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04/10/2014 08:27

Candidatos a Presidência querem leilões bilionários na infraestrutura

Mário Sérgio Lorenzetto
Candidatos a Presidência querem leilões bilionários na infraestrutura

Novos leilões bilionários agitarão o mercado em 2015

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Para os três principais candidatos há um consenso: novos leilões bilionários para a infraestrutura do país deverão ocorrer. O antigo discurso refratário à iniciativa privada desapareceu, tanto para Dilma como para Marina. Existem poucas diferenças, apenas nuances entre os três.

Dilma pretende realizar mais leilões nos aeroportos do país. Salvador, Manaus e Porto Alegre constituirão um novo pacote de concessões de aeroportos. Ela também pretende lançar o edital da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico) no primeiro trimestre de 2015. Outro plano é o investimento na hidrovia Araguaia-Tocantins, que entrou na lista de potenciais concessões. O governo chamaria uma empresa para administrar esse corredor fluvial e bancar obras como balizamentos e dragagens.

Em um muito provável segundo mandato, a equipe de Dilma também quer entregar à iniciativa privada mais quatro lotes de rodovias federais, mas as empreiteiras têm fortes dúvidas sobre a viabilidade dos projetos.

No programa de Marina, o que chama a atenção é a possibilidade de que trechos mais curtos de rodovias sejam concedidos, com vistas a viabilizar a participação de empreiteiras de menor porte. Segundo o documento, a medida vai reduzir os custos de manutenção das estradas e dar agilidade às obras. Ela diz que acelerará as concessões de estradas, portos, ferrovias e aeroportos. Outra nuance que diferencia o pensamento de Marina do de Dilma é a promessa que as concessões não terão caráter arrecadatório. A campanha de Marina não especifica quais concessões que irá promover. Tem receio de cometer outra derrapada pois o responsável por escrever e debater o assunto, o economista Alexandre Rands, não é do setor.

Aécio também defende uma agenda ousada na área de concessões. Pretende entregar mais rodovias e aeroportos ao setor privado. Segundo o economista Samuel Pessoa, um dos auxiliares mais próximos de Aécio, não há necessidade de uma participação tão grande da Infraero nos consórcios que administram os aeroportos concedidos e falta transparência às privatizações de rodovias. O ponto crucial, segundo Pessoa, é trazer mais investidores para a infraestrutura.

Candidatos a Presidência querem leilões bilionários na infraestrutura
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Promessa é mentira socialmente aceita?

Há um valor que definha em nossa sociedade - cumprir o que foi prometido. Esse valor, durante muito tempo, foi muito importante para os brasileiros. Houve época que era inculcado na infância. A pergunta "você promete?" era comezinha. Promessa era dívida, tinha de ser cumprida, mesmo com imenso sacrifício. Quem não cumpria criava imagem de falso, incompetente, desleal e mentiroso.

Os tempos mudaram. Os políticos deixaram de cumprir suas promessas e mudaram tanto que já não "prometem", apresentam "propostas". As promessas políticas, por serem sempre descumpridas sem remorso, foram cada vez menos cobradas.

No mundo empresarial, o fenômeno da falta de credibilidade das promessas está instalado em ampla maioria. Produtos que quebram, serviços que não funcionam, objetivos que não são cumpridos, falta de educação dos funcionários. A gama também é imensa.

A promessa se tornou uma mentira socialmente aceita. Tristes trópicos. Esse é um dos valores que devem ser resgatados. Promessa tem de voltar a ser dívida. Cobrar é um direito com cláusula pétrea, que não pode ser quebrado. A criança tem de voltar a ouvir: "você promete"?

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Maluf, Bernal e Olarte

Ele não pode pisar nos Estados Unidos. A Promotoria de New York o acusa de evasão de divisas e de manter US$ 11 milhões em paraísos fiscais. Seu nome consta da lista de procurados da Interpol. Em 2013, o Tribunal de Justiça de São Paulo o condenou a pagar uma multa de R$ 43 milhões por desvios e superfaturamento. Na última vez que apareceu em Campo Grande, os muros apareceram pichados com a frase: "Cuidado com sua carteira, Maluf vem aí". Esta é uma pequeníssima parte de sua "folha corrida". Maluf é o principal líder do Partido Popular (PP), que conta com muitos seguidores no Mato Grosso do Sul e chapa completa de candidatos. Os nomes mais conhecidos de seus

correligionários são o atual prefeito de Campo Grande e do seu antecessor, a dupla desunida Bernal e Olarte.

Maluf: “Lula volta em 2018!”

Maluf diz que: " A Marina? Não...As ideias dela, de manter o bioma, são para ter 15% dos votos. Manter o bioma é quatro borboletas, cinco cobras, dois sapos e uma taba de índios", definiu. "Precisa perguntar se o índio quer ficar na vitrine como foi descoberto há 500 anos, ou se ele quer automóvel do ano e celular". Já Lula, esse volta em 2018: "Se não voltar, o PT estará muito mal. Não terá outro candidato. Perto do Lula, eu sou comunista. Ele deu empréstimo para banqueiro, para multinacional. Eu não daria". Por fim, disse que não precisa ser Zaratustra para prever a vitória de Dilma neste ano.

Candidatos a Presidência querem leilões bilionários na infraestrutura
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Medicina evolutiva diagnostica tendência à obesidade e preguiça.

Sai a má nutrição e as doenças infecciosas, entram as cardíacas e respiratórias, diabetes, câncer, osteoporose e alergias. Essa mudança, que os especialistas denominam de transição epidemiológica, é a que está no centro dos debates atuais sobre saúde. É um campo relativamente novo da ciência, a medicina evolutiva, voltada para o passado e para entender porque o organismo humano funciona da maneira como é hoje. Esses estudos estão abrindo novas expectativas para o futuro da saúde humana. Depois do conceito genético, vieram as clonagens e sequenciamento e apareceram a biologia evolutiva, biologia molecular e biologia celular.

A ciência evolutiva está explicando por que os seres humanos têm tanta tendência à obesidade e por que é tão difícil combatê-la. Não evoluímos para sermos saudáveis e sim para reproduzirmos da maneira mais eficiente possível. A seleção natural não trouxe adaptações que favoreciam a saúde, mas apenas as que favorecem a reprodução.

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Reprodução humana precisa de gordura

É por isso que a gordura é importante para nossa biologia. Um chimpanzé precisa de 1.400 calorias por dia, mas uma mãe humana precisa de 2.700, porque, além de ter um cérebro grande, tem que alimentar o filho. Os seres humanos, principalmente as mães, precisam de muito aporte energético. Por essa razão, também não gostamos de nos exercitar, pois fazer exercícios não é evolutivo, já que precisamos preservar energia. Ao contrário, é evolutivo e adaptativo ser preguiçoso. Você não tende a gastar energia em processos que não beneficiarão o processo reprodutivo. A medicina evolutiva também está explicando que as doenças crônicas estão se tornando mais comuns ou mais graves porque nossos corpos não se adaptaram às novas condições ambientais, provocadas pela evolução cultural.

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