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25/02/2014 07:54

Clima preço e custo de produção deixam produtores ressabiados

Mário Sérgio Lorenzetto
Clima preço e custo de produção deixam produtores ressabiados

Os produtores agropecuários estão ressabiados

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O índice de confiança médio da categoria ficou em 97,5 pontos. Com uma escala que vai do deprimido zero, passa pelo neutro 100 e termina no eufórico 200.

Os pecuaristas são os mais pessimistas apresentando um índice de confiança de 96,9 e os agricultores estão muito próximos com 97,6. Quem puxa para baixo na escala do pessimismo na agricultura são os produtores de cana, café e laranja em contraste com os produtores de soja e algodão.

Os sojicultores ainda trabalham com a perspectiva de preços internacionais mais firmes ao longo do ano, apesar da má notícia para os brasileiros dada pela USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de aumento da área de plantio naquele país na safra 2014/2015.

O pessimismo na agricultura é classificado quanto a seus custos, com índice de 61,6 pontos. Com a economia brasileira eles também estão preocupados – o índice é de 84,9, mas estão confiantes com a produtividade – 105,1.

Os problemas elencados pelos produtores agropecuários, o clima foi citado por 46,8% dos entrevistados. Em seguida aparecem os preços de venda dos produtos – 38,8%, o aumento do custo de produção com 33,8%, a alta incidência de pragas e doenças – 31,9%. A legislação ambiental é preocupação de 23,9%, a infraestrutura logística é dor de cabeça para 21,2% e a legislação trabalhista para 21,1%.

Esta extensa pesquisa em todo o país, realizada com 1,5 mil produtores agropecuários, foi encomendada pela Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) em conjunto com a OCB (Organização de Cooperativas Brasileiras) estão no novo Índice de Confiança do Agronegócio – IC Agro.

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Feriados custarão R$ 368 milhões a Mato Grosso Sul em 2014

É o que aponta o estudo “Custo Econômico dos Feriados” divulgado ontem pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). As perdas estão relacionadas ao PIB (Produto Interno Bruto) da indústria. No país, a projeção é de que haja perdas de R$ 45,5 bilhões neste ano. O valor está 2,8% acima do avaliado em 2013 e representa dizer que a economia brasileira deixará de produzir 3,6% do PIB indústria.

Neste ano, as perdas serão maiores, segundo a Firjan, porque dos 44 feriados, 30 cairão em dias úteis. O que contribui para a redução da produção de riqueza é, ainda, a prática dos enforcamentos de dias úteis – pontos facultativos – intercalados entre feriados e fins de semana.

Dos feriados nacionais, oito de 12 ocorrem em dia de semana possibilitando o ponto facultativo. É o caso, por exemplo, do Dia do Trabalho (1º de maio, quinta-feira) e Corpus Christi (19 de junho, quinta). Os feriados da Independência do Brasil (7 de setembro), Nossa Sra. Aparecida (12 de outubro), Finados (2 de novembro) e Proclamação da República (15 de novembro) caem no fim de semana. Mato Grosso do Sul vai deixar de produzir bastante, mas o campeão de perdas será São Paulo, com R$ 15,6 bilhões, seguido do Rio de Janeiro, R$ 5,5 bilhões, e de Minas Gerais, R$ 4,5 bilhões.

A Firjan defende a revisão dos feriados e o fim dos enforcamentos – ou feriadões – como forma de reduzir o “Custo Brasil” e aumentar a competitividade da indústria brasileira. A federação não pontuou, mas alerta que haverá perdas maiores ainda neste ano em decorrência dos feriados que serão decretados nos dias de jogos da seleção brasileira por ocasião da disputa da Copa do Mundo.

Clima preço e custo de produção deixam produtores ressabiados
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Big data diz que o etanol é mais competitivo do que diziam

A Ecofrotas é uma empresa especializada em gestão de frotas corporativas e durante muitos anos guardou em seus bancos de dados, informações sobre o consumo de álcool e gasolina dos seus clientes. Eram dados valiosos, mostravam o consumo de combustíveis por quilômetro rodado de 410 mil veículos flex fuel. Ela resolveu contratar uma consultoria para fazer um “big data”, avaliar os dados. Chegou à conclusão de que o etanol apresentava um rendimento médio equivalente a 79,52% do desempenho da gasolina. Antes do big data, o mercado dizia que o rendimento do etanol era de 70% do gerado pela gasolina.

A consultoria contratada pela Ecofrotas foi a KPMG, uma das maiores do mundo. O estudo do consumo dos 410 mil veículos foi feito tendo como base 31 meses de desempenho dessa frota.

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Desempenho do Agile e Fox foi o melhor

Os veículos que apresentaram o melhor rendimento com etanol foram os modelos Agile e o Fox. Eles rodaram, em média, 7,94 quilômetros com 1 litro de álcool e com a gasolina, rodaram 9,64 quilômetros. Uma relação de 82%.

Em seguida empataram o Astra, Siena, Polo Sedan, Voyage e Vectra, e as pick ups – Saveiro e Fiat Strada. Nesses carros, o etanol teve desempenho equivalente a 79% do da gasolina.

O menor índice de aproveitamento do etanol, de 77%, foi registrado entre o Celta, Classic, Clio, Corsa, Uno e Fiesta. Todos foram fabricados entre 2004 e 2011.

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Adube o cérebro – caminhe ou corra

Um grande estudo publicado no periódico The Lancet, especializado em neurologia, oncologia e infecções, tomou por base um grupo de quase 1,5 mil pessoas que foram seguidas ao longo de 20 anos, mostrou que pessoas que faziam exercícios aeróbicos – caminhada, corrida, ciclismo e natação – tiveram mais do dobro de não sofrer algum comprometimento da capacidade de obter conhecimento. Isto é, os indivíduos que praticavam esses exercícios pelo menos duas vezes por semana tinham menos chance de desenvolver demência.

Os exercícios provavelmente contribuem com mudanças duradouras no cérebro. Por ser um dos órgãos que mais consome energia, o cérebro depende de uma dieta constante de nutrientes e oxigênio. Quem leva esses alimentos e oxigena as células nervosas é uma complexa rede de vasos sanguíneos.

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Estímulo à produção de substâncias pelo organismo...

As atividades físicas aeróbicas encorajam a construção dessas redes de vasos e também facilitam sua manutenção. Elas também provocam a liberação de neurotransmissores como a serotonina, noradrenalina e dopamina, os mesmos estimulados pelos antidepressivos e medicamentos para hiperatividade. Ou seja, uma corridinha na esteira ou uma pedalada na bicicleta pode se parecer com uma mistura de Prozac com Ritalina. Os exercícios também estimulam a produção de substâncias que regulam o desenvolvimento do cérebro, os fatores de crescimento. Essas substâncias são apelidadas de “adubo cerebral”, por criarem um ambiente no qual os neurônios podem prosperar e também por promoverem a formação de novas conexões.

Clima preço e custo de produção deixam produtores ressabiados
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Nos números do futebol, os piores jogadores decidem, não os craques

A “Tragédia do Sarriá” é um dos marcos do futebol brasileiro que divide opiniões com a final da Copa do Mundo de 1950 quando fomos derrotados pelo Uruguai em pleno Maracanã.

No estádio do Sarriá, em Barcelona, em 1982, tínhamos um “dream team”, comandado por Zico e fomos derrotados pela Itália de Paolo Rossi.

Outra grande zebra do futebol mundial foi a derrota da Laranja Mecânica, a seleção da Holanda, do tempo de Johan Cruyff que foi derrotada pela mediana seleção alemã na Copa de 1974.

Ocorreram e continuarão a existir enormes zebras no futebol e com a aproximação do início da Copa do Mundo em junho, o tema das zebras volta à tona.

Quem mais instiga o debate são – o estatístico Chris Anderson e especialista em estratégias David Sally – que tentam explicar algumas dessas situações bizarras por meio de fórmulas. Uma das teses defendidas por eles é a de que os piores jogadores de um time acabam decidindo mais que os craques. Isso supostamente aconteceria porque os lances capitais são aqueles em que há a troca da posse da bola. Ou seja: os erros são mais importantes que os acertos, no balanço final.

Talvez, essa tese se aplique a maioria dos jogos. Há de se considerar os fatores humanos, nem sempre, estatisticamente, tão previsíveis.

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O povo mais feliz do mundo é o brasileiro?

Ostentamos esta marca em propagandas sem a devida avaliação científica. O relatório The World Happiness Report 2013, preparado pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU (Organização das Nações Unidas) afirma que nós brasileiros ocupamos apenas a vigésima quarta posição no cômputo mundial.

O povo mais feliz vive na Dinamarca, seguido pelos noruegueses, suíços, holandeses e suecos.

O Brasil não é um reduto de alegria como nos propomos a pensar, mas estamos à frente da França e da Alemanha.

As turbulências econômicas pesaram nas posições da Espanha, Itália, Grécia, Portugal e Egito. Todos esses europeus abaixo do trigésimo lugar e os egípcios em centésimo trigésimo lugar.

A classificação engloba 156 países e é feita a partir de critérios como riqueza, liberdade política, redes sociais fortes, ausência de corrupção, saúde mental e física, segurança no trabalho e estabilidade familiar.

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