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16/06/2015 07:49

Histórias insólitas. Missão impossível e respostas que valem sucesso eleitoral

Mário Sérgio Lorenzetto
Histórias insólitas. Missão impossível e respostas que valem sucesso eleitoral
Histórias insólitas. Missão impossível e respostas que valem sucesso eleitoral

A verdadeira Missão Impossível.

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Em meados do século XIX, devido à crise econômica que atravessava a Espanha, a maioria dos funcionários públicos estavam sem receber seus salários. Em uma ocasião, um deles, muito alterado, questionou o então presidente do Conselho de Ministros, Ramón María Narváez: "Como é possível que a Espanha contasse com homens tão insignes como os que descobriram a América e agora não há nenhum que possa descobrir a forma de nos pagar?" Narváez respondeu: Veja, Colombo achou a América porque havia uma América para descobrir. Nós não podemos descobrir onde está o dinheiro porque ele não existe".

Histórias insólitas. Missão impossível e respostas que valem sucesso eleitoral

Uma cara para ser substituída? Uma resposta que vale o sucesso eleitoral.

O rosto de Abraham Lincoln, ex-presidente dos Estados Unidos, foi objeto de piadas em repetidas ocasiões. Mas o rosto não impediu que o futuro presidente soubesse tirar proveito de sua comentada feiura. Uma vez, durante um debate no parlamento, o senador democrata Stephen Douglas o acusou de "ter duas caras", referindo-se a uma provável moral dúbia. Lincoln aproveitou a ocasião para perguntar à multidão presente: "Creem que se eu tivesse duas caras usaria esta?" Venceu as eleições.

Histórias insólitas. Missão impossível e respostas que valem sucesso eleitoral
Histórias insólitas. Missão impossível e respostas que valem sucesso eleitoral

O desprestígio dos intelectuais no século XXI.

Até as décadas finais do século anterior os intelectuais assemelhavam-se aos ídolos da música contemporânea. Eram deificados, tinham tronos de realeza, ocupavam as manchetes do noticiário e podiam ter finanças vultosas pela venda de seus livros e palestras. Eram, não são mais. Erros grosseiros os conduziram ao semi-anonimato. Um dos maiores foi a idolatria à China comandada por Mao Tse Tung. Para ficar apenas na França, intelectuais como Sartre, Simone de Beauvoir, Roland Barthes, Michel Foucault e Philippe Sollers apresentavam a revolução cultural chinesa como um movimento purificador, que purgaria o comunismo da burocratização e do dogmatismo e instalaria a sociedade livre e sem classes. Do outro lado do rio, os professores da Sorbonne deram nota 10, com louvor, para os doutorandos do Cambodja. Os mesmos que retornariam a sua pátria para cometer uma das maiores atrocidades que o mundo já viu e só terminou com o assassinato de milhões de pessoas. Estes são alguns dos devaneios dos intelectuais franceses preocupados com a política. Como eles, tantos outros, em muitos países, incorreram em erros graves. Em todas as áreas do pensamento humano.

A vida intelectual de nosso tempo foi empobrecendo e se afastando cada vez mais do resto da sociedade, sobre a qual agora quase não exerce influência, e que, confinada nos guetos universitários, monologa ou delira extraviando-se dos problemas reais.

Não há motivo para alegrar-se com o desprestígio dos intelectuais e sua escassa influência na vida contemporânea. Isso significou a desvalorização das ideias e de valores indispensáveis como os que estabelecem uma fronteira clara entre a verdade e a mentira. Noções que hoje andam perdidas no mundo político, cultural e artístico. Algo perigosíssimo. A derrocada das ideias e dos valores faz do autoritarismo uma forte possibilidade de nossos tempos. Os intelectuais abandonaram o espírito crítico e não são mais os vigilantes dos poderes. Se esconderam debaixo da burocracia universitária para sobreviverem.

Histórias insólitas. Missão impossível e respostas que valem sucesso eleitoral
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O cavalo espanhol e a América Latina.

Até o início do século XVI os cavalos eram denominados segundo o lugar de procedência. Cavalo andaluz era o da Andaluzia, cavalo frísio era originário da Frísia (uma região que engloba a Holanda, Bélgica, parte da Dinamarca e parte da Alemanha), cavalo napolitano era oriundo de Nápoles. A denominação PRE - Pura Raça Espanhola - inicia em 1567. O rei espanhol Felipe II decidiu criar uma raça de cavalos cujo principal objetivo era melhorar, através do sangue, as outras que se criavam nas diversas regiões da Espanha. Esse projeto consumiu enormes fortunas da "Fazenda Real". Desejavam criar uma raça equina superior, cuja estética fosse destacada em qualquer lugar do planeta.

Escolheram a cidade de Córdoba, na Andaluzia. Construíram cavalariças monumentais e luxuosas para abrigar e sustentar 1.200 éguas. A raça esteve vetada ao mundo por mais de um século. Somente aos reis e a alguns nobres recomendados lhes era possível dispor desses cavalos. Também eram usados como presentes para reis de outros países. Era o cavalo dos sonhos. Para preservar sua pureza foi estabelecido um livro denominado "Registro de Cavalos Espanhóis e Hacas" onde se anotavam as genealogias de todos os animais. Distinguiam o PRE dos hacas. O termo "haca" significava que eram cavalos originários da Inglaterra. Eram utilizados para o trabalho no campo e para puxar as carroças, o "equus britannicus", uma cavalaria de segunda ordem, carentes de beleza, mas forte e apropriada para o trabalho pesado.

Os cavalos que foram embarcados nas caravelas com os primeiros espanhóis que vieram para a América Latina pertenciam à raça "haca". Posteriormente, a haca foi substituída por um cavalo que era denominado de "jaca da Andaluzia", um termo que significa que havia ocorrido o cruzamento dos "hacas" com raças como a árabe e o puro sangue inglês, nunca com os belíssimos PRE.

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Saia da mesmice e fuja da síndrome de avestruz.

Não há como negar os reais desafios que vivemos no Brasil de hoje. Mas, somente apontá-los não servirão para trazermos as soluções que as empresas e o país necessitam. Aqueles que reúnem características de liderança e competência de gestão não podem ter essa postura. Um executivo ou um administrador público precisar ser capaz de mudar o fluxo natural das coisas, opor-se à tendência de cair nas armadilhas da síndrome de avestruz. Seguir esse fluxo, significa deixar-se levar pela correnteza, apenas adaptar-se ao problema e não resolvê-lo. Ou seja, permanecer na mesmice da reclamação, da autoproteção e concentrar-se nos inevitáveis cortes de custos. Nessa hora só os dirigentes - os verdadeiros - têm a coragem de tomar decisões consistentes, que surpreendam, que não se alinhem à simples sobrevivência. Somente eles sabem a importância de se arriscar. Somente eles têm a capacidade de "abocanhar" os espaços daqueles que só sabem reduzir.

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