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06/03/2016 07:00

Lula na Polícia Federal: uma manhã de gritos e tapas no Aeroporto de Congonhas

Mário Sérgio Lorenzetto
Lula na Polícia Federal: uma manhã de gritos e tapas no Aeroporto de Congonhas

Dezenas de helicópteros sobrevoavam o Aeroporto de Congonhas. Lula prestava esclarecimentos à Polícia Federal no aeroporto. Um longo espocar de foguetes, quase cinco minutos, nas imediações do aeroporto comemorava a presença de Lula na delegacia da PF que está localizada no aeroporto. Também não explicavam o motivo de Lula estar naquela delegacia e não em outra, distante da população.
Militantes petistas, homens e mulheres, chegavam com suas bandeiras. A maioria com o nome de Lula. Esperavam por um momento como aquele? Entravam por todos os portões do aeroporto em grupos. Cantando as frases tradicionais: "Lula guerreiro, herói do povo brasileiro" e tantas outras velharias. Só uma nova cantoria: "Facistas. Não passarão." Uma clara alusão à guerra civil espanhola. Talvez desconheçam a história. O "No passaram", grito de guerras das forças anti-Franco, foi derrotado. Os petistas estavam em grande número. Eram majoritários no ambiente de hostilidades que virou Congonhas.
De todas as portas também acorriam os anti-petistas. Só gritavam: "Ladrão" e "Lula na cadeia". Estavam sufocados pelos petistas. Perdiam na disputa dos gritos e nos tapas e pontapés que espocavam a cada minuto.
Mas chegou o redentor dos anti-petistas. O boneco de Lula fantasiado de presidiário salvou a manifestação contra Lula. A entrada do boneco silenciou os petistas. O imaginário tomou conta deles. Temeram a possibilidade do boneco tornar-se o Lula real. Gritavam em uníssono: "Ladrão". Sem o rebate dos petistas. A imagem derrotou, por minutos, a gritaria.
A radicalização ampliou. Tapas. Muitos tapas. A Polícia Militar apenas tentava fazer cordões de isolamento. Quase não se envolvia com a pancadaria. Homem batendo em homem. Mulher batendo em homem. Quando a massa perde a razão, não há sexo, religião, idade ou cor de pele. Velhos apanharam e bateram. Foi apenas o primeiro round de tantos que podem acontecer? A violência política começou. Tomará conta do país?

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Delcídio: uma tarde de perplexidade no Congresso Nacional.

Há alguns meses caso existisse uma eleição direta para qualquer cargo no Congresso Nacional, o ainda Senador Delcídio do Amaral venceria com facilidade. A revista Isto É destruiu a imagem do Senador do Mato Grosso do Sul dentre todos os parlamentares. De qualquer partido.

Foi uma tarde de perplexidade. Os congressistas - Deputados Federais e Senadores - quedaram-se estáticos. Somente seus assessores buscavam informações sobre a veracidade da delação premiada de Delcídio. Virou anarquia. Assessores telefonando e procurando por outros assessores e parlamentares em melhores condições de fornecer explicações. Ninguém se entendia ou atendia. As centenas de pessoas que aguardavam pelos parlamentares foram, em sua maioria, dispensadas. Mas também não queriam sair do Congresso Nacional sem confirmar a denúncia. Também havia medo nos corredores e gabinetes. Até quem nunca viu Delcídio na vida passou a acreditar na versão de que o "japonês da Federal" poderia "visitá-lo", pelo simples efeito da bola de neve - cresce, até atingir a todos. Não se ouvia qualquer opinião de vingança. A primeira reação era de preocupação com a própria pele, com o mandato e o futuro do Congresso. Mas é difícil crer que Delcídio voltará a pisar no Congresso Nacional.

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Empresários e política.

Deixar o mundo empresarial para se aventurar na política parece ser difícil. No Brasil, o cenário é desfavorável para os empresários. Nenhum dos 42 presidentes da República, desde o Marechal Deodoro, tinha como profissão a atividade empresarial. A lista é composta, majoritariamente, por advogados e militares e ainda por três jornalistas, um médico, um sociólogo, um metalúrgico e, agora, por uma economista (Dilma Roussef). Não foi por falta de tentativa. Grandes nomes do mundo empresarial como Antônio Ermírio de Moraes, se arriscaram na política. Quem chegou mais longe foi apenas o fundador da Coteminas, José Alencar, vice-presidente no governo Lula.

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A crise chegou na comida.

A população começou cortando compras de roupas e deixando de trocar o carro velho por um novo. Mas não deixava de comer. Agora, está deixando de adquirir produtos mais caros e comprando os mais baratos. Queijos, iogurtes, requeijão, comida congelada...são alguns dos itens que estão ficando nas gôndolas e prateleiras dos supermercados. As vendas nos supermercados caíram 3,38% em janeiro/2016 comparado com o janeiro /2015.

Para a Páscoa, os resultados do ano passado mostraram o caminho a ser seguido em 2016. Uma grande quantidade de ovos da Páscoa ficaram encalhados em 2015. Os supermercadistas aprenderam a lição. Compraram menos ovos para este ano e solicitaram ovos menores às fábricas. Em troca, adquiriram mais caixas e barras de chocolate. O lema seguido, mas não divulgado é: ovo só é bonitinho para as crianças, adultos desejam chocolate de qualquer formato.
População e supermercadistas estão fazendo a lição de casa - só compram o essencial é o mais barato. Falta os governantes seguirem o mesmo caminho.

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