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12/06/2016 07:00

Dia dos Namorados. Dia dos amores frágeis e fluidos?

Mário Sérgio Lorenzetto
Dia dos Namorados. Dia dos amores frágeis e fluidos?

Desde o começo do ano 2.000, Zygmunt Bauman escreve sobre a fragilidade das relações atuais. Ela afirma que estamos cada vez mais aparelhados com iphones, tablets e notebooks. Tudo para disfarçar o antigo medo da solidão. O contato via rede social tomou o lugar de boa parte das pessoas, cuja marca principal é a ausência de comprometimento. Amor líquido é a marca das relações atuais. As relações se misturam e se condensam com laços momentâneos, frágeis e volúveis. Em um mundo cada vez mais dinâmico, fluido e veloz. Seja real ou virtual. Para muita gente, aplicativos como Tinder, Happn e Grindr são o tiro de misericórdia no coração amoroso da sociedade.
O de maior sucesso, no momento, é o Happn. Esse app francês, que usa geolocalização para mostrar pessoas que se cruzaram e apresentar possíveis parceiros, foi criado em 2014, chegou ao Brasil em 2015 e já conta com 1,7 milhão de usuários à procura de um "lance". O Brasil já é o principal mercado do aplicativo, que tem mais de 10 milhões de perfis cadastrados no mundo.
Há outro debate em voga além dos amores fluidos, as mulheres passaram a tomar a iniciativa nos relacionamentos. As pessoas mais conservadoras continuam achando que essa posição não é natural, mas é um fato irretorquível. Hoje, a imensa maioria das mulheres não precisam mais ter vergonha de nada, e os apps ajudam. Outra discussão é a que afirma que a "cultura da pegação" ( que não é nova) colidiu com os apps de paquera como um meteoro, destruindo os rituais de flerte. Enfim, aproveitem o Dia dos Namorados 2016. Pode ser com outro em 2017.

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O legado de problemas que as Olimpíadas deixarão.

Ainda que a imprensa tenha resolvido "esquecer", os Jogos Olímpicos Rio 2016 deixarão um extenso legado de problemas. Na área política, há uma CPI instalada na Câmara de Vereadores que visa investigar os contratos com empreiteiras, os gastos e os incentivos fiscais.
Um levantamento governamental divulgado em abril informou que 11 operários faleceram em obras direta ou indiretamente relacionadas ao evento esportivo. Comparativamente com a Copa do Mundo, o legado de acidentes fatais nas obras dos jogos olímpicos é maior, na Copa morreram 8 operários nas doze cidades-sede.
Mas legado ruim mesmo é o que já está vicejando. A ameaça do zika vírus vem empanando o marketing brasileiro no mundo. Somos vistos como um país que além da eterna falta de segurança, também não sabemos tratar de problemas de saúde, nem mesmo aqueles que dependem mais de prevenção que de cura.

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Os Jogos Olímpicos movimentaram R$75 bilhões.

Acaba de ser publicado o maior estudo já feito sobre a economia dos Jogos Olímpicos. Os números fazem parte do "O Valor dos Jogos Olímpicos" desenvolvidos pela EY, que é apoiadora da Rio 2016. Uma das principais análises do estudo faz um contraponto entre a organização dos Jogos Olímpicos de Londres , em 2012, e os do Rio 2016. Os dados informados pela EY mostram que, em 2012, o financiamento público para a realização dos Jogos de Londres representava 80% do total do orçamento. No Rio 2016, a previsão é que a participação dos tesouros federal, estadual e municipal não ultrapasse 40%. É possível que esses dados tenham substância, só na construção dos inúmeros prédios de apartamentos do Porto Maravilha, um empreendimento privado (com empréstimos do BNDES), foram gastos mais de R$ 9 bilhões. Há ainda um valor não divulgado de gastos com a construção de hotéis. O que se sabe é que ocorreu o aumento de 116% na oferta de quartos na rede hoteleira e esses empreendimentos, com certeza, também custaram alguns bilhões.




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