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03/02/2014 08:05

Lembram-se da Kepler Weber? Vem mais lambança dela por aí

Mário Sérgio Lorenzetto
Lembram-se da Kepler Weber? Vem mais lambança dela por aí

A Kepler Weber em mais uma lambança

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Em 1925, os irmãos Otto Kepler e Adolfo Kepler Junior iniciaram uma pequena ferraria que se transformou em indústria fabricando prensas de banha, fumo e óleo vegetal, centrífugas de mel e carrocerias para caminhões e para ônibus. Em 1939, Paulo Otto Weber é admitido como sócio. Nascia a Kepler Irmãos & Weber. Muito depois, em 1963 a empresa se transformava em sociedade anônima e passava a operar como Kepler Weber S/A. Os primeiros equipamentos foram vendidos para o Paraguai. Logo a seguir, montam sua sede que permanece até os dias de hoje em Panambi, no Rio Grande do Sul. Tudo levava a crer que uma nova e potente indústria surgia no Brasil.

Ampliaram seu portfólio com a fabricação de maltarias, cervejarias e instalações industriais, portuárias e de armazenagem de cereais de grande porte. Em 1976, entregaram o primeiro grande silo metálico.

Em 1996, mais um grande avanço, seu controle acionário foi adquirido por instituições de primeira linha do mercado financeiro como o BB Investimentos, Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – Previ e o Serpros.

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As complicações começam em 2004

Contando com grande apoio governamental, montam sua unidade fabril em Campo Grande. As promessas eram grandiosas. Falavam em milhares de empregos para os campo-grandenses. Não cumpriram. As tentativas de explicações pela lambança diziam que um contrato com Cuba para a fabricação de silos não fora cumprida pelo governo cubano. Suas atividades no Mato Grosso do Sul continuariam, mas muito menores do que o prometido. Os lucros se tornaram consideráveis. Fecharam o ano de 2013 com mais de 100% de lucro líquido, mas com menos de 200 funcionários em suas instalações.

Os grandes problemas na Kepler Weber não estão somente no Mato Grosso do Sul ou em Cuba. Agora estão no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

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Contrataram uma dívida de R$ 150 milhões com o BNDES

Pelo contrato, o BNDES teria o direito de converter a dívida em ações. Para a companhia, o valor da conversão de cada papel deve ser de R$ 25 mais a variação dos juros no período. Para o BNDES, é de R$ 16. Se converter a dívida no preço que deseja, o BNDES passará a deter 17% da empresa – diluindo os demais acionistas, entre eles o fundo de pensões Previ. As ações estão cotadas em pouco mais de R$ 40. A Kepler estuda recorrer à justiça. O medo, porém, é brigar com o BNDES e perder o acesso ao crédito desse banco. Nova lambança da Kepler Weber. Atingirá seus parcos trabalhos em Campo Grande?

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Visão do psiquiatra da elite empresarial brasileira: sexo é o culpado pelo consumismo

Flávio Gikovate não tem um divã. Seu consultório fica em um dos endereços mais caros de São Paulo, nos Jardins. A sala onde atende tem um sofá e uma poltrona, mas não tem divã. Atende preferencialmente empresários e executivos. Seu outro “consultório” fica em uma rádio, a CBN, onde atende o povo humilde em seu programa semanal “No divã de Gikovate”.

Ele diz que estudos de Harvard mostram que, se faltar dinheiro para o básico – saúde e comida –, provavelmente o indivíduo não conseguirá ser feliz. Algum para o supérfluo também é importante.

Também diz que o consumismo é muito mais fonte de infelicidade do que felicidade. O prazer trazido é efêmero, uma bolha de sabão – e em seguida vem outro desejo. Ele gera vaidade, inveja, uma série de emoções que estão longe de qualquer tipo de felicidade. E tudo vira comparação. Outro estudo diz que um indivíduo que ganha R$ 40 mil numa comunidade em que a média é de R$ 30 mil é mais feliz do que se ganhar US$ 100 mil e a média for de US$ 120 mil.

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Amar, amar de verdade, não significar consumir mais e mais

Gikovate conta que começou a trabalhar em 1967 e viu a chegada da pílula anticoncepcional e a emancipação sexual dos anos 60. Na época, achava-se que essa liberdade iria “adoçar” as pessoas. “Faça amor, não faça guerra”. Sexo e amor, porém, são coisas diferentes. É triste ver que os ideólogos daquela revolução estavam totalmente errados porque a emancipação sexual aumentou a rivalidade entre os homens. Entre as mulheres foi criado um clima de competição, atiçou tudo de ruim que tinha no ser humano. Foi um agravador terrível do consumismo.

Em países do Terceiro Mundo – e, intelectualmente, aqui é quase Quarto Mundo -, a elite só piorou nesse tempo. É uma elite medíocre, ignorante, esnobe.

Na Europa e nos EUA, o exibicionismo da riqueza é muito menor, as pessoas consomem qualidade e não quantidade. Elas têm uma bolsa cara, mas não mil bolsas, para fazer disputa. Aqui há um comportamento subdesenvolvido e medíocre. E totalmente competitivo. As festas de 15 anos e de casamento são patéticas. A próxima festa tem de ser maior. Isso é sem fim. É sofrimento, é infelicidade. A quantidade e o volume com que as pessoas correm atrás dessas coisas é desespero.

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Gikovate continua com sua metralhadora psicanalítica atirando

Afirma que desde o início, o erótico está acoplado ao consumismo. Nos anos 20, Foi preciso introduzir novos produtos que não tinham a ver com necessidades, como o xampu. A ideia que tiveram foi acoplar um desejo natural a um desejo que se queria criar. Então, botavam uma mulher gostosa para vender xampu. O consumismo sempre esteve relacionado ao erótico, não ao romântico. O romântico é o anticonsumismo. As boas relações amorosas levam as pessoas a uma tendência brutal ao menor consumismo. A verdadeira revolução, se vier, vai estar mais ligada ao amor do que ao sexo.

Gikovate, o psicanalista da elite, atira como se tivesse treinando em uma academia de tiro ao alvo, mas conclui seu raciocínio com uma bela reflexão e bons ensinamentos.

Lembram-se da Kepler Weber? Vem mais lambança dela por aí
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Final de janeiro – preço da soja caiu 5,5%, do tomate 11% e da batata 14%

Os produtos agropecuários, que tiveram alta mais forte no fim do ano passado, devem voltar a registrar queda, comportamento ditado principalmente pela soja. Veremos agora, com a divulgação dos resultados de janeiro. Essa mudança deve contribuir para que a inflação desacelere no início deste ano, com potencial reflexo para os preços ao consumidor nos próximos meses.

Embora os efeitos da alta do diesel e da gasolina no fim do ano passado comecem a se dissipar, outros focos de pressão devem levar os produtos derivados do petróleo e do álcool a praticamente repetir o avanço observado em dezembro e subirem 2,5%.

Os preços na indústria de transformação ficaram estáveis neste mês, 0,57% de alta em dezembro e avanço de 0,61% em janeiro.

Para os fumantes os efeitos inflacionários serão maiores. O reajuste anual de IPI (Imposto sobre Propriedade Industrial) sobre cigarros deve pressionar o grupo inflacionário denominado despesas pessoais.

Lembram-se da Kepler Weber? Vem mais lambança dela por aí
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Moléculas como nos livros escolares

As primeiras imagens da estrutura molecular verdadeira foram vistas. Com estas imagens, uma equipe de cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley conseguiu cumprir um sonho. Um microscópio com força atômica permitiu a eles captar imagens da estrutura das moléculas antes e depois de uma reação química.

As imagens mostraram, pela primeira vez, como os anéis hexagonais do carbono se unem como no clássico modelo da estrutura. É precisamente o que os professores sempre ensinaram e diziam que jamais teríamos condições de visualizar. É possível começar a sonhar com a montagem de novas proteínas, talvez uma “chuva de diamantes”.

...O homem imaginando fez muito, enxergando pode muito mais!

Lembram-se da Kepler Weber? Vem mais lambança dela por aí



Sou um colaborador e parceiro da Empresa Kepler Weber Industrial a muito tempo e desde que iniciamos nossa parceria em 2004 só tive como empresário engrandecer nossos negócios, moderniza-lo e capacitar os meus funcionários não só para atende-los, mas também atender a todos os meus clientes com qualidade e respeito. Por isso só tenho a agradecer aos investidores, assim como muitos outros empresários também.
Assim acredito que enquanto houver pessoas pessimistas, como este Sr.Lorenzetto nosso estado nunca conseguirá se alavancar industrialmente.
Sidnei Rosseto
 
Sidnei Rosseto em 03/02/2014 21:31:55
Se faz necessária, a maior participação do executivo na instalação de indústrias em Campo Grande. Para quem é do ramo, sabemos que a economia é muito volátil, e o mercado globalizado mais competitivo e nos faz desdobrar para encarar a concorrência de frente. Para os menos informados, nossa logística é péssima, e mesmo assim produzimos grãos igual o melhor à aqueles que possuem um infraestrutura a sua disposição, um planejamento orçamentário antecipado e adequado pelos orgãos públicos, projeção e planejamento, passos importantes que marcam o sucesso dos países desenvolvidos. Bravo brasileiros, que com esta estrutura medíocre, ainda produz milagres, bravo brasileiros que solitários ainda se destacam em seus meios, imaginem só se tivéssemos aquela estrutura física do 1º mundo, + honestidade.
 
Ricardo Pereira em 03/02/2014 18:05:44
Para não deixar passar em branco Mario Sergio Lorenzetto gostaria de comentar que estive presente 04/12/2013 na inauguração do maior silo do mundo feito pela Kepler Weber em Primavera do Leste (220 km de Cuiabá).
O Silo 156, considerado o maior silo sem torre central do mundo, com tecnologia de armazenagem para alta capacidade de grãos, será possível armazenar nesse silo até 35 mil toneladas de grãos (cerca de 583 mil sacas de soja) a uma altura de 30 metros.
O silo foi adquirido pela empresa Uniagro, que investiu um total de R$ 4 milhões em uma obra civil completa para armazenar soja e milho de produtores do Mato Grosso.
O Silo 156 tem este nome pelo fato de possuir 156 linhas de montantes.
 
Letieri Dias Pires em 03/02/2014 17:52:14
É fácil desestimular uma potencia como a Kepler, sem conhecer o interno desta, onde hoje esta produzindo a todo vapor e esta contratando e modernizando as empresas que prestam serviços a esta.
Aqui em campo grande tem várias pequenas empresas que só estão de portas abertas porque a Kepler as mantem. Como é triste que em nossa Capital as pessoas tem pensamento tão pobre do desenvolvimento, por isso q campo grande não vai para frente.
 
Gomercindo Antonio da Rocha em 03/02/2014 16:57:27
Ganharam terreno da Prefeitura e acertaram não sei o que do ICMS na época do Zeca do PT. Fizeram muita propaganda com essa Kepler e tudo não passou de uma lambança mesmo. Vocês estão certos, eles vão dar fumo no BNDES.
 
Carlos Oliveira em 03/02/2014 13:52:05
Lambança da Kepler é pouco, são enroladores profissionais.
 
Maria Augusta Porfirio Assunção em 03/02/2014 10:28:38
Eles deram o cano na prefeitura e no governo do estado.Vão dar os canos no BNDES com facilidade. To pra ver indústria mais canista que a Kepler Weber. Nos ficamos um tempão sem receber os salários. Sai dessa canoa furada faz tempo.
 
Antonio Torquato em 03/02/2014 10:10:22
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