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12/10/2013 07:50

Dia das crianças – movimento é dinheiro de gente grande

Mário Sérgio Lorenzetto
Dia das crianças – movimento é dinheiro de gente grande

Sabe quais as companhias que tiveram faturamento de gente grande vendendo brinquedos? Vamos à lista:

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1.Nintendo – nem poderia ser diferente. Essa empresa japonesa, criadora do Super Mario Bross, faturou no ano passado US$7,8 bilhões. Dos dez jogos mais vendidos na história, os dez são da Nintendo.

2. Mattel – está enganado quem pensou em frigorífico (existia um com esse nome). Embora seu carro chefe – a boneca Barbie – esteja em decadência, a empresa resiste com a linha para bebês Fisher Price. Ainda é a maior empresa de brinquedos não eletrônicos. Essa norte-americana faturou US$ 6,4 bilhões em 2012.

3. Lego – produz 68 mil peças de seus jogos por minuto. Isto mesmo, por minuto. A empresa diz que é possível montar 915 milhões de combinações com apenas seis peças. Os adultos também entram no jogo – 5% dos brincalhões têm mais de 18 anos. Com sede na Dinamarca, faturou US$ 4 bilhões no ano passado.

4. Hasbro – nunca ouviram falar. Pois é. Essa companhia norte-americana fabrica o conhecido Monopólio que já vendeu 275 milhões de unidades. Também criou o Cabeça de Batata e é dona de toda linha dos super heróis da Marvel. Seu faturamento em 2012 atingiu US$ 4 bilhões.

5. Sony – PlayStation – essa japonesa vende muito. O primeiro PlayStation vendeu mais de 100 milhões de unidades, o segundo foi a 150 milhões, o de número três alcançou 75 milhões e veremos agora a performance do 4. Faturamento em 2012: US$ 3,5 bilhões.

No ano passado, as 372 indústrias brasileiras de brinquedos faturaram R$ 3,8 bilhões. Se todas estivessem sob uma mesma marca, uma só empresa estaria em nono lugar no ranking mundial. Ainda assim, um bom resultado.

Dia das crianças – movimento é dinheiro de gente grande

Quanto dar de mesada?

Conversa e informação. Esses são os pontos principais para iniciar o pagamento da mesada às crianças. É por meio desse esclarecimento que você pode ajudar seu filho um futuro de sucesso ou fracasso financeiro. Os conselhos são da Bovespa, que tem um programa especial de educação financeira para crianças e adolescentes.

Quer dar a mesada? Ótimo. O primeiro passo é esclarecer sobre a quantia ser oferecida. Seu filho tem capacidade para lidar com dinheiro já a partir dos três anos, segundo a Bovespa. Dos três aos 11, é plausível instituir semanadas e a mesada vir só ao fim do décimo primeiro ano. Até lá, seu pequeno vai criar o hábito de esperar pela mesada e, quando chegar o tempo necessário, saberão administrar. Nessa época é importante administrar sentimentos comuns a crianças dessa idade, como ansiedade e impulsividade. E lembre-se, uma moeda de R$ 1 é o suficiente até os cinco anos.

Dos seis aos 11 anos muda o cálculo, que passa a ser R$ 1 por idade no dia marcado da semana. E é esse o ponto em que a criança é estimulada a traçar metas de curto prazo para aplicar o dinheiro que recebe. A maturidade para receber mesadas chega aos 12 e o cálculo para o pagamento também muda, ficando da seguinte maneira: entre 12 e 14 anos, multiplique a idade por R$ 8. Dos 15 aos 18, por R$12. Não se sinta pressionado se o orçamento familiar não comportar o pagamento. O importante é o filho ter consciência da realidade dos pais.

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Dia das crianças – você sabe qual é a melhor fralda?

A venda de fraldas é um negócio que explodiu no Brasil. A nova classe média comprou em enorme quantidade e o faturamento desse setor chegou a R$ 3,7 bilhões, sem contar o contrabando que é feito por tonelada. A boa fralda deve atender a seis requisitos:

1. Não tecido externo – as fibras devem ser fundidas e de polipropileno. Não tem função prática, apenas dá a sensação de conforto.

2. Filme barreira - o “chassis” onde a fralda é montada. Deve bloquear vazamentos. Polietileno é o material ideal. Deve ser opaco, e evitar barulhos ao dobrar.

3. Núcleo absorvente – é a “alma da fralda”. É uma combinação de polpa de celulose e um polímero de alta tecnologia absorvente denominado SAP, uma espécie de sal que quando é molhado vira um gel. Os melhores têm indicadores de umidade e inibidores de odor.

4. ADL – essa sigla é na verdade um não tecido muito importante, faz a urina correr em várias direções e não se concentrar em um só ponto.

5.Não tecido interno – normalmente é de polipropileno, mas as melhores adotam o polietileno, mais macio e confortável.

6.Orelha elástica – o problema ainda não resolvido nas fraldas. A questão está na elasticidade. Um material muito rígido dificulta o ajuste, mas se for muito elástico pode ficar frouxo após algumas horas de uso.

As melhores trazem esses componentes descritos na embalagem, basta ler e escolher de acordo com o preço.

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Produtos para gestantes – fôlego para crescer

Apesar da queda dos níveis de fecundidade, a fertilidade programada aumenta o nascimento de gêmeos, um acréscimo de 17% desses partos. Outro fator é a maior independência financeira feminina e a crescente opção por ter o primeiro filho após os 27 anos, o que eleva seu poderio econômico na hora de comprar.

Quais os erros que não podem ser cometidos na abertura de uma loja para as grávidas? Quem monta o cenário é Daniela Lobo, proprietária da loja de roupas Zazou, aberta em 2001, e uma das pioneiras em fazer moda para gestantes.

A primeira informação é a de que se você deseja vender 10 mil peças, precisa ter 50 mil disponíveis. Sempre vezes cinco, ela ensina. Ela diz que as paulistanas gostam de roupa preta, as sulistas não curtem roupa colorida, que por sua vez são bem aceitas no Rio e no Nordeste e o Centro-Oeste não tem definição, ora seguindo as paulistas e ora as cariocas.

A maior dificuldade é encontrar a modelagem correta. Tem de chegar ao modelo de excelência. O principal segredo é o acerto da modelagem, muito difícil em mulheres grávidas.

Respeito e cautela!

Atitude crucial é jamais perguntar a uma cliente de quantos meses está grávida. Ela pode ter tido a criança, e nesse caso, se sentirá péssima e nunca mais pisará em sua loja. Outro pecado mortal é abrir loja para grávida em shopping. O estacionamento é longe e a grávida não pode andar em demasia. Com o senta e levanta para experimentar as roupas, elas sentem muita vontade de ir ao banheiro e em shoppings é impossível ter banheiro interno na sua loja.

O espaço deve oferecer ar condicionado. É, a grávida sente muito calor e o provador precisa ser maior que o tradicional. Almofadas em grande quantidade devem ser distribuídas por toda a loja para o apoio das futuras mamães. O balcão para o caixa precisa de menor estatura. Sobre a preferência, as calças jeans e as pretas são campeãs de vendas e representam 50% do total. Em terceiro lugar estão as roupas de festas com 20% seguidas da moda praia e fitness.

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Ser teen, vender para tens!

Os adolescentes não existiam até 1950. Eles faziam o que os pais determinavam e imitavam os adultos em tudo. D lá para cá, muita coisa mudou. Os teenagers, englobados na faixa dos 12 aos 18 anos, agora têm opiniões próprias, impõem os seus gostos pessoais e se transformaram em um segmento importante de consumidores. Movimentaram US$ 208 bilhões no mundo para a aquisição de produtos, marcas e conceitos inovadores. Acredite: os tens estão cada vez mais propensos a valores sociais e culturais, além de privilegiar marcas e produtos associados ao consumo consciente.

No Brasil, nove em cada dez adolescentes têm telefone celular e oito em cada dez envia mensagens de texto diariamente. Trocam de smartphones a cada 14 meses, em média. As compras on-line não são populares nesse meio, porque apenas 14% têm cartão de crédito. No uso da web, em primeiro lugar estão as redes sociais, depois trabalhos escolares e, por último, as compras. A publicidade é considerada por 41% o fator mais importante para decidir uma compra. Para comunicação e entretenimento, 74% utilizam a internet e para as roupas é que vão 25% do dinheiro de um adolescente.

Multifacetados!

Os tens ouvem música, falam ao telefone e assistem TV – tudo ao mesmo tempo. É uma geração display. São obcecados por se verem e serem vistos. Até o processo de paquera mudou. Primeiro o teen se mostra e depois conhece.

Os produtos importados mais valorizados são: jeans, com 91%; relógio de pulso também com 91%; tênis têm 88%; camisetas 87%; perfumes 70% e mochilas 66%.

Pesquisas mostram que os adolescentes gastam em primeiro lugar com roupas e acessórios. Só depois vêm os lanches fora de casa e, em seguida, as guloseimas. Em quinto lugar estão os barzinhos e danceterias. Atrás vêm os CDs, seguido por passeios. Em nono lugar aparece material escolar e, em décimo estão os cinemas, teatros e shows.

Dia das crianças – movimento é dinheiro de gente grande

O que você quer ser quando crescer?

A pergunta mais ouvida na infância é o que você quer ser quando crescer? Os meninos, via de regra, respondem: bombeiro, polícia, jogador ou cantor. As meninas se vinculam mais ao magistério, à medicina e a moda. Nas escolas, os jovens continuam sendo direcionados às denominadas profissões liberais – engenheiro, médico, advogado...

O conhecimento profissional é valorizado e compreendido na academia. Com frequência, esse conhecimento está sendo transformado em commodity, despindo-se das roupagens distintivas das profissões individuais.

Nick D´Aloiso, um jovem de 15 anos. Seus professores não estavam preparados para auxiliá-lo no desenvolvimento de um programa de computador (a moda denomina de app – aplicativo) que reunia notícias de diversas fontes em partes digeríveis em smartphones. Esse app, Summly, foi vendido para o Yahoo por dezenas de milhões de dólares.

De maneira idêntica, os professores não sabiam o que fazer para auxiliar Mark Zuckerberg quando ele montou as primeiras versões do Facebook. Ele virou um bilionário aos 23 anos.

O ser humano sempre se comportou dessa maneira desde que, entre 60 mil e 125 mil anos, o homem moderno deu seus primeiros passos para fora da África. Colonização e subsistência andando lado a lado, mas sempre acompanhados pelo pioneirismo, algumas poucas pessoas que eram estimulados pela curiosidade e experimentação.

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Dia das crianças – movimento é dinheiro de gente grande

Impulsão...

A mudança social é como uma torneira vazando: no início ela pinga, mas depois ela derruba tudo como uma onda. O inventor Richard Arkwrigth criou uma das primeiras tecelagens na Grã Bretanha, durante a Revolução Industrial. Foi tão pioneiro como Zuckerberg, experimentando e aperfeiçoando uma nova máquina de fiação.

Melhoram máquinas, fazem processos evoluir ou mesmo roubam a ideia de outro. O que os inventores na Revolução Industrial estavam fazendo sem nem mesmo perceberem? Sem saber, eles estavam criando o emprego. Trabalho remunerado regular e contínuo, que exigia habilidades pelas quais as pessoas eram recompensadas em troca de níveis consistentes de produtividade.

Divisor de águas!

Durante mais de 200 anos, o emprego evoluiu por meio de hierarquias divisórias, administração científica, programas de treinamento, qualificações definidas e sindicatos que negociam coletivamente em nome dos trabalhadores.

Todos reconheceram a Revolução Industrial como um divisor de águas na maneira como trabalhamos. Tão fundamental como a Revolução Agrícola que ocorreu há 10 mil anos. Os povos do Oriente Médio começaram a cultivar algumas plantas e criaram excedentes, impulsionando o comércio.

Hoje é difícil qualificar o trabalho, menos ainda o emprego. Muitas profissões estão desaparecendo e outras tantas estão surgindo.

Talvez o correto para a atualidade seria aconselhar os filhos a seguirem suas estrelas individuais. Que identifiquem algo que gostem e que sobressaiam. Em geral, as duas coisas então relacionadas. O passo seguinte é explorar maneiras – percursos educacionais, qualificações e experiências no mercado – que os ajudarão a realizar suas aspirações. Não há nada de errado em ousar sonhar. Há uma vida inteira de desgostos em persistir em um trabalho que oferece pouca ou nenhuma recompensa.

Dia das crianças – movimento é dinheiro de gente grande



. As discussões apresentadas ajudam a esclarecer sobre a educação acerca de questões financeiras. Contudo, não podemos esquecer o quanto de crianças ainda estão longe de ter o privilégio da mesada. Como sempre, a coluna está muito bem elaborada.
 
Carolina Farias em 12/10/2013 12:25:30
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