Casar é um bom negócio responsável pela injeção de R$ 14,8 bilhões na economia em 2012 e R$ 16 bilhões em 2013. Em 2011, segundo a Abrafesta, o faturamento cresceu 50%. A entidade projeta evolução semelhante para os próximos 15 anos. Há cifrões por todo lado muito antes de os noivos iniciarem a organização da festa. Com as manias de cópia, a mais recente é que o pedido venha acompanhado de um anel de brilhantes – velho costume lá fora. Aos que têm disposição, uma bela joia, de valor médio, chega custar US$ 1 milhão.

E tem quem fatura menos, mas de forma constante com: noivinhos, bolo, docinhos, bem-casados, bebidas, flores (muitas flores), animação, cerimonial, bandas, rede hoteleira, companhias aéreas e profissionais liberais. É a chamada multisetoriedade, com os mais variados fornecedores de serviços e insumos. A média de faturamento da Expo Noivas, que todos os anos movimenta São Paulo, é de R$ 72 milhões.

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Casar pode ser menos caro, se houver planejamento

Em geral, casar demanda planejamento. Quem trabalha no setor recomenda o mínimo de um ano entre o início dos preparativos e a tão sonhada data. E, em geral, casar não é barato, mas pode ser menos caro. Há quem se aventurou na tarefa de planejar sozinho um casamento e, depois, dividiu a experiência com aqueles que precisam se adequar a um orçamento enxuto. Para saber mais, basta digitar a expressão “casando sem grana” no Google para conhecer uma infinidade de sites e blogs sobre o assunto. O site www.casandosemgrana .com.br é um deles. Em simulações simples, o site sugere o gasto médio com a tão sonhada data:

Buffet – até R$ 5,6 mil

Decoração cerimônia e festa (clean e simples) – R$ 3,6 mil

Foto e vídeo – R$ 7,9 mil

Aluguel do vestido (modelo princesa em tecido bordado) – R$ 1,8 mil

Compra do vestido (modelo princesa em tecido bordado) – R$ 3,7 mil

Agricultores e a nova ordem política – reflexo de importantes mudanças



A Tereza Cristina da Secretaria junto com o Eduardo Ridel seria uma dupla imbatível. Vamos para com essa bobeira de apoiar quem é de fora. Tem de ser agricultor de verdade pra gente eleger. TEmos um bando de mentirosos. Todos os atuais deputados federais e senadores só enrolam.
 
Marco Antonio Mansueto em 29/01/2014 16:52:09
É isso mesmo tá na hora de lançarmos nossos candidatos e não meros aliados. Gente como o Eduardo Ridel tem de ser candidato.
 
Bernardo Delmondes em 29/01/2014 13:36:41
Otima matéria sobre os cuidados com os dados pessoais
 
Carolina Farias em 29/01/2014 12:21:04
Está certo mesmo, nos temos de lançar nossos candidatos e não ficar so apoiando e não termos nem mesmo a questão com os índios resolvida.
 
Lourenço Dimas em 29/01/2014 10:08:11
Excelente a matéria sobre os agricultores e a politica. Meus parabéns.
 
Abigail Mendonça em 29/01/2014 08:47:17
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