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25/09/2014 08:09

Jornalismo on line cresce enquanto jornais de papel perdem receita nos EUA

Mário Sérgio Lorenzetto
Jornalismo on line cresce enquanto jornais de papel perdem receita nos EUA

Nos Estados Unidos, receita dos jornais “cortadores de árvores” cai 64%

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A notícia causa calafrios em muita gente. Não só a receita dos jornais tradicionais caiu 64%, como quase 100 mil jornalistas perderam o emprego, restando apenas 53 mil trabalhando. Trabalhando não significa ter emprego. Pois o jornalismo que mais cresce nos Estados Unidos não tem patrões, não tem lucros e os jornalistas têm poder para decidir quanto tempo e recursos serão necessários para investigar uma boa história.

O maior e mais famoso é o "ProPublica", jornal eletrônico, é óbvio. Ele não tem fins lucrativos e dá poder e dinheiro para duas dúzias de repórteres. Incomoda governos, corporações, bolsas, lobistas e, principalmente, revigora a própria mídia.

O ProPublica foi fundado em 2008, com uma doação de US$ 10 milhões de uma fundação (outras cinco fundações, depois, também doaram verbas para outros jornais on line com receio do jornalismo dos EUA morrer). Este jornal ganhou dezenas de prêmios, entre eles dois “Pulitzers”, o maior do jornalismo internacional. Também fez os leitores se arrepiarem com as histórias populares do furacão Katrina, estancou a prática de corromper médicos com presentes da indústria farmacêutica (tão comum também no Brasil e nunca criticada) e colocou altos figurões de Wall Street na cadeia. É um jornal que não corta árvores, mas corta a mesmice, o conservadorismo e os achaques.

Jornalismo on line cresce enquanto jornais de papel perdem receita nos EUA
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Independência marca novo jornalismo on line

Além do ProPublica, também fazem sucesso e dão dinheiro para jornalistas, o Consumer Reports (jornal especializado nos direitos do consumidor), o The Cristian Science Monitor e o Mother Jones, de postura ideológica à esquerda.

E não param por aí as novidades jornalísticas norte-americanas. Duas emissoras de TV estão seguindo o mesmo percurso: a PBS e a NPR - sem fins lucrativos - funcionam basicamente com doações da audiência e são independentes. Verdadeiros oásis nos desérticos jornais cortadores de árvores e da verdade.

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Qual será a política do novo salário mínimo em 2015?

O salário mínimo é uma invenção australiana e neozelandesa de 1896. A ideia de um piso para pagamento aos trabalhadores espalhou-se pelo mundo como política de proteção social – uma forma de barrar salários abusivamente baixos.

Só longos 38 anos depois, o Brasil, em 1934, colocou em sua Constituição o texto que garantia o mínimo.

Dos anos 60 até os 90, o salário mínimo perdeu poder de compra. Foram 30 anos de política de arrocho. Era entendido como um componente do combate à inflação.

A economia neoclássica preconiza que, quando ocorre reajustes elevados do salário mínimo, os patrões responderão com a demissão de trabalhadores em massa. E assim funciona na imensa maioria dos países. O Brasil parece estar se transformando na exceção à regra.

Desde o Plano Real, são exatos 158,8% de aumento real – acima da inflação medida pelo IPCA. E o desemprego caiu para a menor taxa de todos os tempos, o trabalho informal foi reduzido pela metade e a desigualdade diminuiu – o oposto do que descrevem os economistas neoclássicos.

Jornalismo on line cresce enquanto jornais de papel perdem receita nos EUA
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Candidatos não sabem como corrigir salário mínimo

Já no ano que vem, quem assumir a Presidência da República precisará decidir como será a correção do salário mínimo. Nos programas de governo entregues à Justiça Eleitoral, os principais candidatos à Presidência evitam tratar do assunto claramente. Dilma Roussef diz que o modelo econômico petista permitiu crescimento com aumentos do mínimo, mas nada diz sobre o futuro. Aécio Neves compromete-se a manter reajustes reais, mas não diz como será. Eduardo Campos falava em reajustes de salários, mas quando inquirido por economistas, não fazia nenhuma referência ao salário mínimo. Marina idem.

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A câmera GoPro e a vida cotidiana

No passado, os esportes radicais eram praticados como uma busca por aventura, adrenalina, uma fuga do cotidiano. Agora, com a possibilidade de filmar todo o evento com câmeras portáteis como a GoPro, parece que a diversão está mais em gravar do que o esporte em si.

A GoPro se promove como a “câmera mais versátil do mundo” e ficou famosa recentemente quando ela foi colocada nas costas de um cachorro, de modo a mostrar qual é a visão dos bichos sobre o mundo. Mas a câmera portátil não trata apenas de aventura: no final de junho, a empresa disponibilizou suas ações na NASDAQ.

A câmera, em si, é bastante simples. Uma GoPro Hero 3+ custa entre US$ 300 e US$ 400. Ela vem com uma proteção externa, à prova d’água e, uma vez fora da sua “armadura”, possui apenas três botões, porém, várias funções e alta definição. Imagine duas caixinhas de fósforo com capacidade de filmar, sem tela para visualização e com um microfone que capta sons mais próximos.

A ideia inicial do fundador da empresa, Nick Woodman, foi a de filmar sua própria experiência ao surfar, há 12 anos. Após a entrada na NASDAQ, a empresa passou a valer cerca de US$ 3 bilhões. A questão da câmera não é apenas o fim da moda do selfie e o início do monitoramento contínuo de todas as atividades diárias das pessoas, mas, talvez, a possibilidade de mostrar para os outros o mundo através de seus olhos, sua experiência de vida, seja ela numa prancha de surf, numa bicicleta, ou mesmo como seu cachorro observa o mundo. A GoPro possibilita contar histórias e aventuras e, em breve, ela será parte da vida cotidiana.

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Menos de 0,1% da água produzida no país provem de reuso

O Brasil já começou a produzir água de reuso, mas o avanço tem sido muito mais lento que o ideal. Faltam regulamentações adequadas, faltam tecnologias e somente após dois anos consecutivos de seca em São Paulo, o país começou a discutir o tema.

Hoje, menos de 0,1% da água produzida no país é proveniente de reuso, enquanto em Cingapura, exemplo global nesta área, 30% da água potável é reciclada. Em São Paulo, o percentual de reuso está próximo de 2%, a partir de uma instalação situada na Zona Leste para retirar água do Tietê, reciclá-la e bombeá-la para o esfriamento de uma grande usina siderúrgica. No Mato Grosso do Sul, não existe água de reuso. E nem debate.

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Redes sociais são péssimas vendedoras

Facebook ou Twiter vendem bem os produtos que divulgam? Uma recente pesquisa do Instituto Gallup abala essa convicção: as pessoas dão pouca importância às propagandas que nelas aparecem. Segundo a pesquisa, apenas 5% dos consumidores acham que as redes sociais exercem influência sobre suas decisões, 62% declaram não sofrer nenhuma influência e 94% se conectam sobretudo para manter contato com familiares ou amigos. A procura de informações sobre produtos fica nos 29%, um índice baixíssimo para as fortunas que são investidas nessas redes por empresas de todo o mundo.

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