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20/12/2014 09:21

Como avós podem escolher o presente de Natal adequado para a geração Z?

Mário Sérgio Lorenzetto
Como avós podem escolher o presente de Natal adequado para a geração Z?

Avós e os presentes de Natal para a geração Z

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A geração Z é formada por todos que nasceram após a segunda metade dos anos 1990. E a maioria dos avós de hoje são originários da geração baby boomer, os nascidos nas décadas de 1950 e 1960, que foram um dia muito questionadores e transformadores das relações familiares.

Ainda que o diálogo possa ser mais fácil entre esses novos avós e netos, é importante, vez ou outra, tentar se inteirar do que acontece no universo em constante evolução dos netinhos. Além de criar laços e garantir uma parceria mais duradoura, isso ajuda, por exemplo, na hora de escolher o presente de natal. Experimente passar uma tarde com eles e elas jogando videogame. Certamente você obterá boas informações, o que não o impede de perguntar "na lata" o que eles desejam de presente. Mas pode ser importante consultar os pais antes de sair para as compras, pode evitar a compra em duplicidade do presente e, mais importante, não estourar os tímpanos dos pais com presentes barulhentos. Afinal, não serão os avós que terão de ouvir à exaustão uma boneca falante ou os longos ensaios de guitarra ou teclado no quarto.

Em vez disso, que tal optar por uma camiseta do Corinthians ou um kit de maquiagem? DVDs e games também costumam agradar. A alternativa do vale-presente é quase sempre bem aceita, mas não vale um par de meias brancas, é frustração na certa. Experimente a compra de um ingresso para o show musical preferido ou a matrícula em um curso de música ou de línguas.

Como avós podem escolher o presente de Natal adequado para a geração Z?
Como avós podem escolher o presente de Natal adequado para a geração Z?

Avós são a cara do Natal

Agradar os netos adolescentes é tarefa para leão - música e moda é missão impossível. O limite nunca é o dinheiro e, sim, a imaginação. Experimente dar presente de "gente grande", como um relógio, uma máquina fotográfica, uma estante ou uma escrivaninha. Kits de química, um microscópio, uma luneta ou um binóculo podem encantar. Não se prenda aos estereótipos machistas. Por que não dar um trem elétrico ou

um carrinho para uma garota? Ou um kit de cozinha para um menino que adora fazer experiências no fogão?

Crianças mais velhas ou adolescentes talvez gostem de ganhar dinheiro para usar em projetos, como uma viagem, ou a aquisição de um novo smartphone; participe, não apenas com o dinheiro, mas com a construção e viabilização do projeto. Afinal, tanto quanto o Papai Noel, os avós são a cara do natal.

Como avós podem escolher o presente de Natal adequado para a geração Z?

Limites da ambição

Um tema recorrente nos debates é o da ambição. Esse desejo ou aspiração tanto pode nos levar ao sucesso e ao crescimento, como a um caminho radicalmente oposto. Uma das melhores analogias acerca da ambição vem da mitologia grega. A história de Dédalo e de seu filho Ícaro ilustra bem o tema. Dédalo e seu filho foram aprisionados em um labirinto por Mino, rei de Creta. Dédalo teve uma ideia genial, construiu asas para escapar do labirinto e levou seu filho junto. O pai sabia até onde podia voar, conhecia os limites das suas asas e as ameaças do ambiente. Já Ícaro, fascinado com a experiência, ignorou as recomendações do pai, aproximando-se demais do sol. A cera que segurava suas asas derreteu e Ícaro caiu ao mar, vítima da ambição extremada. Não é difícil enxergar a carreira de alguns políticos e empresários nesse mito proveniente de uma cultura milenar. Asas queimadas pela exposição excessiva ao sol não é uma experiência. Estamos vendo mais um Ícaro cair ao mar. Outros tantos seguirão o mesmo caminho.

Como avós podem escolher o presente de Natal adequado para a geração Z?
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Afinal, quem inventou o rádio?

O alemão Henrich Hertz inventou o rádio? Ou terá sido o francês Édouard Branly? Pode ter sido o russo Aleksandr Popov ou o padre Roberto Landell de Moura, que, em 1889, inventou um aparelho que transmitia e captava a voz humana por cerca de 7 mil metros de distância, sem a utilização de fios como demonstrou, em São Paulo, diante do cônsul britânico. Enfim, há muitos pretendentes para o título de inventor do rádio. E nessa lista entra o italiano Guglielmo Marconi. Nascido em uma família rica, perto de Bolonha, em 1874, Marconi participa dessa história da invenção do rádio por conseguir transmitir, em 1895, um sinal de rádio a uma distância de 1.700 metros. Seu irmão captou o sinal em um aparelho receptor e acusou a recepção...com um tiro de fuzil. Uma estreia barulhenta.

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Guglielmo Marconi foi herói no desastre do Titanic

O talento de Marconi não foi imediatamente reconhecido em seu justo valor pelas autoridades de seu país. Amargurado, estabeleceu-se, em 1896, na Inglaterra. E foi lá que ele aperfeiçoou sua invenção, tornando-a operacional a distâncias cada vez maiores. Tornou-se empresário, sua empresa oferecia um serviço de radiotelegramas e, em 1909, Marconi recebeu o Prêmio Nobel de Física.

Mas o público se apaixonaria de verdade pela invenção em 1912, quando esta permitiu o salvamento de 700 passageiros do Titanic. "Marconi, o gênio, o herói", exclamaram os jornais. Ele faleceu em 1937, ano da invenção do radar. A notícia de sua morte foi divulgada pelas rádios do mundo inteiro, a mídia que ele próprio havia participado da invenção ou pelo menos impulsionado decisivamente.

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