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02/08/2014 07:46

Lixões: começa hoje prazo de criminalização generalizada dos prefeitos pelo MP

Mário Sérgio Lorenzetto
Lixões: começa hoje prazo de criminalização generalizada dos prefeitos pelo MP

Lixões - Dia 2 de agosto de 2014, início do prazo de criminalização generalizada dos Prefeitos pelo Ministério Público.

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Segundo a Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o governo federal não dará mais prazos para que os municípios acabem com os lixões e passem a armazenar os resíduos em aterros sanitários. Até agora, menos da metade dos municípios brasileiros e a quase totalidade dos de Mato Grosso do Sul conta com destinação adequada do lixo.

A ministra diz que uma ampliação pode ser discutida no Congresso Nacional. Para ela, a repactuação do prazo para a adequação deve vir acompanhada de um debate ampliado sobre a lei, levando em conta a realidade de cada município. Ela diz que o governo federal apoia uma discussão ampliada sobre a lei. "Ampliar o prazo sem considerar todas as questões é insuficiente. Não se trata de empurrar com a barriga". Izabella Teixeira afirma, ainda, que é preciso entender a lógica econômica dos municípios, a dificuldade que eles têm para operar, e considerar, ainda, o tamanho dos municípios e sua localização.

O Brasil conta hoje, com 2.202 municípios que contam com a destinação adequada dos resíduos sólidos, o que representa 39,5% dos municípios do país.

Enquanto o assunto não é debatido no Congresso, o governo federal trabalhará com os Ministérios Públicos para "construir soluções" de acordo com a realidade de cada município. Uma reunião está marcada para o dia 22 de agosto para debater o assunto. Entre as soluções que podem ser apresentadas estão termos de compromisso e termos de ajustamento de condutas com os municípios.

A verdade é que três anos se passaram desde a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Os prefeitos do Mato Grosso do Sul conheciam sobejamente as ações que deveriam ter tomado. Também conheciam as possibilidades de alavancar recursos em Brasília para esse fim. Eram conhecedores da data limítrofe. E nada ou muito pouco fizeram.

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As doulas em Campo Grande e sua importância no acompanhamento dos nascimentos

O mundo está mais rápido, a tecnologia impressiona, mas a maneira das pessoas chegarem a ele ainda é o mesmo: pelo corpo da mulher. De parto natural ou por cirurgia, os nascimentos também, infelizmente, caem na calha ágil do mundo atual. Na contramão há grupos de pessoas que atuam por resgatar a importância do nascimento e põe a família no cerne do acontecimento mais importante de suas vidas. Ou seja, o início delas. São as doulas, cuidadoras, “aquela que serve”.

Em Campo Grande, Fernanda Leite, da Papo de Gaia, é doula há dois anos e meio. Começou a assessoria de gestantes e famílias após ser assistida por uma. O fato despertou nela a vontade de também ser uma. No cerne de seu trabalho, põe a mulher. “É a mulher como protagonista desse momento tão importante na vida dela. Sabendo o que está acontecendo com ela e podendo ter escolhas, tomar decisões, informada”, destaca. O atendimento, segundo Fernanda, é feito de maneira individual. Uma grávida por vez.

A doula atua com outras cinco mulheres em um grupo batizado de Guampa. “Significa ‘Grupo de Apoio à Maternidade e Parto Ativo’ e, também uma alusão à cultura da Roda. Nossa proposta é o apoio às doulas e às mulheres que querem um parto respeitoso”.

Aquelas dúvidas que invadem mães em qualquer viagem são respondidas por acompanhamento periódico e o ápice está mesmo no parto, que pode ser acompanhado por elas nas salas cirúrgicas. “Muitos médicos indicam nosso trabalho, principalmente os que atuam numa linha mais humanizada”. O serviço custa de R$ 400 a R$ 5 mil e pode começar em qualquer etapa da gestação, até mesmo antes da concepção. “Claro que se tivermos mais tempo de antecedência com relação ao parto, o trabalho a ser feito pode ser bem mais amplo. Concluímos nosso atendimento no pós-parto, quando a mãe e o bebê estão bem, com vínculos estabelecidos, mamando e em casa”.

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Vínculo mãe-filho e impacto social das doulas na saúde pública

Mantendo laços tão estreitos com a chegada de uma nova vida, fica clara a defesa pelo parto natural. Hoje, aponta Fernanda, a diferença de custos entre a cirurgia – parto cesáreo – e o parto normal extrapola as condições econômicas. “O custo interno, subjetivo, de uma cirurgia feita sem necessidade é grande, ao ponto da OMS (Organização Mundial da Saúde) reconhecer no Brasil uma epidemia de cesarianas. O custo para a saúde pública das cesarianas agendadas fora de trabalho de parto é grande também”, pondera.

Neste ponto, as doulas são uma verdadeira arma contra a cirurgia sem necessidade. “As Doulas são reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde como uma ferramenta social de saúde pública para a redução das cesarianas desnecessárias. O índice de cesarianas em países onde o atendimento humanizado já se implantou fica abaixo de 10℅, com excelente baixa nas taxas de morbimortalidade materno-fetal. No Brasil as cesarianas estão entre 85℅ nos convênios e 50℅ no Sistema Público de Saúde”, aponta. Os índices brasileiros superam, e muito, o recomendado pela OMS, que é de, no máximo, 15% de cirurgias. “Temos muito que caminhar para um atendimento que irá primar pela saúde materno-fetal realmente”.

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Investir em intangíveis, algo tão distante como Marte?

Nos últimos anos, se tem falado muito na necessidade de sermos mais competitivos nos preços. Mas, na competitividade há dois fatores: um é a produtividade e o outro o preço. Podemos ter um modelo baseado em salários baixos ou buscarmos mais produtividade e salários mais elevados.

Todavia, continuamos buscando fazer somente produtos baratos ao invés de estarmos procurando por produtos com maior valor agregado e que possam ser vendidos por preços mais elevados. Isto implica em migrarmos para um modelo de tecnologia mais elevada e de conhecimento. No Mato Grosso do Sul ainda nem terminamos a tarefa de educar uma mão-de-obra voltada para atividades elementares na indústria e na agricultura. Na pecuária, bem na pecuária o passado ainda é comandante.

Todos os experts indicam que a baixa produtividade da indústria e da agricultura em nosso Estado se deve aos baixos investimentos em tecnologias de ponta. Vivemos duas realidades: em algumas, poucas, indústrias e fazendas agricultáveis os investimentos nos últimos cinco anos foram imensos e a produtividade atinge médias impensáveis; a outra, dura realidade é a falta de interesse em investir. E nem estamos falando em inovações, apenas em adotar as técnicas e tecnologias já existentes pelo mundo afora. Investir em intangíveis?

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Brasil – a nação dos adoradores de si mesmos – as pessoas de plástico

As mulheres brasileiras são lindas. Os homens são garbosos – embora esta seja uma palavra em quase desuso. Não, muitos não pensam assim e tentam em cada centavo ajustar a padrões cada vez mais irreais. São as pessoas de plástico e plastificadas pela mídia. Pelos sites de relacionamento e pelas exigências absurdas que extrapolam a natureza. Foi assim que ultrapassamos, pela primeira vez, os Estados Unidos na quantidade de cirurgias plásticas.

Na busca pelo corpo perfeito, mais 11,5 milhões de pessoas se submeteram a procedimentos cirúrgicos estéticos no mundo em 2013. Somente no Brasil foram realizados 12,9% deles; 1,49 milhão. Os EUA ficaram em segundo lugar, com 1,45 milhão, seguidos do México, com 486 mil, e da Alemanha, com 343 mil. Uma antropóloga da Unicamp, Andrea Tochio, classificou o corpo em nosso país como um capital. "O corpo é um capital no Brasil e se tornou um mercado muito lucrativo. No caso das cirurgias plásticas estéticas, houve uma popularização em seu acesso, sendo que muitos médicos realizam pacotes e facilitam o pagamento, o que antes era apenas restrito às classes sociais mais abastadas".

As campeãs do bisturi são as lipoaspiração (227 mil). Atrás estão os procedimentos para aumento das mamas por silicone (226 mil), a elevação dos seios (139 mil) e a abdominoplastia (129 mil). Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, em cinco anos, o número de cirurgias plásticas realizados no país mais do que dobrou, passando de 629 mil em 2008 para 1,49 milhão em 2013. E termos para classificar essa verdadeira epidemia do que está na moda ser belo não faltam: tirania da forma, tributo a si, supervalorização e exaltação do corpo. Uma delas impressiona: “a psicologia passou para a ponta do bisturi”.

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