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07/11/2015 10:47

Centrais sindicais se reúnem para discutir impacto da Lava-Jato sobre empregos

Mário Sérgio Lorenzetto
Centrais sindicais se reúnem para discutir impacto da Lava-Jato  sobre empregos

As centrais sindicais se reúnem para discutir o impacto da Lava-Jato sobre empregos.

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CUT, Força Sindical e as outras quatro centrais sindicais brasileiras se reunirão no dia 09 de novembro para discutir uma proposta de saída para a crise. É a primeira vez que isso acontece. A principal preocupação é o impacto da Operação Lava-Jato sobre empresas e empregos. Segundo o Dieese, órgão de assessoramento dos sindicatos "falta institucionalidade aos órgãos envolvidos nas investigações de corrupção no Brasil para lidar com instrumentos como os acordos de leniência [que permite ao infrator participar da investigação, com o fim de prevenir ou reparar danos de interesse coletivo], o que coloca em risco mais empregos". Por isso, embora as centrais sindicais estejam preocupadas com a situação de toda a indústria, deverão debater prioritariamente os setores de petróleo, construção civil e naval. "A ideia é atuar em duas frentes: na mobilização de trabalhadores e na construção de acordos com o empresariado". Outro tema que poderá ser levado ao debate é " a criminalização do esforço de internacionalização de empresas brasileiras". Todavia, o ativismo sindical no país vive um momento difícil, com uma política macro extremamente hostil e a inexistência de uma política industrial. Em verdade, a política industrial brasileira é obsoleta e está destroçada.

Centrais sindicais se reúnem para discutir impacto da Lava-Jato  sobre empregos
Centrais sindicais se reúnem para discutir impacto da Lava-Jato  sobre empregos

14 demitidos por minuto.

Para o demitido, o desemprego é devastador. Traz a incerteza para dentro do seu lar. Exige cortes de gastos. Atinge toda a família. Coloca o patrimônio em risco. E não raramente, corrói a autoestima. Para o país, o desemprego também é devastador. Aumenta a inadimplência. Reduz o consumo. Eleva a informalidade, enfim, joga a atividade econômica para baixo. Como o cenário econômico não para de piorar, a estimativa é que teremos um ritmo assustador de desemprego: 14 demitidos por minuto.

O país já teve períodos de demissão em massa no passado. A taxa de desocupados já foi maior. Mas nunca vimos uma deterioração tão rápida no emprego. Em dezembro do ano passado, o desemprego era de 4,3%. Em agosto de 2015 já estava em 7,6% e, pelas projeções dos institutos que o estudam, chegará a 10,5% em dezembro de 2015. Enquanto isso, os castelos de fadas e do ogro de Brasília - Executivo e Legislativo, respectivamente - se ocupam, exclusivamente, da manutenção de seus tacanhos e mesquinhos interesses: com quem ficará o poder.

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Centrais sindicais se reúnem para discutir impacto da Lava-Jato  sobre empregos

Se Cuba exporta médicos, o Brasil deveria exportar engenheiros. Sobram engenheiros no mercado.

De janeiro a agosto, a construção civil demitiu 178.000 pessoas no país. Quase 13.000 engenheiros foram demitidos desde janeiro. Em 2010, ocorreu o apagão de mão de obra e as construtoras não paravam de fazer propostas para atrair os funcionários das concorrentes. Salários de R$10.000 eram comuns para os recém-formados. O quadro se inverteu. Os motivos decisivos de tamanho desemprego dos profissionais mais procurados no mundo são a crise na construção civil e a Operação Lava Jato. Seria difícil para o governo brasileiro organizar um sistema de exportação desses profissionais? Há mais vagas para engenheiros do que para médicos no mundo.

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O direito à liberdade dos golfinhos, chimpanzés e elefantes.

Golfinhos são altruístas - vocalizam em desespero quando veem um indivíduo da espécie ser capturado. Chimpanzés tem cultura própria, o repertório vocal de um grupo de chimpanzés da Tanzânia é distinto do de outro da Costa do Marfim. E os elefantes são capazes de inventar ferramentas como os humanos - por exemplo, usam galhos para se coçar ou para espantar pernilongos.

Partindo da premissa de que os cetáceos, primatas e paquidermes tem atestada, por vasta literatura científica, a complexidade emocional desses animais, fundaram nos Estados Unidos uma organização para defender suas liberdades nos tribunais. A Nonhuman Rights Project, que é financiada por doações, capta mais de US$ 350 mil anuais. Seus advogados disparam pedidos de habeas corpus no país inteiro. Eles dizem que "aplicar os conceitos de liberdade e igualdade apenas a humanos é irracional e arbitrário". Reivindicam que certos animais sejam promovidos ao status de "pessoa legal". Por aqui seria interessante ver algum grupamento de advogados lutando para que humanos sejam tratados como humanos. A escravidão em fazendas e carvoarias, bem como a violência, desumanizam.

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