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10/03/2014 07:50

Los cubanos e as duas castas de médicos – com e sem CRM

Mário Sérgio Lorenzetto
Los cubanos e as duas castas de médicos – com e sem CRM

Médicos para carentes e médicos para quem pode pagar plano de saúde

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O principal porta-voz dos médicos brasileiros contra o programa Mais Médicos, Roberto D´Avila, em uma explanação duríssima disse que foram criadas duas classes de médicos: “Uma para as pessoas simples e carentes, médicos sem revalidação de diploma, sem CRM (certificado médico emitido pelos Conselhos Regionais de Medicina). Outra casta para a elite, para os que podem pagar planos de saúde, podem pagar diretamente ao hospital ou ao médico, os médicos com CRM”.

Roberto D´Avila também levanta dúvidas sobre a qualidade da formação dos cubanos: “O Conselho de Medicina esteve em Cuba em 2003 e 2004, visitou as escolas. Aquela é uma medicina que parou no tempo. Pode apresentar algumas vantagens na questão da medicina de família e comunidade, mas peca por não ter a possibilidade de avançar no diagnóstico. Os exames lá solicitados são muito simples. O paciente não vai ter a assistência que nós aqui no Brasil podemos dar e oferecer”.

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Arremedo de boas práticas em outras países

No outro lado da trincheira, o coordenador do programa Mais Médicos do Ministério da Saúde – Mozart Sales – disse que não existe nenhuma intenção de canibalizar o mercado de trabalho no setor. Citou a Austrália, o Canadá, a Inglaterra, Espanha e Portugal como exemplos de países com tradição de intercâmbios de médicos e que apelaram para a estratégia de importar temporariamente profissionais de outras nacionalidades. Afirmou que de 18% a 37%dos profissionais que atuam nesses países são formados no exterior. Já no Brasil só há 1,79% de médicos oriundos de outros países, dos quais só 0,6% estrangeiros.

O diagnóstico feito por Mozart envolve números eloquentes: há cerca de 200 milhões de habitantes no Brasil, dos quais apenas 48 milhões têm algum plano de saúde. Os 150 milhões restantes dependem de atendimento do SUS. Dos mais de 370 mil médicos que trabalham no Brasil, apenas 34 mil atuam como médicos de família e atendem nos postos de saúde.

Ele também não vê sentido na exigência de um exame tão amplo e complexo como o Revalida para os médicos do programa Mais Médicos – “O Revalida é a revalidação plena para o exercício da medicina em qualquer lugar do Brasil e em qualquer especialidade. O que estamos fazendo é um programa vinculado a um município específico, no qual o registro do médico só é válido naquela cidade e para atuar em atenção básica.

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Mais Médicos atua por meio de “bolsas” a “intercambistas”

O Programa Mais Médicos foi definido por uma Medida Provisória como uma modalidade de “ensino-serviço”. Na prática, as coisas se passam como se os médicos fossem estudantes – “intercambistas” no caso dos estrangeiros – sem vínculos empregatícios formais. Eles não recebem décimo terceiro salário, adicional constitucional de férias, nem estão incluídos no sistema previdenciário brasileiro. Apenas têm direito a 12 “bolsas” por ano e estão autorizados a tirar 30 dias de folga, além dos auxílios para aluguel e alimentação, pagos pelas prefeituras.

O governo federal informou que superará a meta de chegar até abril com 13 mil médicos no programa. Já começaram a chegar outros 4 mil cubanos recrutados para a quarta etapa. Atualmente o programa conta com 9.425 médicos, 75% deles são cubanos.

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Faltará chuva até o fim de março, quem pagará a conta da energia elétrica?

As hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste, que respondem por cerca de 70% da capacidade de armazenamento de água do país, devem chegar ao fim de março ainda abaixo do patamar de 40% de acumulação. Segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), os lagos das usinas das duas regiões alcançarão até 37,9% no último dia deste mês, volume muito inferior em comparação com igual período de 2013 quando foi registrado 54,1% de armazenamento. Com a queda dos níveis dos reservatórios e carga crescente, o ONS está acionando todas as termelétricas disponíveis no país.

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Dito de outra forma: as térmicas ficarão ligadas o ano inteiro

E mais: cresce no governo a ideia de mudar as regras de cálculo dos preços do setor elétrico. Com a nova previsão de chuvas do ONS, são grandes as chances do gasto do governo com as termoelétricas de ultrapassar o valor de R$18 bilhões. Essa montanha de dinheiro não está no Orçamento da União.

Em ano eleitoral dificilmente a conta irá para o bolso do contribuinte. O governo não pagando e nem o contribuinte, a conta ficará nas distribuidoras. Assim pensam muitos na Esplanada dos Ministérios. Avaliam que o problema não está na falta das chuvas, mas na fórmula matemática que calcula o preço da energia no mercado de curto prazo.

O raciocínio é mais ou menos assim: as concessões das geradoras, renovadas em 2012, tiveram como base um custo de operação de R$ 30 por MW, portanto, não há motivos para os consumidores ou o Tesouro Nacional pagarem R$ 822 por MW por causa da entrada das termoelétricas em funcionamento.

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Escola de samba ganha o título e é a mais organizada e independente

O jogo de bicho financia as escolas de samba do Rio de Janeiro? Investir dinheiro em no desfile carnavalesco é uma das melhores formas de lavar dinheiro? São perguntas que estão na cabeça de muitas pessoas sem resposta condizente.

Nos últimos anos, as escolas de samba passaram a viver uma euforia do dinheiro fácil – os enredos sob encomenda ou pensados para atrair dinheiro. Até o governo anterior do Mato Grosso do Sul e uma cidade do interior entraram nessa arapuca. Mas se o dinheiro era fácil, a comunidade, o bairro onde vivem as escolas de samba, delas se afastavam, não apresentavam o esforço necessário para torná-las competitivas.

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Mudanças e profissionalização começaram poucos anos atrás na metade delas

Seis escolas de samba do carnaval carioca pisaram a avenida sem os patrocínios vinculados à venda do enredo. Para organizar o desfile, contaram com R$ 6 milhões para cada agremiação oriundos da Liga Independente das Escolas de Samba e a busca por novos recursos.

A vencedora, Unidos da Tijuca, há seis anos se estrutura para captar recursos. Criou uma área de marketing e uma agência de publicidade. Entre outros serviços, a agência monta cenografia em eventos e campanhas motivacionais em empresas que ajudam a financiar desfiles. Ela entrou no Sambódromo, sem vincular o seu enredo com qualquer Estado, Cidade ou Região do país e sem divulgar o nome de qualquer empresa. Recebeu, contudo, aportes substanciosos, falam em outros R$ 6 milhões, da Audi, Credicard, Gilette e Shell. Uma administração moderna com resultados vitoriosos. Este foi o terceiro título conquistado pela Unidos da Tijuca em 5 anos. Uma escola quase centenária que teve apenas quatro vitórias ao longo de sua existência.

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