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08/08/2014 08:33

Folhas de tabaco que salvam vidas - OMS em busca da cura do Ebola

Mário Sérgio Lorenzetto
Folhas de tabaco que salvam vidas - OMS em busca da cura do Ebola

Ebola

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Estima-se que o Ebola já matou mais de 900 na África. Algumas pessoas infectadas voltaram para seus países de origem. Este foi o caso de dois cidadãos dos Estados Unidos que foram as únicas pessoas que foram tratadas com uma nova droga que parece estar funcionando. O “soro secreto” foi desenvolvido por uma empresa de biotecnologia que parece ter relações com o Departamento de Defesa dos EUA. A exclusividade do acesso dos americanos levantou questões (políticas) sobre a saúde, como quem tem acesso aos medicamentos, inclusive drogas experimentais. A OMS (Organização Mundial da Saúde) pretende convocar um grupo de médicos para discutir o uso experimental da droga (ZMapp) e outros tipos de tratamento para combater o vírus na África.

A capacidade de produção em massa da droga depende de um fator um pouco inusitado: a produção de folhas de tabaco. A droga é produzida dentro de folhas de tabaco e pode ser que leve meses até que a produção das folhas seja feita na proporção devida. O ZMapp consiste em anticorpos que são produzidos pela exposição de ratos a uma proteína-chave do Ebola e na coleta de seus anticorpos.

Estes são modificados geneticamente, para serem adaptados aos seres humanos e diminuir uma possível resistência imunológica no momento de sua inserção no organismo humano.

O gene de cada anticorpo é introduzido em folhas de plantas de tabaco usando um sistema alemão e as plantas produzem o anticorpo. Os problemas, contudo, não estão apenas na produção da droga. Aplicar o ZMapp para uma grande quantidade de pacientes em países que não possuem sistema de saúde é um desafio político e não científico. Por isso a Libéria declarou recentemente que está em Estado de Exceção, antes os casos de pessoas que escondem os doentes em casa e de pacientes nas ruas sem tratamento em hospitais.

Folhas de tabaco que salvam vidas - OMS em busca da cura do Ebola
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Governo diz que conta de luz subirá só 2,6%

Os empréstimos intermediados pelo governo para socorrer as distribuidoras de energia devem ser sentidos na conta de luz do consumidor entre 2015 e 2017, confirmou o Ministério de Minas e Energia. O impacto deve ser de 2,6% em 2015, chegando a 5,6% em 2016 e 1,4% em 2017.

A diluição do reajuste reduz o impacto do aumento da conta de luz na inflação, num momento em que o IPCA (Índice de Preços ao Consumido Amplo) se encontra perto do limite definido pelo governo, de 6,5%. A falta de chuvas e o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas neste ano obrigaram as distribuidoras de energia a acionar termelétricas, cuja energia é mais cara.

Elas já tinham feito um empréstimo de R$ 11,2 bilhões, mas agora o Ministério da Fazenda conseguiu fechar um novo financiamento, de R$6,5 bilhões, para amenizar o impacto da compra de energia mais cara.

Folhas de tabaco que salvam vidas - OMS em busca da cura do Ebola
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Proposta de reajuste maior para aposentadoria avança no Senado

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou projeto que adota uma nova fórmula para garantir um aumento maior aos aposentados que recebem benefícios acima do salário mínimo. O novo cálculo prevê a correção da inflação do ano anterior e mais o aumento médio dado aos trabalhadores com carteira assinada dois anos antes. Esse aumento é calculado com base nos reajustes dos salários que foram informados pelas empresas ao governo por meio da Gfip – Guia de recolhimento do FGTS. Para virar lei, o projeto deverá ser aprovado por mais uma Comissão do Senado, passar por votação na Câmara e ser assinado por Dilma.

Pela regra atual, aposentadorias acima do piso tem somente a correção da inflação do ano anterior, usando o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

Dentro do mesmo projeto há outra proposta ainda mais importante para ser debatida nacionalmente - a manutenção, até 2021, da atual fórmula do reajuste do salário mínimo, que considera a inflação mais o índice de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). Debate fundamental que deveria estar nas campanhas eleitorais ao invés da verborragia insípida e inodora que temos até o momento.

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Cidadania nas calçadas

Ninguém sabe e ninguém viu, mas oito de agosto é o Dia Mundial do Pedestre, momento oportuno para avaliarmos as condições que dizem respeito ao ir e vir a pé em nossa cidade. É preocupante o tratamento dado pela atual gestão municipal à conservação do passeio público sob sua responsabilidade. É um, dentre tantos serviços, que continuam paralisados. O resultado dessa equivocada decisão administrativa é um só: calçadas deterioradas prejudicando a circulação de pedestres com mobilidade plena ou reduzida e também de cadeirantes.

Não existem recursos para esse fim no combalido caixa da Prefeitura e nem no Orçamento. Aliás, só existiu na administração Puccinelli. Afinal, a calçada é a via pública do pedestre, assim como a rua é via pública do automóvel e a ciclovia aquela do ciclista. A do automóvel tem até órgão importante - a Agetran, o ciclismo evoluiu enormemente em nossa cidade. E os pedestres? Ora bolas, eles são pobres. Mas parece que votam. Ou retiraram os direitos eleitorais deles?

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Crise e oportunidade – a vez do Brasil com os embargos russos

Nikolai Fyodorov, ministro da Agricultura da Rússia, anunciou ontem que o país vai compensar a proibição das importações de alimentos e produtos agrícolas da União Europeia e dos EUA com a compra de carne do Brasil e queijo da Nova Zelândia. Oi? É. A notícia arrancou gritinhos do setor agrícola brasileiro. Há expectativa para impulsão também das vendas de milho e soja. Decreto assinado ontem pelo presidente Vladimir Putin determina a proibição e, em alguns casos, limitam a importação de frutas, vegetais, carnes, peixes e laticínios dos Estados Unidos, União Europeia, Austrália, Canadá e Noruega. Para eles, agora, o choro é livre. Ao menos por um ano, que é o tempo do decreto.

Para o Brasil, a comemoração será solta. Ontem mesmo, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Seneri Paludo, afirmou que a situação para a carne brasileira será "uma revolução para a indústria" comparável à que a China provocou nas exportações de soja na última década. Os alemães classificaram o ingresso da China na OMC (Organização Mundial do Comércio) em 2011, como um “abalo sísmico”. E os alemães estão entre os principais afetados, já que hoje são o quarto país que mais vende alimentos para a Rússia. No ano passado, os países da União Europeia exportaram para a Rússia cerca de US$ 15,9 bilhões em alimentos. O mercado russo corresponde a 10% das exportações europeias, sendo frutas, queijos e carne suína os produtos agrícolas mais exportados.

E o Brasil tem condições de atender a lacuna aberta pelos russos? Segundo economistas da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e UnB (Universidade de Brasília), tem e de maneira rápida em carne bovina, de frango e suína. Conforme avaliação da Associação Brasileira de Proteína Animal – cuja sigla é Abpa – os produtores brasileiros têm condições de enviar 150 mil toneladas de frango para a Rússia por ano. E se de um lado há euforia por vender mais, por outro há para cobrar mais. Na análise dos economistas das duas instituições de ensino e pesquisa está o aumento de preços no mercado interno e inevitável inflação.

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Dor crônica, mulheres são as principais vítimas

É o que demonstra a terceira edição do “Mapa da Dor no Brasil”, que ouviu 800 pessoas em março e que foi divulgada ontem. Entre os entraves provocados pela dor estão a vida sexual limitada, baixa autoestima e queda no desempenho no trabalho. Entre os entrevistados, 75% consideram a dor crônica como uma doença; 12% deles afirmaram ter uma dor contínua há mais de seis semanas e 18% relataram ter registrado um episódio de dor crônica ao longo da vida. Das pessoas que afirmaram sentir dor, 77% acreditam que a dor que sentem seja crônica, principalmente mulheres e pessoas entre 55 e 64 anos de idade. Entre as mulheres, a dupla ou tripla jornada de trabalho faz com que elas tenham uma chance maior de desenvolver dores musculoesqueléticas crônicas.

Para os entrevistados, as situações em que sentem mais impacto causado pela dor são: no humor e na disposição (48%), nas práticas esportivas (41%), na disposição para o lazer (38%), seguidos do impacto também na autoestima (38%). Além disso, um terço dos entrevistados com dor crônica também apontam impacto negativo em seu desempenho no trabalho (36%), no sono (34%) e na disposição para ter relações sexuais (33%).

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