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20/03/2016 08:23

Grampos telefônicos: você não está livre nem nadando nu

Mário Sérgio Lorenzetto
Grampos telefônicos: você não está livre nem nadando nu

Esqueçam de suas privacidades. Ela tornou-se um mero conto de fadas. O Lula está grampeado e a Dilma também. Todos estamos grampeados. O que deveriam discutir é se os grampos podem ou não ser usados pela justiça. Vamos entender um pouco de como se faz um grampo. Todos os telefones, fixos ou celulares, estão conectados a uma empresa de telefonia. Nelas, os telefones estão ligados a sistemas de informática que, sem exceção, usam a internet. Há alguns anos as polícias federal e civil dispõem de um sistema denominado Guardião que se conecta aos sistemas de informática das companhias telefônicas pela internet. Isso significa que as polícias têm acesso a toda e qualquer conversa telefônica ocorrida no Brasil. Então vale repetir, Lula e Dilma estavam grampeados. Assim como todos nós. Mas, as criptografias não destroem os grampos? Recentemente o norte-americano Edward Snowden foi irônico com o fato de Dilma, uma presidente da República, não ter seu telefone criptografado, mesmo depois de ter sido grampeada pela agência de espionagem dos Estados Unidos. De nada adiante a Dilma ou a qualquer pessoa no Brasil ter telefones criptografados. Talvez o telefone de Dilma seja criptografado, mas o do Lula não tendo esse sistema de blindagem das conversas, elas serão perfeitamente inteligíveis para quem estiver usando o Guardião, conectado às telefônicas. E existem outras máquinas para grampear ainda mais avançadas que o sistema Guardião. Há poucos anos, em uma feira que vendia produtos para a segurança, um produto israelense foi demonstrado. Esse aparelho escutava toda e qualquer conversa telefônica ocorrida em um raio de 500 metros de distância. Significa que basta aproximar um carro com esse aparelho para ouvir todas as conversas que Dilma tiver no Palácio do Planalto ou em qualquer telefone no Brasil. E para fechar, os satélites conseguem filmar até mesmo uma pequena caixa de fósforos a milhares de metros de altura dela distante. Todas essas possibilidades acrescida da vontade de um hacker, que pode estar em Belém do Pará e grampear uma conversa em Campo Grande. É fácil filmar Lula, Dilma e você. Não existe privacidade no Brasil. E ela pode se tornar letra morta nas leis. A questão que está posta é como utilizar as informações obtidas pelos grampos. Existem limites para a justiça? Existem limites para uma empresa concorrente de outra? Existem limites para as relações de um casal? Ou para candidatos adversários em campanha eleitoral? Não estamos livres dos grampos nem nadando pelado em alto mar.

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Crise na indústria: batemos no fundo do poço?

Os primeiros sinais de recuperação da indústria começam a aparecer. São tênues e instáveis. Alguns otimistas enxergam os resultados da balança comercial brasileira e a desvalorização do real como importantes. Os dados registrados até o início de março mostram um crescimento das exportações de setores tradicionais da indústria. Têxteis, calçados, vestuário e até a de automóveis devem elevar suas exportações neste ano. A desvalorização do real estaria fazendo milagres até na substituição das importações. Mais de 200 milhões de peças de vestuário deverão ser produzidas pelas fábricas brasileiras uma vez que as importadas não estão conseguindo manter um preço competitivo. O governo federal sonha com um superávit comercial de mais de US$ 50 bilhões.

Grampos telefônicos: você não está livre nem nadando nu

Crise nos sapatos. As marcas populares estão sofrendo mais.

As indústrias de calçados Alpargatas, Grendene e Arezzo fecharam o ano passado com queda no volume de vendas de calçados. Ao mesmo tempo apresentaram melhora no desempenho da exportação, a desvalorização do real tornou possível o aumento de vendas em melhores condições que os concorrentes da China, Índia e Turquia. A Grendene registrou a maior queda no volume de vendas de calçados, ultrapassando a marca de 12%. A Alpargatas teve retração de 6% no total de pares vendidos. A Arezzo teve uma retração bem menor, chegando a quase 2% no volume de vendas. A diferença está relacionada ao público a que se destinam. Tanto a Alpargatas quanto a Grendene trabalham com marcas populares e que atendem os públicos de todas as classes sociais. Já a Arezzo fabrica somente calçado para as classes A e B que sofreram menor impacto com a crise.




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