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10/10/2015 09:58

Boliviano diz não haver integração entre países para o combate ao narcotráfico

Mário Sérgio Lorenzetto
Boliviano diz não haver integração entre países para o combate ao narcotráfico

Ex-presidente boliviano diz que não há integração entre os países para o combate ao narcotráfico e se preocupa com a exportação do gás.

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Jorge Quiroga é um jovem ex-presidente da Bolívia. Ele faz oposição ao governo de Evo Morales. Explica a rota da cocaína: "Os mercados estão segmentados. A Colômbia, através da Venezuela e da América Central, atende ao mercado norte-americano. Peru e Bolívia abastecem o mercado regional sul-americano e o europeu através da África, ainda que algo da Colômbia também chegue à Europa via África. Não há dúvida que não vendemos apenas gás ao Brasil: também estamos vendendo cocaína. Ele também afirma que existem "dúvidas na renovação de contrato de fornecimento de gás natural. Hoje, lamento dizer que é possível que a base da relação deixe de ser o gás natural e passe ser a cocaína". Quiroga se mostra preocupado com o "estado de hibernação no qual as relações entre Bolívia e Brasil se encontram desde o impasse com o Senador Pinto". [Condenado em seu país, o senador boliviano Roger Pinto, ficou mais de um ano asilado na embaixada brasileira em La Paz e chegou ao Brasil, em 2013, em um carro da embaixada brasileira, ao viajar da capital boliviana até Corumbá sem salvo-conduto]. "Eu lamento muito que a integração de esforços na luta contra o narcotráfico sempre esteja fora da agenda das reuniões, sem propostas regionais para além de clichês e discursos comuns".

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Férias de 60 dias barrada pelo STF.

O ministro Luis Roberto Barroso, do STF, deferiu liminar para suspender efeito de um entendimento que assegurou aos procuradores da Fazenda Nacional o direito a férias anuais de 60 dias.

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O espirro de São Pedro ameaça a economia brasileira.

"Capitalismo Global" é o clássico que conta a história da globalização. Seu autor, Jeffry Frieden, reserva raros elogios ao Brasil. Ele relata como o modelo de industrialização com base em substituição de importações, implementado a partir de 1950, criou uma indústria ineficiente, altamente subsidiada e enredada em relações promíscuas com o governo. O resultado foram crises e mais crises.

Muita coisa mudou de lá para cá. A Belíndia (o conceito de que somos uma mistura de Bélgica e Índia) ficou mais Bélgica. No entanto, a mentalidade de desenvolvimento dos anos 50 permanece - só que sem seu efeito positivo, o de criar uma indústria forte. O Brasil é um país em franca desindustrialização, recorrendo cada vez mais à sua velha vocação agrícola para equilibrar a balança comercial. Entre 1995 e 2013, despencamos da vigésima nona para a quinquagésima primeira posição no Atlas da Complexidade Econômica de Harvard. A Tunísia, apenas para dar um exemplo, saltou da posição 73 para uma à nossa frente. Cair em complexidade econômica significa estar com mais ovos em menos cestas. Qualquer espirro mais prolongado de São Pedro, da China ou da Bolsa de Chicago pode ameaçar toda a economia brasileira.

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As usinas cana-milho avançam no país.

Entre uma safra e outra de cana-de-açúcar, as usinas ficam ociosas. Alguns empresários começaram a investir no milho como uma segunda via para a produção de etanol. A vantagem é tripla: o processamento do grão resulta tanto em álcool como em ração animal, o que oferece uma renda extra ao produtor. Ainda há a vantagem de produzir gás carbônico para refrigerantes e água engarrafada. Milho não faltará. O Brasil exportou mais de 20 milhões de toneladas do grão no ano passado.

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