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01/03/2014 07:00

Falta de disciplina das torcidas faz clubes perderam R$ 3,8 milhões

Mário Sérgio Lorenzetto
Falta de disciplina das torcidas faz clubes perderam R$ 3,8 milhões

Torcidas indisciplinadas levaram a clubes prejuízo de R$ 3,8 milhões

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O déficit ocorreu na temporada 2013 nas séries A e B do Campeonato Brasileiro, segundo levantamento da consultoria Trevisan e divulgado ontem. O principal motivo do prejuízo financeiro decorre da perda do mando de jogo, que força o deslocamento das equipes. Nessa “brincadeira” Palmeiras, Corinthians, Vasco da Gama e São Paulo perderam juntos R$ 3,88 milhões.

Para fazer a análise, a consultoria usa como base de cálculo a média de público e renda dos jogos disputados em “casa”, para projetar as arrecadações dos clubes se todas as partidas, com mando de campo, tivessem sido disputadas em seus estádios habituais.

Dos quatro times, o mais prejudicado foi o Corinthians com cinco jogos de punição no Campeonato Brasileira da Série A e perda de R$ 1,795 milhão. Sozinho, o Corinthians representa 16% de perdas. Nos 14 jogos em que disputou no estádio do Pacaembu, na capital paulista, obteve média de público de 27.979 pagantes. Houve, porém, queda de 48% nos jogos com punição, que tiveram que ser realizados em outros estádios, onde houve 14.535 pagantes. A receita líquida por partida em seu estádio habitual foi de R$ 599 mil, contra R$ 240 mil nas realizadas fora. A perda financeira corresponde a 60%.

Falta de disciplina das torcidas faz clubes perderam R$ 3,8 milhões

Palmeiras ocupa o segundo lugar – alviverde também perdeu muito

No ano passado, disputando pela Série B do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras teve seis jogos de punição que representaram R$ 1,070 milhão. São cerca de 15% de perdas. Tanto a média de público quanto a de receita registraram queda de 47% nas partidas realizadas fora de casa. O número de pagantes caiu de 18.303 para 9.625. A receita por jogo passou de R$ 373,3 mil para R$ 196,9 mil.

A Trevisan apontou que Vasco da Gama teve prejuízo de R$ 664,4 mil (19%) e São Paulo de R$ 350,8 mil (9%). Foram quatro jogos de punição que o Vasco cumpriu e viu a média de público cair de 23.854 pagantes – quando tinha mando de campo – contra 8.212 nos jogos fora. A queda chega a 66%. A queda na arrecadação chegou a 90%, com a receita passando de R$ 184 mil por partida para R$ 18 mil.

O São Paulo teve apenas dois jogos de punição ao longo do campeonato da Série A. Não podendo utilizar o estádio do Morumbi, realizou as duas partidas em Itu, cidade do interior de São Paulo. Alcançou em casa média de público de 24.380 pagantes, com arrecadação de R$ 207,3 mil por partida. Nos dois jogos de punição, registrou queda de 49% no público pagante (12.428 torcedores) e de 85% em receita (R$ 31,9 mil).

Falta de disciplina das torcidas faz clubes perderam R$ 3,8 milhões
Falta de disciplina das torcidas faz clubes perderam R$ 3,8 milhões

Papel ou tela?

Pesquisas nos últimos 20 anos indicam que as pessoas entendem e se lembram melhor de um texto em papel que em tela. A tela pode inibir a compreensão e impedir a navegação de forma intuitiva e também de mapear textos longos mentalmente. Em geral, a tela também é mais cognitiva e fisicamente desgastante que o papel. A rolagem exige esforço consciente constante, e a tela de LCD em tablets e laptops pode cansar a vista e provocar dor de cabeça ao lançar a luz diretamente no rosto das pessoas. Estudos preliminares sugerem que até mesmo os chamados nativos digitais são mais propensos a lembrar a essência de uma história quando a leram no papel, porque mesmo e-books e e-readers sofisticados desviam muito a atenção. A maior força do papel pode estar na sua simplicidade.

Falta de disciplina das torcidas faz clubes perderam R$ 3,8 milhões
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Bancos só reabrem na quarta-feira de cinzas – veja como proceder até lá

Agora os bancos estão fechados. Para quem esqueceu ou simplesmente deixou de pagar as contas, há procedimentos básicos aconselhados pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

Contas a vencer...

- Conta de concessionária (luz, água, telefone, gás): As contas de água, luz, telefone, gás, Internet, financiamentos, impostos e títulos de cobrança em geral, que estão dentro do prazo, podem ser pagas pela Internet, pelo caixa eletrônico ou rede 24 horas, pelo aplicativo do banco no celular, pelo correspondente e também pelo telefone do banco (confira o número no site do banco, no cartão da sua conta, ou pesquise no site da Febraban www.febraban.org.br/atendimento_bco.asp).

Contas vencidas...

- Conta de concessionária (luz, água, telefone, gás): faça o pagamento normalmente pelos canais alternativos do banco. Você pode usar a internet, o telefone (call Center), o aplicativo do banco no seu celular, os caixas eletrônicos e os correspondentes. As próprias concessionárias de serviço público costumam inserir os juros e as multas na conta do mês seguinte.

Títulos de cobrança...

- Peça ao cedente do título um novo boleto já com os valores atualizados ou faça o pagamento pelo DDA (Débito Direto Autorizado). O DDA é um serviço de apresentação eletrônica de boletos bancários, que permite ao cliente realizar o pagamento de boletos eletronicamente. Podem ser pagos via DDA diversas contas, carnes de financiamento bancário, condomínios, planos de saúde, mensalidades escolares, assinaturas de publicações, entre outras.

Sacar e transferir dinheiro...

- Para transferências de valores de banco para banco: a partir de R$ 1.000 para TED e até R$ 5.000 para DOC.

Limite de saque nos caixas eletrônicos

Os saques noturnos são limitados à R$ 300 e o valor para saque diurno varia dependendo da instituição financeira.

No caso de saque acima de R$ 1 mil, se a agência estiver fechada, o cliente poderá, durante o dia, efetuar o saque do valor em caixas eletrônicos e na rede 24 horas.

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Dicas para um saque seguro:

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Cuidar de finanças pessoais é o mesmo que tratar da saúde

É isso que defende o professor da Escola de Economia da FGV (Fundação Getúlio Vargas) de São Paulo, Sami Dana. Na avaliação dele, a população brasileira também deveria ter acesso à educação financeira nas escolas. “Hoje em dia, falamos muito em envelhecimento saudável, mas também faz parte da saúde ter as finanças controladas”. Atenta ainda ao fato de que “estuda-se um monte de coisas, mas não finanças. História e Geografia são importantes, mas finanças também são”.

O professor pontua que há perigo na relação existente entre a oferta de crédito e o despreparo financeiro. Houve disparidade no aumento da oferta de crédito, na relação de classes, com a Classe C, e na necessidade das famílias em lidarem com financiamentos.

Dana reconhece a máxima óbvia de que ninguém quer viver endividado. Por isso, aconselha que as pessoas aprendam o que é e como viver com crédito, financiamentos e dinheiro. “Cheque especial e cartão de crédito são os produtos mais caros do mercado e os mais usados. O investimento mais frequente é a poupança, que também não é o melhor”, alerta.

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