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09/09/2016 07:05

Campo Grande: a pior educação entre as capitais

Mário Sérgio Lorenzetto
Campo Grande: a pior educação entre as capitais

Aula de gestão da educação: Campo Grande recebeu nota zero. Em dois anos, 2013 a 2015, a capital do Mato Grosso do Sul foi a única a ter queda no sistema educacional. Estamos em último lugar na avaliação do Ideb - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica.

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Desde 2005, ano do início das medições do Ideb, Campo Grande melhorava, paulatinamente, seus resultados. As notas, de dois em dois anos, foram: 4,2 (2005); 5,1 (2007); 5,2 (2009) e 5,8 (2011). Um crescimento lento, mas vigoroso. Afinal, sair de 4,2 para 5,8 é uma tarefa difícil.

Mas, a educação da capital muda de rota. Aliás, como tudo mudou. Para pior. Obtivemos nota 5,4 (20013) e, novamente 5,4 (2015). Se não bastasse a incompetência administrativa dos gestores da rede municipal de ensino, ainda obtivemos a má fama de sermos a pior capital do país na educação. Estamos em último lugar em matemática e, em penúltimo lugar em português. Incrível e inaceitável desfaçatez de todos que participaram dessa destruição. De todos, sem exceção.

Campo Grande: a pior educação entre as capitais
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Campo Grande: a pior educação entre as capitais

Educação em detalhes: máquinas de lavar roupas para reduzir faltas

Enquanto a classe média de Campo Grande realizava uma das passeatas pedindo o impeachment de Dilma, está coluna foi a bairros periféricos para entender os motivos de seus moradores não participarem das manifestações. A resposta era simples: "não temos roupa".

Foi esse o entendimento da Whirlpool (Brastemp e Consul), fábrica de aparelhos domésticos. Nos Estados Unidos, a empresa doou 17 pares de máquinas para escolas de periferia. E obteve estrondoso sucesso na redução de faltas. Elas diminuíram em 90%.

A evasão escolar é vista muitas vezes como fenômeno ligado à preguiça do aluno ou como sintoma de desestruturação familiar. Mas, também é, nos EUA, causada por motivos aparentemente fúteis - como a falta de roupas limpas.
As escolas convidaram os alunos a deixarem suas roupas para lavar enquanto assistiam as aulas. Os alunos acordam cedo e são responsáveis por se arrumar sozinhos e vão a pé para as escolas. Não tem roupa lavada e, em dias chuvosos, sujam a roupa do corpo. Por isso, lavar a roupa na escola deu um resultado tão impressionante.

A escola pública brasileira está constituída por deuses da razão do século XIX. As mesmas regras, o mesmo pensamento e as mesmas "verdades". São obsoletas. Não entendem a diversidade de problemas que estão postos e tem de ser enfrentados. Uma máquina de lavar pode ser a solução em uma escola. Em outra, uma quadra de esporte. Na vizinha, talvez, computadores com bons programas... só não vale pedir voto e fazer promessa (o promessômetro vai pegar).

Campo Grande: a pior educação entre as capitais
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Cenário econômico: sai governo, entram empresários?

No ano passado, cerca de 100.000 empresas fecharam as portas. Ainda que os números da economia melhorem, o desemprego aumenta. Todavia, em uma entrevista para a BBC, Flavio Rocha, diretor da Riachuelo, uma das maiores empresas de moda do país, diz que recobrou a confiança no futuro da economia do Brasil. A principal razão, segundo ele, é a destituição de Dilma. "Não é só uma mudança de governo. É o início de uma nova era, de um novo projeto para o Brasil", disse. Ao mesmo tempo a Riachuelo se prepara para iniciar a expansão de sua rede de lojas no próximo ano.

Rocha acredita que a recessão no Brasil tem forma de "V" - uma queda pronunciada que está a ponto de dar o passo para uma forte recuperação. "Até agora, o Estado era o protagonista do crescimento do Brasil. Agora serão os investidores privados que liderarão as mudanças. O setor privado é muito mais rápido para reagir às mudanças", finalizou Rocha. Ele não é o único que acredita nisso.

Uma semana antes do impeachment de Dilma, uma pesquisa com mais de 3.000 líderes industriais apontava que, pela primeira vez desde março de 2014, a maioria das empresas tinha uma visão otimista sobre as perspectivas da economia brasileira. Os mercados reagem com a mesma tendência. Basta ver a trajetória do dólar. Desde que os políticos abandonaram Dilma, a moeda brasileira aumentou 24%.

Campo Grande: a pior educação entre as capitais

Aquiles e a tartaruga originaram o sistema de cobranças de dívidas bancárias

Um truque matemático antigo prova que um poderoso atleta não pode ultrapassar uma tartaruga. É bem conhecido. O pensador grego Zenon de Alea gostava de propor desafios e este é um dos paradoxos que lhe ocorreu. Confiante em sua capacidade, Aquiles, cujo apelido era " pés ligeiros", deu vantagem a uma tartaruga.

Não obstante, o pensador Zenon indica que Aquiles tem de correr primeiro a distância que o separa do lugar em que a tartaruga começou, dando ao animalzinho tempo para adiantar-se um pouco mais.

Logicamente, isso será assim para sempre. Não importa o quão pequena seja a distância entre eles, a tartaruga poderá adiantar-se e sempre Aquiles tentará alcançá-la. Assim, Aquiles nunca alcança a tartaruga.

O paradoxo de Zenon, levou à compreensão de que algo finito, pode ser dividido um número infinito de vezes. Esse é o "conceito de série infinita" que é usado nas finanças para calcular pagamentos de hipotecas ou de dívidas bancárias. É por isso que levamos um tempo infinito pagando-as.




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