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31/05/2016 08:23

Drogas, o comportamento de humanos e ratos

Mário Sérgio Lorenzetto
Drogas, o comportamento de humanos e ratos

Há uma imensa gama de teorias que procuram explicar o porque de muitas pessoas se viciarem com drogas e outras não. Explicações químicas, biológicas e físicas explicam quase tudo. Mas não tudo. Um experimento clássico colocava em uma gaiola um rato com acesso a duas fontes de água. Uma era água limpa e outra misturada com cocaína. O ratinho bebia das duas e terminava gostando mais da água com cocaína. Bebia até morrer. O experimento foi repetido à exaustão. Quase sempre com o mesmo resultado.

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Ate que Bruce Alexander, um cientista canadense, tentou algo diferente: criou o Rat Park, uma gaiola cheia de bolinhas coloridas, túneis divertidos e boa comida. Lá despejou alguns ratinhos que podiam brincar e comer à vontade. Colocou também as duas fontes de água - uma limpa e outra com cocaína. O resultado foi sensacional: nenhum ratinho se tornou dependente de cocaína.

Os cientistas construíram outros paralelismos para a questão. Verificaram que doentes tratados com morfina via de regra não se tornam dependentes. A chave está na socialização. Quando o indivíduo é amado, bem tratado e se sente protegido raramente adere ao vício. Pessoas que estão bem com seus semelhantes não procuram prazer no universo das coisas.

Sobre a coragem há um livro, "Jonas vai morrer", de Edson Athayde, um famoso e conceituado storyteller, que é muito provocativo. Ele relata: "Uma vez li um estudo, uma comparação entre ratos e homens. O teste passava por desferir marteladas nas cabeças de camundongos e humanos até que morressem. Os ratos emitiram alguns guinchos, os humanos choraram imenso, rezaram, pediram ajuda a diferentes deuses, demonstraram predisposição para trair familiares em troca de salvação". É provocação nuclear. O rato é, tradicionalmente, o símbolo de tudo que não desejamos ser. Tudo?

Drogas, o comportamento de humanos e ratos

Paris, Barcelona e Oslo proibiram carros nos centros.

Centros livres para pedestres e ciclistas. Também para automóveis de quem reside na região, trabalhadores que vão ao local por tempo determinado e para pessoas com deficiência. Em tempos diferentes e com reorganizações diferentes, as três capitais europeias estão eliminando os automóveis.

Paris acaba de fechar as ruas de 11 bairros centrais para automóveis. A ideia ainda é experimental, mas parece ter dado certo. A maioria dos moradores concorda com a novidade, mas os comerciantes a estão deplorando.
Barcelona quer liberar 60% de suas ruas para pedestres e ciclistas. Estão criando as "superquadras", que consistem em áreas equivalentes a nove quarteirões. Nelas só entram de carro os moradores e alguns trabalhadores, assim mesmo trafegando a 10 km/h.

Oslo, a capital da Noruega, está proibindo o transito de carros em todo o seu centro. Também está construindo 60 km de faixas para bicicletas. A prefeitura está em guerra com estabelecimentos comerciais de todos os tipos e, especialmente, com 11 shoppings centers.

Drogas, o comportamento de humanos e ratos

Lugar de cérebro português é em Portugal.

Um dos países europeus que mais perde funcionários e pesquisadores de alto nível para outros países é Portugal. Para diminuir esse fluxo perverso, o país começou a dar incentivos fiscais para atrair dois grupos distintos: o de jovens e o de aposentados. O governo vem concedendo isenção de impostos por dez anos para portugueses que estavam há, pelo menos, cinco anos trabalhando em outros países. Até março deste ano, 8 mil pessoas solicitaram o benefício - 5 mil conseguiram obtê-lo. A isenção tributária também pode ser valida para brasileiros que desejem viver em Portugal, mas é preciso ter cidadania europeia ou um visto de residência.

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Paraguaios felizes.

Nós que somos seus vizinhos, conhecemos a simpatia e felicidade que emana do povo paraguaio. O mundo não sabia. Até que um estudo realizado em 2015, pela Gallup, empresa norte-americana de pesquisa de opinião, após entrevistar 147 mil pessoas em 140 países, que a população do Paraguai ocupa o topo da lista dos povos considerados mais felizes. É claro que os brasileiros não estão bem humorados. Será que existe alguma relação com o fato deles terem mandado para casa o padre, presidente da República, considerado de esquerda, para casa?




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